Blog da Infomoto

Faixa de retenção para motos e bicicletas deve diminuir “zona de conflito”

Motos e bicicletas ficam à frente dos carros nos semáforos na esquina da Rebouças com a Estados Unidos

Com o objetivo de trazer mais segurança para motociclistas, ciclistas e também motoristas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade de São Paulo inaugurou uma faixa de retenção em alguns semáforos especialmente para motos e bicicletas. Um dos locais escolhidos para os primeiros testes e foi a esquina da Avenida Rebouças, sentido centro, com a Rua Estados Unidos, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. O objetivo desta iniciativa é criar uma área exclusiva para a permanência de ciclistas e motociclistas à frente dos carros, mas antes da faixa de pedestres, quando estiverem aguardando o semáforo abrir.

Essa “linha de frente”, constituída pelas máquinas mais frágeis, diminuirá a “zona de conflito” entre carros e motos na abertura do semáforo, já que os veículos de duas rodas arrancarão 2,5 m a 3 m antes dos automóveis. Para se ter uma ideia, de acordo com os números da CET, em São Paulo os pedestres, ciclistas e motociclistas são as vítimas mais vulneráveis no trânsito. Em 2012, das 1.231 pessoas que perderam a vida em ocorrências nas ruas da cidades, 540 (43,8%) eram pedestres, 438 (35,5%) conduziam motocicleta e 52 (4,2%) estavam pedalando.

A faixa de retenção já foi adotada em uma cidade litorânea do estado paulista, em São Vicente, e é utilizada em outros países há alguns anos, como a Espanha, por exemplo. Segundo dados da autoridade de trânsito de Barcelona, a sinalização diminuiu em cerca de 90% os acidentes com motos nos cruzamentos da cidade.


Benefícios
Além de melhorar a segurança dos motociclistas e ciclistas por aumentar sua visualização à frente dos carros, a medida traz maior conforto também para os automóveis. Não haverá mais aquela aglomeração de motos ao lado dos carros. A largada do semáforo também será mais segura. Com as motocicletas saindo na frente, os motoristas terão mais espaço para fazer mudanças de faixa e não precisarão disputar espaço com as motos e vice-versa. A CET espera que com a nova faixa de retenção especial, motociclistas e ciclistas passem a respeitar mais a faixa de pedestres e a nova sinalização horizontal.

Educação e percepção

Grande parte dos motociclistas e motoristas ainda não entenderam as novas faixas de retenção- multas ainda não estão sendo aplicadas

Por ser um projeto piloto, a prefeitura afirmou que os agentes de trânsito ainda não estão autuando aqueles que não respeitarem a faixa. Nessa fase inicial, a CET está fazendo apenas um trabalho de educação do usuário. Passo todos os dias pela Av. Rebouças a caminho aqui da redação da INFOMOTO e afirmo que esse trabalho educativo deve ser feito. Em primeiro lugar, ontem e hoje de manhã (6 e 7 de maio), quando passei lá por volta das 9 h da manhã não havia um agente da CET auxiliando as pessoas. Muitos motoristas e motociclistas ainda não entenderam a sinalização. Carros avançando a faixa, motos esperando junto com os carros, e ninguém para educá-los.

Pessoalmente, acredito que esta medida fará uma real diferença na vida dos motociclistas, e também dos motoristas. Um dos principais pontos é que aumentará a visibilidade e a distância entre a moto e o carro quando parados no farol. Entre meus maiores medos ao parar no semáforo à frente dos carros é ser atropelado por um distraído, teclando no celular ou apenas mudando a estação de rádio. Sempre tento me manter no “corredor”, mesmo quando sou o único parado no farol para evitar tal colisão. A “zona de conflito” entre os autos e as motos fica bem reduzida quando as motos largam na frente dos carros. Na minha opinião, uma boa iniciativa, que deveria ser implantada em mais vias e mais cidades do país. (por Roberto Brandão Filho)

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KTM confirma produção de scooter elétrico para 2015

O E-Speed apresentado no Tokyo Motorcycle Show, em março, no Japão

Ao que tudo indica, o E-Speed, scooter elétrico da KTM (que você já conheceu aqui) está fazendo mais sucesso do que a marca austríaca esperava. Tanto é que a fábrica de Mattinghoffen confirmou hoje, 23 de abril, em seu site, a produção do modelo para 2015. O anúncio foi feito apenas quatro semanas após o scooter ser mostrado no Tokyo Motorcycle Show no Japão. A receptividade ao modelo foi tão grande que a marca laranja se viu na obrigação de investir no segmento de motos elétricas.

