Blog da Infomoto http://infomoto.blogosfera.uol.com.br Blog da Infomoto - UOL Carros Sun, 14 Oct 2018 11:00:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Yamaha MT-07 2019 chega ao Brasil por R$ 33.790 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/14/yamaha-mt-07-2019-chega-ao-brasil-por-r-33-790/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/14/yamaha-mt-07-2019-chega-ao-brasil-por-r-33-790/#respond Sun, 14 Oct 2018 11:00:32 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17251 Naked média passa por face-lift e promete mais conforto

Sucesso em todo o mundo, com mais de 80.000 unidades vendidas nos últimos quatro anos e 1.406 unidades emplacadas no Brasil no ano passado, a Yamaha MT-07 2019 chega ao país neste mês em versão única com freios ABS de série e preço sugerido de R$ 33.790. A naked média passou por um face-lift e também ganhou assento mais confortável e novo acerto nas suspensões.Novo farol é semelhante ao da MT-09; entradas de ar na lateral cresceram

Visualmente, a MT-07 parece ter “crescido”. O farol mais largo, lembra o utilizado na sua irmã maior, a MT-09, e o tanque ganhou carenagens laterais encorpadas com entradas de ar maiores. A lanterna traseira também mudou e os piscas dianteiros estão agora fixados ao lado do radiador. As mudanças são sutis, mas quando se olha o novo modelo ao lado do antigo fica fácil de notar as diferenças.

Mais confortoAssento ficou mais amplo 

A principal melhoria, segundo a Yamaha, foi no conforto da MT-07, um dos pontos fracos da antiga geração da naked. O assento ficou mais amplo e, agora, estende-se mais à frente nas laterais do tanque. Com isso permite acomodar melhor as pernas e facilita a vida de quem é mais baixinho.Suspensão traseira ganhou ajuste no retorno; garfo dianteiro tem acerto mais “firme”

A marca também alterou o acerto da suspensão. Segundo Henrique Silve, instrutor técnico da Yamaha, o garfo telescópico ganhou novas molas internas e um novo óleo. O objetivo foi deixar o conjunto “mais esportivo” e estável nas curvas. Já na traseira, o monoamortecedor ganhou ajuste no retorno, além da regulagem da pré-carga da mola.

Motor sem mudançasBicilíndrico manteve o bom desempenho: 74,8 cv a 9.000 rpm

O bicilíndrico de 689 cm³ e refrigeração líquida não sofreu mudanças. O desempenho continua igual: o virabrequim crossplane garante bom torque desde os baixos giros até atingir o máximo de 6,9 kgf.m a 6.500 rpm. A potência máxima de 74,8 cv é atingida a 9.000 giros. O câmbio tem seis marchas e a transmissão final é feita por corrente. O consumo declarado (na Europa) é de 23,2 km/litro, o que resulta em uma autonomia de pouco mais de 300 km com seu tanque de 14 litros.

O motor faz parte da estrutura do quadro de aço tipo diamante, que também não sofreu alterações. Com isso, manteve o bom equilíbrio entre rigidez e flexibilidade que faz da MT-07 uma moto ágil e fácil de pilotar. O baixo peso – 183 kg em ordem de marcha – também ajuda.

MercadoMT-07 chega para brigar de frente com a Honda CB 650F 

Como não ganhou novas tecnologias, como controle de tração e modos de pilotagem, a nova geração da MT-07 não ficou tão mais cara que o modelo anterior, vendido por R$ 32.290 com ABS. O modelo 2019 chega por R$ 33.790 (sem frete), um acréscimo de cerca de 5% no valor.Além da azul e da cinza fosca, MT-07 será vendida na cor preta fosca

A MT-07 2019 terá três opções de cores: racing blue (azul); matt gray fluo (cinza fosco com rodas amarelo fluorescente) e matt black (preto fosco). A naked média da Yamaha chega para brigar de frente com a Honda CB 650F que tem quatro cilindros e preço sugerido de R$ 34.900. Modelos bicilíndricos de menor capacidade, como a Kawasaki Z 650 (R$ 29.990) e a Suzuki SV 650 (R$ 27.911), também são apontados pela Yamaha como concorrentes da nova MT-07. (Por Arthur Caldeira)