“Devido ao retorno positivo da apresentação em Tóquio nós decidimos transferir os resultados obtidos no desenvolvimento de uma off-road elétrica para o segmento de motos de rua. O E-Speed é a nossa interpretação de um veículo urbano livre de emissões e que ainda traz em seus genes o design e a esportividade da KTM”, disse Harald Plöckinger, membro do Conselho Executivo de Produção e Negócios da KTM, que também confirmou a chegada da off-road elétrica Freeride E às concessionárias europeias já em 2014.

A também elétrica Freeride E chegará às concessionárias europeias em 2014, segundo a marca

A confirmação de hoje vai contra o que o CEO Stefan Pierer afirmou recentemente durante uma entrevista para a revista Motociclismo italiana. Na ocasião, o executivo disse não acreditar na produção de motos elétricas no momento porque a tecnologia atual de baterias não está no nível que as motos precisam e ainda são perigosas, correndo o risco de explodir em acidentes. Pelo visto, ele mudou de ideia. (por Carlos Bazela)

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BMW i3 poderá ter motor de motocicleta

Primeiro carro elétrico da BMW, o i3 deverá ser lançado ainda em 2013

Prometido para o final deste ano, o hatch BMW i3 deverá ser o primeiro carro elétrico fabricado em série pela BMW. Movido a bateria de íons de lítio criada pela própria fábrica alemã, o i3 deverá ter uma autonomia de 160 km com uma recarga. Porém, para os consumidores que queiram rodar mais, a BMW deverá oferecer algumas opções, entre elas um pacote com “autonomia estendida”, que consistiria em um motor de combustão interna que funcionaria como uma espécie de gerador para recarregar a bateria do i3 em movimento. Rumores apontam que esse motor-gerador deverá ser um da linha de motocicletas da BMW. Tudo indica que nesse pacote de autonomia estendida – que deverá custar cerca de R$ 10.000 a mais do que o i3 puramente elétrico – o motor a ser utilizado é o propulsor de dois cilindros paralelos  e 647 cm³ que equipa a linha de scooters da BMW.

Ainda não há especificações técnicas e mais informações oficiais sobre o BMW i3, entretanto executivos da fabricante alemã já afirmaram que um motor de motocicleta seria o ideal para cumprir essa função de estender a autonomia do veículo. Outras especulações não descartam a possibilidade de uma versão “menos ecológica” do i3 – mas mais barata, já que o modelo totalmente elétrico deverá custar mais de R$ 100.000 – vir equipada apenas com o econômico motor de dois cilindros e 650cc, que faz cerca de 25 km/l. (por Arthur Caldeira)

 

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Moveo: um scooter que vira mala

Projeto húngaro, o Moveo tem autonomia para rodar 35 km a uma velocidade de 45 km/h

Scooter elétrico é algo que você já viu antes. Agora, um scooter elétrico que vira uma maleta é realmente uma coisa que não se vê todo dia. Essa é a proposta do Moveo, o exótico – pra dizer o mínimo – projeto do grupo húngaro Antro, formado pelas empresas Antro Nonprofit Ltd, Solo-Duo Co. e Moveo Co., ambas focadas em desenvolver soluções de transporte urbano que não impactem o meio-ambiente. De acordo com a fabricante, o scooter foi desenhado com “formas orgânicas”, pesa cerca de 25 kg e tem autonomia para 35 km, rodando a uma velocidade média de 45 km/h. O diferencial é que ele pode ser dobrado, ficando com as mesmas proporções de uma mala de viagem e podendo ser carregado como tal.