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Confira dicas para levar criança na garupa com segurança e conforto http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/12/confira-dicas-para-levar-crianca-na-garupa-com-seguranca-e-conforto/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/12/confira-dicas-para-levar-crianca-na-garupa-com-seguranca-e-conforto/#respond Fri, 12 Oct 2018 07:00:08 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17249 Para andar na garupa, criança também tem que estar protegida

Criança adora se divertir e, como não tem nada mais gostoso do que rodar de moto, elas curtem andar na garupa. Além de ser divertido, para muitos brasileiros a moto é o único veículo da família. Assim, faça chuva ou faça sol, é o meio de transporte utilizado para levar a criança na escola e a outros compromissos.

Mas, apesar de elas se divertirem, levar criança na moto não é brincadeira. Algumas dicas e regras ajudam a tornar o passeio seguro e ainda mais divertido. Com a ajuda da “Criança Segura”, organização não governamental, cuja missão é promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos de idade, elaboramos algumas dicas para levar uma criança na garupa sem correr riscos.

Só depois dos sete anosApenas maiores de sete anos podem andar na garupa, segundo CTB

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), só é permitido transportar na garupa crianças maiores de sete anos. Desrespeitar a lei pode render uma multa pesada: R$ 191,54 e mais sete pontos no prontuário e a suspensão do direito de dirigir.

Quando a idade não basta
Segundo Gabriela Freitas, gerente executiva da ONG Criança Segura, “cada criança tem um tamanho e, muitas vezes, mesmo que tenha a idade permitida por lei, ela não consegue apoiar os pés na pedaleira ou não é capaz de se segurar adequadamente na motocicleta”. Nesse caso, o adulto deve ter bom senso e não levar a criança, pois a segurança vem em primeiro lugar.

Capacete de gente grande não!Escolha capacetes, como o LS2 Rapid Mini, que tem numerações menores

Não adianta a criança usar um capacete largo. De acordo com Gabriela Freitas, “o capacete deve ser justo e não pode ‘girar’ na cabeça da criança, se fizer isso não está protegendo”. Infelizmente, são poucos os modelos disponíveis no mercado. Uma opção é o Rapid Mini (FF 353J), da LS2, que oferece numerações pequenas do 48 ao 52. O preço sugerido, de R$ 599,90, não é barato, mas quanto vale proteger uma criança?

Dos pés à cabeçaAlém capacete, criança tem que usar calça, jaqueta, luva e calçado apropriado

Para que a criança esteja segura é preciso que ela use equipamento de segurança adequado. Nada de chinelos e roupas curtas. É fundamental vestir jaqueta, luvas e bota (ou calçado de cano alto). A calça e a bota evitam riscos de queimadura caso ela encoste no escapamento.

O empresário Pietro Paladini, de Blumenau (SC), segue à risca essa regra. “Seja numa volta pela cidade, ou nas longas viagens pela América do Sul as crianças estão sempre protegidas” afirma o motociclista que leva os filhos, Lucca e Giorgia, na garupa desde que tinham sete anos de idade.

No tanque, só combustívelNunca transporte a criança sobre o tanque

Tem gente que acha mais seguro levar a criança sentada no tanque de combustível, mas não é. Em caso de colisão a criança será projetada a frente e os riscos de ferimentos são altíssimos. Muita gente também transporta mais de uma pessoa na garupa, o que aumenta o risco de acidentes e suas consequências. Sem falar que isso é infração de trânsito.

Criança não tem juízo. Você tem!
Embora as crianças gostem de brincadeiras e até peçam para fazer manobras radicais, o adulto deve ser responsável e pilotar a moto da forma mais segura possível. Manter uma velocidade compatível e muita atenção ao trânsito é obrigação de quem leva uma criança na garupa. (por Cicero Lima)

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Veja 10 curiosidades sobre as novas Royal Enfield de 650 cc http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/veja-10-curiosidades-sobre-as-novas-royal-enfield-de-650-cc/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/09/veja-10-curiosidades-sobre-as-novas-royal-enfield-de-650-cc/#respond Tue, 09 Oct 2018 07:00:48 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17229 Tudo que você precisa saber sobre Interceptor e Continental GT

Um ano após mostrar o inédito motor de dois cilindros e 650 cc a Royal Enfield finalmente lançou a versão final das duas motos que utilizarão o bicilíndrico. Interceptor 650 e Continental GT 650 foram apresentadas em um evento realizado na Califórnia, Estados Unidos, para a imprensa internacional (inclusive este que vos escreve) e influenciadores digitais do mundo todo.

Orgulhosos dos novos produtos, engenheiros e técnicos da Royal Enfield fizeram uma detalhada apresentação dos dois modelos com visual clássico, mas tecnologia moderna, antes do test-ride. Enquanto esperamos as imagens para editar o vídeo com as primeiras impressões sobre as novas motos da marca indiana, fiz um resumo com 10 fatos importantes para matar a curiosidade de vocês e para ficarem por dentro de tudo sobre os lançamentos que marcam uma nova fase da empresa de origem inglesa, que hoje pertence ao grupo indiano Eicher Motors.

1 – Inspiradas no passado, mas de olho no futuroA nova Interceptor (à esq) foi inspirada em modelo dos anos 60 que fez sucesso nos Estados Unidos

A Royal Enfield buscou no passado a inspiração para os dois novos modelos. Acertou duas vezes: manteve o estilo clássico presente em seus outros modelos (Classic e Bullet) e ainda embarca na onda de clássicas-modernas que, atualmente faz sucesso em todo o mundo.

A Interceptor 650 foi inspirada em um modelo de mesmo nome construído nos anos de 1960 que fez muito sucesso nos Estados Unidos. A Interceptor é uma naked com visual clássico, cheia de cromados e guidão alto.A Continental GT bicilíndrica (à dir) foi inspirada em uma cafe racer de 1965

Já a Continental GT 650 segue o estilo cafe racer, nascido na Inglaterra no final dos anos de 1950. Mas o modelo que inspirou a nova Continental GT tinha o mesmo nome, motor de 250cc, e saía de fábrica com semi-guidões e pedaleiras recuadas em 1965.

2 – Continental GT 650 e Interceptor 650 são completamente novasTudo é novo na Interceptor 650

Nenhuma peça sequer dos novos modelos é compartilhada com as atuais motos vendidas pela Royal Enfield. Ambas foram desenvolvidas no Centro Técnico da marca, localizado no Reino Unido e inaugurado no ano passado. Segundo Mark Wells, diretor de estratégia de produto e design industrial da RE na Inglaterra, as motos levaram cerca de três anos para serem construídas.Continental GT 650 não tem nada a ver com o modelo de mesmo nome, vendido no Brasil atualmente 

“Fizemos tudo do zero. Criamos inúmeros conceitos, protótipos de todas as peças da moto até chegar no resultado que queríamos. Foi um longo trabalho, mas que valeu a pena”, conta Wells orgulhoso das criações. Portanto, elas não têm nada a ver, exceto pelo estilo clássico, com as motos Royal que você já conhece. Nem mesmo a Continental GT, que usa o mesmo nome da cafe racer monocilíndrica de 535 cc que é vendida atualmente no Brasil.

3 – São as primeiras motos globais da empresaSiddharta Lal, CEO da Royal Enfield, aposta nas motos bicilíndricas para conquistar novos clientes

Desde 1994, a Royal Enfield pertence ao grupo indiano Eicher Motors, que fabrica tratores e caminhões. Nos anos 2000, a marca se reergueu e desde 2013, quando abriu a fábrica em Oragadam, em Chennai, sul da Índia, tem focado no mercado de média cilindrada.

A aposta tem dado certo: a produção passou de pouco mais de 85.000 motos no início dos anos 2000 para 850.000 unidades atualmente. “As fábricas ou produzem motos pequenas ou motos grandes. Há poucas opções de média cilindrada e é nesse nicho que estamos atuando com sucesso em todo o mundo”, afirmou Arun Gopal, diretor de negócios internacionais da Royal Enfield.

Mas, até então, a empresa concentrava grande parte das vendas na Índia. As duas novas motos foram criadas para o mercado global. “Acreditamos que as novas motos são tanto um upgrade para nossos clientes como uma forma de atrairmos novos motociclistas para a marca”, afirmou o CEO do Eicher Group e da Royal Enfield, Siddhartha Lal.