Dobrado, o scooter se assemelha a uma mala de viagem e também pode ser carregado como se fosse uma

Atualmente, o Grupo Antro está angariando recursos para iniciar a produção em série do Moveo já em 2014. Segundo os próprios, eles precisam de um investimento de US$ 3 milhões para produzir 4.000 unidades por ano ou então US$ 8,2 milhões para chegar aos 15.000 scooters anuais. E você, teria um desses? A ideia de não precisar se preocupar com lugar para estacionar é tentadora não acham? (por Carlos Bazela)

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O2 Pursuit: uma moto movida a ar

Designer cria modelo que dispensa combustível e bateria para se locomover

Cada vez mais são criados projetos na área automotiva cujo foco é a preservação do meio ambiente. Baterias, células de hidrogênio e energia solar são os termos mais utilizados desse vocabulário que também está ganhando cada vez mais espaço entre as motocicletas. Entretanto, o designer industrial australiano Dean Benstead resolveu radicalizar e construiu a O2 Pursuit que, como o próprio nome diz, utiliza o oxigênio para se locomover.

Chassi foi modificado para receber o propulsor a ar e o tanque deu lugar a um cilindro de ar comprimido

Desenvolvida com base em uma WR 250R, doada pela Yamaha Austrália, a moto teve o seu chassi de alumínio modificado para receber o pequeno propulsor movido a ar próximo aos pedais e o tanque de combustível convencional deu lugar a um cilindro de ar comprimido, que é o mesmo utilizado pelos mergulhadores. As outras alterações feitas pelo designer incluem dois pequenos faróis redondos posicionados um sobre o outro e uma discreta lanterna traseira própria dos modelos de trilha.

A ideia de Benstead ganhou o mundo ao se destacar entre os 15 melhores projetos inscritos no James Dyson Awards. A premiação australiana é oferecida para inovações na área de design criadas por estudantes que se encaixem na proposta de “desenhar algo capaz de resolver o problema”. O prêmio é disputado por talentos de 18 países, que recebem quantias em dinheiro e, principalmente, funciona como vitrine para grandes empresas e estúdios.

Propulsor inovador

Ilustração mostra como funcionaria a moto movida a ar

O motor criado pelo engenheiro italiano radicado em Melbourne, Angelo DiPietro, tem funcionamento semelhante ao de um motor a explosão monocilíndrico. Todavia, as válvulas que misturam ar e combustível dentro de um cilindro que funciona geralmente na vertical são substituídas por seis injetoras de ar comprimido que cercam um cilindro horizontal. O ar, portanto, é impulsionado em sequência para fazer o cilindro girar. Dentro dele, por sua vez, o pistão assume a função de virabrequim que transmite o trabalho gerado para um conjunto convencional formado por coroa, corrente e pinhão, como acontece na maioria das motocicletas.

De acordo com Dean Benstead, o pequeno motor pesa apenas 11 kg e é suficiente para garantir uma velocidade máxima perto dos 140 km/h, enquanto o cilindro de oxigênio que substitui o tanque tem autonomia para três horas de passeio a uma velocidade de 60 km/h. No quesito freios, a O2 Pursuit não decepciona e os discos padrão do modelo, com diâmetro de 250 mm na dianteira e 230 mm na roda traseira, foram substituídos por dois discos Brembo tipo wave de 200 mm de diâmetro.

Já as suspensões foram mantidas. Desta forma, a moto de Dean Benstead conserva o garfo invertido dianteiro e o monoamortecedor traseiro, ambos de 269 mm de curso da WR 250R original. Embora o peso real da moto não tenha sido divulgado, segundo o designer australiano, ela toda pesa menos de 100 kg, incluindo o cilindro com capacidade para 9 litros de ar comprimido. O que é cerca de 35 kg a menos do que a moto original com o tanque cheio.

Proposta sustentável

Oxigênio para viagem: projeto também idealizou postos de troca de cilindros de ar comprimido

A questão da sustentabilidade na O2 Pursuit não se resume apenas ao sistema de propulsão da moto. Para uma possível versão de produção do modelo, Benstead também planejou a colocação de painéis fotovoltaicos flexíveis na carenagem para absorver energia solar. Armazenada em uma bateria localizada abaixo do paralama traseiro, essa carga seria utilizada para alimentar o farol e a lanterna.