4- Ambas têm a mesma base mecânica e ciclísticaQuadro, rodas, motor, câmbio, freios e pneus são iguais nos dois modelos

Apesar do estilo distinto, Interceptor e a nova Continental GT compartilham quadro, rodas, freios, motor e câmbio. Apenas o tanque, o acerto das suspensões, a posição das pedaleiras e o guidão são diferentes. “Você poderia ter uma Interceptor, comprar as pedaleiras e os semi-guidões da Continental e ter, praticamente, duas motos em uma”, revela Mark Wells.

5 – Motor é simples, tem bom desempenho e não vibraBicilíndrico de 650cc tem 47 cv e 5,3 kgf.m de torque

O motor usa o clássico desenho inglês com dois cilindros paralelos com refrigeração mista, ajudada por um pequeno radiador de óleo. O virabrequim foi forjado em uma única peça e o intervalo de ignição é de 270° para aproveitar melhor o torque do bicilíndrico. O comando é simples (SOHC), mas há quatro válvulas por cilindro.Motor tem quatro válvulas e refrigeração mista com radiador de óleo

Alimentado por injeção eletrônica, o motor produz bons 47 cv de potência máxima a 7.100 rpm – bem mais do que os 27,5 cv dos modelos monocilíndricos. O torque máximo é de 5,3 kgf.m já a 4.000 giros. Em conjunto com o câmbio de seis marchas e embreagem assistida, os números de desempenho são suficientes para arrancadas vigorosas ou para rodar a 120 km/h na estrada.

Mas o mais importante é que o bicilíndrico não vibra como os monocilíndricos atuais da Royal. Além de a arquitetura de dois cilindros paralelos ajudar nisso, a marca adotou um eixo balanceiro que reduziu as vibrações ao mínimo.

6 – Acabamento melhor do que as monocilíndricasPainel é simples, porém completo

Outro ponto no qual as novas motos são melhores do que as atuais Royal é no acabamento. Há peças usinadas, com ligas de metais mais uniformes e, no geral, a moto parece ser mais bem-acabada do que as Bullet e Classic, que são mais rústicas. O painel é simples, porém completo: tem dois mostradores analógicos (conta-giros e velocímetro) e uma pequena tela de LCD com marcador de combustível, dois hodômetros parciais e um total.Semiguidões são bem acabados, mas piscas podiam ser mais bonitos

Ainda assim não é um acabamento de moto premium, mas nem é essa a proposta dos novos modelos. Os piscas poderiam ser mais elegantes e o tanque ainda traz a solda da emenda, pois segundo Mark Wells, retirá-la acrescentaria algumas centenas de dólares ao preço final das motos. Por outro lado, a marca investiu numa vasta gama de acessórios para incrementar as motos: pesos de guidão, tampa do fluido de freio, ponteiras de escapamento S&S… tudo para personalizar as novas 650cc.

7 – Ciclística ajustadaMotos têm quadro berço duplo, garfo telescópico convencional, na dianteira, e dois amortecedores com ajuste na pré-carga da mola, na traseira

O quadro berço duplo é construído em tubos de aço e foi desenvolvido em parceria com a inglesa Harris Performance. Sustentado por um garfo telescópico convencional com tubos de 43 mm, sem ajuste, na dianteira; tem dois amortecedores, na traseira, com cinco posições de regulagem na pré-carga da mola.

As rodas raiadas são de alumínio de 18 polegadas e calçam bons pneus Pirelli Phantom SportsComp, os mesmos da Triumph Street Twin. O sistema de freio tem disco flutuante de 320 mm na dianteira e um disco fixo de 240 mm na traseira. Ambos são mordidos por pinças de dois pistões da ByBre, divisão indiana da Brembo, que também faz as pinças para a linha G 310 da BMW.

A única crítica vai para o peso excessivo das novas motos. A Interceptor 650 pesa 202 kg a seco e tem tanque para 13,7 litros. Já a Continental GT é um pouco mais leve: 198 kg também sem combustível.

8 – De eletrônica, só freios ABS de sérieFreios a disco nas duas rodas têm pinças ByBre 

Ainda com o objetivo de deixar as duas novas motos de 650cc acessíveis, a Royal não incorporou nenhum controle eletrônico. Nada de controle de tração, modos de pilotagem, painel de TFT ou LEDs no farol e lanterna. Apenas o básico para atender à legislação: freios ABS de dois canais da Bosch, que não pode ser desligado.

9 – As motos virão para o Brasil?Continental GT e Interceptor devem chegar ao País em 2019

Sim. Tanto a Interceptor quanto a Continental GT serão vendidas no Brasil. A grande pergunta é, quando? Algumas unidades já estão a caminho do Brasil para serem homologadas”, me garantiu Arun Gopal durante o evento de lançamento mundial, realizado entre 25 e 28 de setembro. Segundo o executivo, o processo de homologação em nosso país é complicado e pode levar alguns meses. Mas não é só isso: depois de homologadas as motos ainda terão de ser produzidas na Índia e enviadas ao Brasil. Portanto, segure a ansiedade: alguns palpites afirmam que os modelos só deverão ser lançados oficialmente por aqui no segundo semestre de 2019.

10 – O preço deve ser competitivoA Interceptor vai custar a partir de US$ 5.799 nos EUA (cerca de R$ 22.500)

A segunda grande pergunta é quanto vão custar? Claro que isso ainda não foi definido para o nosso mercado, mas tudo indica que as motos terão um preço bastante competitivo. Já dá para ter uma ideia com base no preço nos Estados Unidos, único país onde a Royal já anunciou o valor das motos. A Interceptor 650 parte de US$ 5.799, cerca de R$ 22.545.Continental GT 650 parte de US$ 5.999, algo em torno de R$ 23.300

A Continental GT 650 começa em US$ 5.999, cerca de R$ 23.322, e os preços aumentam de acordo com a cor escolhida. Só como efeito de comparação, os preços são inferiores aos da Honda CB 500F, vendida nos Estados Unidos por US$ 6.099. O que não significa que as novas Royal Enfield serão mais baratas do que a naked japonesa, comercializada no Brasil pelo preço de R$ 24.890. (por Arthur Caldeira)

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Veja a hora certa de trocar o pneu da moto http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/06/veja-a-hora-certa-de-trocar-o-pneu-da-moto/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/06/veja-a-hora-certa-de-trocar-o-pneu-da-moto/#respond Sat, 06 Oct 2018 11:00:07 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17213

Uma dúvida frequente entre os motociclistas é sobre a hora certa de trocar o pneu da moto. Um método muito comum é a boa e velha inspeção visual. Ou seja, você olha e percebe que o pneu está ficando “careca”. Porém muitas vezes o desgaste não ocorre por igual em toda a banda de rodagem e fica difícil identificar se o pneu pode ou não rodar mais alguns quilômetros.T.W.I. (Tread Wear Indicator) é o indicador de desgaste da banda de rodagem

Para facilitar a vida do motociclista, as fábricas de pneus dotam seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de trocá-los. Trata-se do T.W.I. (Tread Wear Indicator) um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa, em tradução livre, “indicador de desgaste da banda de rodagem”.Pneus gastos e com sulcos menos profundos não escoam a água como deveriam

Como as motos têm apenas dois pneus, estes são itens fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Um pneu “careca” representa perigo na hora de acelerar, frear e contornar curvas. Em piso molhado então, nem se fala. Entre as diversas funções dos sulcos está a drenagem da água. Se os sulcos estiverem pouco profundos não drenam a água corretamente e uma frenagem pode causar uma queda em dia de chuva.

Onde fica o TWI?A inscrição TWI na lateral do pneu mostra onde ficam os ressaltos de borracha nos sulcos

Esses indicadores de desgaste podem ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição T.W.I. ou ainda alguma indicação como uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.

Como funciona o TWI?Zampieri, piloto da Pirelli, explica: “quando chegar no TWI está na hora de trocar o pneu”

Todo pneu de moto (e até de carro) conta com o TWI, o tal filete de borracha disposto transversalmente aos sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Mas como ele funciona? “O TWI indica que a borracha acabou. O sulco que ajuda a escoar a água no piso molhado já não faz o seu papel. E no seco, não tem mais aderência”, explica Eduardo Zampieri, piloto de testes de pneu de moto da Pirelli. Segundo o piloto, quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem, está na hora de trocar o pneu.