Para que a ideia de uma moto movida a ar comprimido realmente convencesse como alternativa real de transporte urbano, foi criada toda uma estrutura de apoio. Assim, os postos de gasolina também teriam seu papel no abastecimento das motos a ar. Segundo o plano de Dean Benstead é que eles passem a contar com pontos de troca de cilindro (localizados via GPS), uma vez que seria menos demorado substituir o reservatório vazio por um cheio e o motociclista poderia adquirir cotas que dão direito a uma quantidade mensal ou anual de cilindros.

Para quem apostava que as baterias eram solução definitiva para acabar com os combustíveis fósseis nos meios de transporte, a O2 Pursuit e sua estrutura de apoio surgem como uma inusitada surpresa. Mas e você? Já está convencido de que o futuro pode ser movido a ar? (por Carlos Bazela)

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Empinar duas vezes em Illinois dá cadeia

Se estivesse em Chicago, o piloto da foto acima poderia pegar até um ano de prisão

Desde 1º de janeiro deste ano, o motociclista que for flagrado empinando sua moto no estado americano de Illinois, cuja maior e mais conhecida cidade é Chicago, será multado em US$ 100. Em caso de reincidência, a multa pode ser de até US$ 1.500 dólares e o piloto pode ser condenado a seis meses de prisão. Mas se o motociclista for pego empinando por uma terceira vez pode ser multado em US$ 2.500 dólares e ainda passar um ano na cadeia. De acordo com a lei, empinar é definido como “operar uma motocicleta, motoneta ou scooter em uma única roda”. Portanto, os famosos “RLs”, ou seja, acionar abruptamente o freio dianteiro de modo a levantar a roda traseira da moto também seria passível da mesma punição.

A lei 3452 de Illinois, votada em julho do ano passado, ainda versa sobre outras práticas dos motociclistas. Será passível de multa pilotar sem as mãos no guidão, ou ainda sentar ou montar em alguma parte da moto que não seja o assento – uma clara tentativa de coibir a prática de wheeling, modalidade de acrobacias sobre a moto nas vias públicas. Além disso, fica proibido o uso de guidões mais altos do que a cabeça do motociclista: nada dos guidões “ape hanger” exagerados. Na maioria dos outros estados americanos, e até mesmo no Brasil, as “empinadas” (wheelies, em inglês) também são contra a lei, porém são classificados como pilotar de forma perigosa ou exibicionista.

O curioso é que Illinois é um dos dois únicos estados americanos, ao lado de Iowa, onde não existe nenhuma lei sobre o uso do capacete. Lá pode-se pilotar qualquer veículo de duas rodas sem nenhum tipo de proteção na cabeça. Quer dizer: pilotar sem capacete pode, empinar não pode. (por Arthur Caldeira/ foto: Schedl R./Divulgação KTM)

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Yamaha Crypton agora veste azul, vermelho e verde

Yamaha ampliou opção de cores para a motoneta Crypton

Nos final dos anos 1960, o cantor Wilson Simonal fez sucesso com a música “Vesti Azul”. Nela o músico afirmava que sua vida melhorou ao adotar esse tom: …“estava na tristeza que dava dó, vesti azul e minha sorte então mudou”… Passado quase meio século a receita ainda faz sucesso.

O tom azul parece mesmo ter o poder de dar uma nova vida também às motos. Um bom exemplo é a família Racing Blue presente nos modelos Fazer YS250, Factor YBR 125 e Crypton T 115. Embora os modelos tenham sido desenvolvidos para o uso urbano, a inspiração veio das pistas onde o azul predomina nas radicais máquinas de competição da Yamaha.

Roupagem Racing Blue, inspirada nas motos de competição, também está disponível para a pequena Crypton

Quem quiser desfilar com as cores e grafismos inspirados na moto do campeão Jorge Lorenzo (categoria MotoGP) pode começar com a Crypton. Modelo de entrada da marca tem como apelo a facilidade de pilotagem, economia de combustível e robustez. A versão Racing Blue da Crypton ED 2013 sai por R$ 5.290,00 e traz a comodidade da partida elétrica e a segurança do freio a disco com diâmetro de 220 mm.
A Yamaha equipou a versátil Crypton com motor quatro tempos, que gera até 8,2 cv a 7.500 rpm. O propulsor traz como diferenciais o baixo custo de manutenção e muita economia, já que o motor é capaz de fazer até 47 km com um único litro de gasolina. Fácil de pilotar, o modelo conta com câmbio semi-automático de quatro velocidades. E as rodas de 17 polegadas enfrentam com facilidade as imperfeições do asfalto nos grandes centros urbanos.