Mas, cuidado: não é só o TWI!Se o pneu tiver bolhas, cortes ou desgaste irregular também troque por um novo

Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta. (Por Arthur Caldeira)

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Venda de motos surpreende, cresce 8,7% e vendedores já revêm projeções http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/03/venda-de-motos-surpreende-cresce-87-e-vendedores-ja-revem-projecoes/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/03/venda-de-motos-surpreende-cresce-87-e-vendedores-ja-revem-projecoes/#respond Wed, 03 Oct 2018 16:14:29 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17211 Foram emplacadas quase 700 mil motos entre janeiro e setembro

Entre janeiro e setembro deste ano foram vendidas 696.114 motos, segundo dados computados pela Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores de veículos. O número represente aumento de 8,7% na comparação com o mesmo período de 2017, quando 640.220 veículos de duas rodas foram emplacados.

O bom resultado fez com que os distribuidores revessem para cima a projeção de vendas em 2018. A Fenabrave acredita que o segmento de motocicletas deva crescer 9,9%  até dezembro, contra os 7,7% previstos anteriormente. O otimismo, de acordo com comunicado da entidade, é fruto do bom desempenho nas vendas de veículos nos três primeiros trimestres deste ano. Distribuidores projetam crescimento de 9,9% do mercado de motos neste ano

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, os baixo índice de inadimplência, que está nos melhores patamares desde 2011, e o crescimento, mês a mês, da confiança do consumidor, estão mantendo as expectativas positivas para o mercado neste ano. (Por Arthur Caldeira)

 

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Novas BMW F 750 GS e F 850 GS chegam em novembro; veja preços e versões http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/01/novas-bmw-f-750-gs-e-f-850-gs-chegam-em-novembro-veja-precos-e-versoes/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/10/01/novas-bmw-f-750-gs-e-f-850-gs-chegam-em-novembro-veja-precos-e-versoes/#respond Mon, 01 Oct 2018 17:44:25 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17207 F 750 GS (à esq.) vai custar a partir de R$ 40.950 e a F 850 GS, a partir de R$ 46.950

A BMW anunciou o início da produção das novas F 750 GS e F 850 GS na planta de Manaus (AM). Os concessionários da marca afirmam que as motos chegam às lojas em novembro e, hoje, a marca divulgou os pacotes e preços dos modelos que serão vendidos no Brasil. Conheça.F 850 GS tem rodas raiadas (aro 21 na frente e 17 atrás) calçadas com pneus sem câmara

A F 850 GS, que usa rodas raiadas, aro 21 na dianteira e 17 na traseira, ambas calçadas com pneus sem câmara, tem a versão mais potente do bicilíndrico de 853 cc, que produz 95 cv a 8.250 rpm. A bigtrail, mais aventureira, será vendida por R$ 46.950 no pacote “Premium com Kit baixo”. Ainda não há informações se a versão terá o assento mais baixo – a 835 mm do solo – ou também a suspensão rebaixada, que tem menor curso, e faz o banco ficar a 815 mm do solo. Pelo nome Premium, o modelo deve trazer o pacote eletrônico mais completo com ABS Pro, três modos de pilotagem (Rain, Road e Dynamic) e o DTC, o controle de tração mais avançado da marca. Já o painel deve ter um conta-giros de leitura analógica e uma grande tela de LCD com velocímetro e demais informações. Versão da F 850 GS com painel TFT vai custar R$ 50.950

A versão Premium TFT deve ter como diferencial o novo painel de TFT com conectividade para smartphones e seu preço será de R$ 50.950. Até o momento, a BMW não confirma se o modelo também terá o Dynamic ESA, a suspensão eletrônica e semi-ativa da marca, o que seria um grande diferencial em relação a sua principal concorrente, a Triumph Tiger 800 XCx.F 750 GS tem versão Sport, de entrada, por R$ 40.950; pacote Premium sai por R$ 44.950

A F 750 GS tem uma versão amansada do motor de dois cilindros com 77 cv. O modelo também se caracteriza por usar rodas de liga-leve, com 19 polegadas, na dianteira, e 17, na traseira. Feita para quem quer um modelo mais baixo e vai rodar apenas pelo asfalto, a F 750 GS parte de R$ 40.950, na versão Sport, com somente dois modos de pilotagem (Rain e Road), ABS convencional e o ASC, o controle de tração mais simples da marca, além de painel analógico e digital. Painel analógico e digital irá equipar a 750 GS e a versão mais barata da 850

Haverá também as versões Premium, por R$ 44.950, e Premium Kit Baixo, por R$ 43.950. Ambas, devem ter aquecedor de manoplas, e um pacote eletrônico mais avançado, com mais modos de pilotagem, ABS Pro e o DTC (Dynamic Traction Control), um controle de tração dinâmico e mais preciso. O Kit baixo provavelmente será composto pelo assento a 790 mm do solo, contra os 815 mm do modelo original. Mas a BMW do Brasil também não divulgou essa informação. (Por Arthur Caldeira)

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Honda Africa Twin é mesmo aventureira? Acompanhamos um rali para responder http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/27/honda-africa-twin-e-mesmo-aventureira-acompanhamos-um-rali-para-responder/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/27/honda-africa-twin-e-mesmo-aventureira-acompanhamos-um-rali-para-responder/#respond Thu, 27 Sep 2018 07:00:32 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17202 Seguimos o Rally dos Sertões 2018 com a bigtrail: 3.000 km de asfalto, terra, pedra e areia

A Honda Africa Twin chegou ao Brasil há cerca de dois anos. Menos potente e tecnológica, porém mais leve e ágil que as concorrentes, trouxe a proposta de ser uma bigtrail mais off-road que as outras.

Para conferir na prática essa vocação aventureira do modelo, participamos da Expedição Africa Twin no Rally dos Sertões 2018. O objetivo era acompanhar a prova de moto e conhecer as belezas do interior do Brasil, seguindo o percurso do rali por asfalto, estradas de terra e, em algumas vezes, pelo mesmo caminho dos competidores. Veja o vídeo abaixo e confira essa aventura.

“Largamos” de Goiânia (GO) junto com o rali, em 19 de agosto, e fomos até Fortaleza (CE). Ao longo de sete dias, rodamos cerca de 3.000 km passando pelos estados da Bahia e do Piauí. Confira como a Africa Twin se saiu nessa aventura.

Especificações trailRoda aro 21 e suspensões ajustáveis com mais de 220 mm de curso são diferenciais da Honda

A proposta mais “off-road” da Africa Twin não é apenas um discurso de marketing, como mostram suas especificações. A começar pelo motor: o bicilíndrico paralelo de 999,1 cm³ com arrefecimento líquido tem comando de válvulas SOHC, e um desenho compacto. O cárter seco com tanque de óleo embutido permitiu que a moto tenha 250 mm de vão livre do solo.

O quadro tipo berço semiduplo em aço é o mesmo de praticamente todas as motos trail, assim como as rodas raiadas com aros de alumínio, nas medidas 21 polegadas na dianteira e 18, na traseira. Ambas são calçadas com pneus com câmara nas medidas 90/90-21 e 150/70-18.Formato do tanque e assento ajudam a pilotar em pé: ideal no off-road

O conjunto de suspensões tem garfos telescópicos invertidos Showa com tubos de 45 mm e totalmente ajustáveis, na dianteira, e um amortecedor hidráulico da mesma Showa fixado por links à balança traseira, também ajustável.

Apesar de alto, o assento tem duas posições – 870 mm e 850 mm – e é esguio na parte da frente. Até eu, com 1,71 m, consigo apoiar a ponta dos pés no chão. A distribuição de peso (212 kg a seco) deixa o centro de gravidade bem baixo, o que facilita em manobras e faz dela uma moto bastante ágil.

No asfaltoDesempenho é suficiente para manter velocidade e ainda tem folga para ultrapassagem

Para acompanhar o Rally dos Sertões 2018, a expedição Africa Twin rodou bastante por asfalto. Afinal, o grupo, formado por 11 motociclistas, tinha de percorrer muitos quilômetros, por um trajeto paralelo à prova, respeitando as leis de trânsito, para poder chegar a tempo de ver os pilotos acelerarem.