Além da cor verde, Crypton ED com freio a disco e partida elétrica está disponível em azul e vermelho metálicos

Para dar mais vida à motoneta, a Yamaha lançou recentemente a família Crypton Cores, que deixou a versão ED ainda mais completa – ganhou grafismos inéditos e, além das cores sólidas preta e branca, ganhou roupagem azul, vermelho e verde, todos metálicos. O preço sugerido da versão ED é de R$ 5.190,00. Já a versão K, que traz partida a pedal e freios a tambor, custa R$ 4.270,00 e está sendo vendida nas tradicionais cores preta, branca e vermelha metálica.

Cor vermelha metálica da linha Crypton Cores, que traz grafismos diferenciados

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Estudo australiano reconhece a importância das motos e scooters para o trânsito

Segundo estudo australiano, motos e scooters ocupam menos espaço do que carros. Alguém ainda tinha dúvida disso?

A praticidade da motocicleta e o quanto ela é capaz de melhorar a vida das pessoas nos grandes centros urbanos não é novidade para ninguém (ao menos para ninguém que use moto), mas nunca um órgão público se pronunciou a respeito. Até agora. O governo australiano divulgou esta semana o resultado de um estudo que analisa anualmente as 18 maiores áreas urbanas do país e constatou que os mais de 700 mil motociclistas que circulam por lá emitem menos poluentes e ocupam menos espaço em vias congestionadas e áreas de estacionamento. De acordo com o texto: “A maior vantagem das motocicletas e scooters no sistema urbano de transportes é o pouco espaço que eles ocupam nas vias em uma época na qual os congestionamentos são um problema crítico nas cidades”.

“Muitas cidades do mundo estão lotadas de motos e de scooters, uma vez que as pessoas se beneficiam de sua eficiência como forma de transporte” – Anthony Albanese, Ministro dos Transportes da Austrália.

A eficiência das motos e scooters no trânsito já convenceram alguns escalões do governo australiano e está ajudando a quebrar alguns tabus. Anthony Albanese, Ministro dos Transportes da Austrália, afirmou: “Como eu atestei na última viagem que fiz para a Itália, muitas cidades do mundo estão lotadas de motos e de scooters, uma vez que as pessoas se beneficiam de sua eficiência como forma de transporte de baixo custo e consumo. Entretanto, no contexto político da Austrália, eles só são mencionados em discussões sobre segurança. Isso ajuda a nublar o fato de que motos e scooters são importantes em uma época em que os congestionamentos funcionam como uma âncora que diminui nosso tempo e produtividade”.  De acordo com o Bureau Australiano de Estatísticas, o número de motocicletas no país aumentou 38% de 2007 a 2012. (por Carlos Bazela)

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smart vai produzir scooter elétrico com a Vectrix

O protótipo do smart scooter mostrado no Paris Motor Show em 2010

A smart já havia confirmado para 2014 a produção do seu escooter. Hoje, a empresa do grupo Daimler revelou que a americana Vectrix é sua parceria no projeto do scooter elétrico. Uma das pioneiras no segmento de veículos de duas rodas elétricos, a Vectrix disponibiliza um maxi-scooter elétrico desde 2009 e já chegou até uma superesportiva elétrica na época. Segundo o comunicado da smart, exatamente por essa experiência com scooters elétricos que foi escolhida a Vectrix, fundada em 1996, em Rhode Island, nos Estados Unidos.

“smart e  Vectrix são ambas pioneiras em soluções de mobilidade elétricas para a cidade” afirmou Annette Winkler, diretor da smart. “O scooter smart será realmente ‘smart’ (inteligente) e queremos fazer dele um ícone da mobilidade urbana – assim como o smart fortwo”.

Em relação ao belo visual do smart scooter, apresentado como protótipo no Salão de Paris de 2010, a empresa afirma que será aprimorado. Mas  garante que o veículo terá características únicas na categoria. (Por Arthur Caldeira)

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Conheça a tecnologia do sistema BlueFlex

Yamaha Fazer YS 250 BlueFlex permite ao motociclista usar gasolina ou etanol, combustível mais limpo, em qualquer proporção

Além da economia, sobre a qual falamos neste post, a nova Yamaha Fazer YS 250 BlueFlex oferece ao motociclista a liberdade de optar por um combustível menos poluente, o etanol. Porém, para ser uma motocicleta bicombustível, essa 250cc ganhou novos itens e conta com muita tecnologia embarcada.
A Fazer BlueFlex recebeu novidades como, por exemplo, painel com sistema de diagnóstico integrado – incluindo a luz BlueFlex, pré-filtro no interior do tanque de combustível, válvulas de palhetas, filtro externo de combustível e nova vela de ignição, além de um tratamento especial em zinco no interior do tanque. Ganhou ainda um novo mapeamento da ECU (Unidade de Controle do Motor). A moto bicombustível da Yamaha usa dois filtros para evitar os resíduos provenientes da má qualidade do processo de filtragem do etanol que chega às bombas dos postos de combustíveis.

Luz BlueFlex – ampulheta laranja abaixo da luz indicadora de neutro – faz parte do Sistema de Segurança Yamaha para a 250cc bicombustível

Mas o que é exatamente essa luz BlueFlex? Funciona assim: se a temperatura ambiente estiver acima dos 20 graus, o motociclista nem perceberá se a Yamaha Fazer 250 Blue Flex está abastecida com etanol ou gasolina. Na primeira partida do dia, a moto liga imediatamente e a luz indicadora do BlueFlex não pisca. É só engatar a primeira marcha e seguir em frente. Mas, quando a temperatura está mais baixa e a moto está abastecida somente com etanol, é necessário atenção a luz indicadora do BlueFlex.
Se a luz amarela piscar, é um aviso ao piloto que a temperatura ambiente está abaixo de 20 graus, mas a moto pode ser usada normalmente. Porém é recomendável abastecer com pelo menos 4 litros de gasolina para facilitar a próxima partida.
Em dias frios, é normal que a moto demore um pouco mais para ligar e a luz poderá permanecer acessa. Nesse caso, não adianta insistir e engatar a primeira marcha, pois a moto “morre” imediatamente. Isso não é um defeito, é a central eletrônica – ou ECU – fazendo seu trabalho. A ECU monitora dados como a temperatura do motor e os gases da queima e só libera a moto para rodar quando atingir a temperatura ideal de funcionamento. Quando o motor atinge a temperatura certa, a lâmpada se apaga e a moto pode ser usada normalmente. Tudo isso para evitar que ela “apague” em movimento, como acontecia com os antigos automóveis à álcool, lembra?

Etiqueta no tanque orienta o motociclista sobre o funcionamento da luz BlueFlex

Na prática é um sistema simples e funcional chamado pelo fabricante de Sistema Yamaha de Segurança. Durante a avaliação da moto ele entrou em funcionamento apenas uma vez. A moto estava abastecida somente com etanol, ficou ao relento durante a noite e seria usada logo cedo. No entanto,  sistema impediu o uso imediato da moto, nos obrigando a aguardar alguns segundos até a lâmpada apagar – foi o tempo apenas de vestir o capacete e luvas. Embora o processo seja rápido, é preciso ter paciência, pois não há o que fazer a não ser esperar que a luz se apague e o Sistema de Segurança libere a moto.


Motor da Fazer BlueFlex traz diversos itens exclusivos e a válvula PCV, que diminui emissão de gases poluentes resultantes da combustão

Outro sistema incorporado a Fazer BlueFlex é o PCV, a ventilação positiva do cárter. O funcionamento do sistema é bastante simples e eficaz, uma vez que todos os vapores gerados internamente no motor devido a alta temperatura são enviados através das mangueiras para a caixa de filtro de ar. A separação dos componentes do vapor ocorre devido à diferença de temperatura entre esses vapores na caixa do filtro de ar. Assim, o vapor se condensará e será armazenado no reservatório embutido na caixa de filtro de ar, sendo liberado para retornar ao cárter através da válvula solenóide. Essa válvula fará a liberação toda vez que a motocicleta for desligada. Com isso, além de utilizar um combustível menos poluente, a Fazer BlueFlex não emite gases remanescentes da combustão na atmosfera, reduzindo a emissão de hidrocarbonetos.

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