Os números de desempenho não impressionam os “pilotos” de ficha técnica: são 90,2 cv de potência máxima a 7.500 rpm. Mas, na prática, é o suficiente para manter a velocidade limite da rodovia com bastante folga para ultrapassagens. Mas é o tal virabrequim “crossplane”, com intervalos de ignição de 270°, e o torque desde as baixas rotações – até atingir seu pico de 9,3 kgf.m a 6.000 rpm – que torna a Africa Twin uma moto fácil de pilotar.Consumo variou entre 19,7 e 21,8 km/l no asfalto

Nas arrancadas, há boa aceleração. A embreagem macia e o engate suave das marchas – com as primeiras mais curtas e quinta e sexta, longas – deixam a pilotagem bastante confortável. Mesmo quando tinha de diminuir a velocidade em função de um veículo lento, não era preciso reduzir uma marcha: mesmo em sexta, com giro mais baixo o motor responde bem – com mais vigor acima de 2.000 giros.

Vale destacar o bom conjunto de suspensões, totalmente ajustável. Quando peguei a Africa Twin, numeral 117, que iria pilotar, o ajuste estava “mole” demais. Contei com a ajuda do Ricardo Mi, da Sensei Racing, que prepara a suspensão de alguns pilotos do Rally, como a Moara Sacilotti.

Ricardo ajustou compressão, retorno e pré-carga das molas para o asfalto, já que nos dois primeiros dias não iríamos enfrentar muita terra. O conjunto ficou mais rígido, quase “esportivo”. Mas, caso não entenda muito de suspensão, o melhor a fazer é procurar uma concessionária ou oficina especializada para ajustá-la conforme seu peso, altura e forma de utilização da moto.

Na trilha do rallyControle de tração tem 3 níveis e pode ser desativado; é possível desligar ABS na traseira

No terceiro dia de expedição, faríamos exatamente o mesmo percurso que os pilotos do Rally dos Sertões – entre Posse (GO) e Luis Eduardo Magalhães (BA). Enfrentando, inclusive, o trecho especial cronometrado por dentro do Parque Estadual Terra Ronca, no Estado de Goiás. Para isso, tivemos de sair bem cedo de Posse (GO), pois para garantir a segurança de todos a organização da prova fecha os trechos cronometrados e só poderíamos entrar ali antes dos pilotos.

Com o auxílio do mecânico de apoio, voltei a mexer na suspensão para deixá-la mais “macia”, pronta para absorver os impactos das pedras e obstáculos da trilha. Seriam alguns quilômetros no asfalto e depois muita terra por dentro do parque. Já tínhamos rodado no fora de estrada, mas ali seria a prova de fogo para a Africa Twin.Percorremos o mesmo trecho dos competidores no Parque Terra Ronca em Goiás (GO)

A estrada que corta o parque tem muita pedra e alguns trechos de areia – o tipo de terreno que os compradores de bigtrail gostam e procuram em uma longa aventura. Além de pontes, valetas e todo tipo de obstáculo que exige que se pilote em pé para enfrentá-los. Justamente nessa situação que a Africa Twin se destaca.

O formato do tanque e o assento mais estreito na parte dianteira fazem a aventureira de 1.000 cc parecer uma CRF de trilha quando se está em pé: os joelhos ficam juntos ao tanque e ela parece ser menor do que é. A roda dianteira de aro 21 ajuda a ignorar buracos e pedras e também facilita direcionar a moto nas saídas de curva.

Mas os pneus originais Dunlop TrailMax decepcionam no fora-de-estrada. São excelentes no asfalto, mas não dão confiança em terrenos escorregadios com cascalho – mesmo com o tempo seco do cerrado. A moto “dança” demais e, além disso, muitas câmaras de ar furaram com os impactos nas pedras.

Muitos furosPneu dianteiro original teve muitos furos ao rodar na terra

Claro que isso pode acontecer com qualquer pneu, até os mais off-road, mas o original da Africa Twin furou mais de uma dezena de vezes, inclusive quando instalamos câmaras de ar mais espessas, de 4 mm, próprias para enduro. Muitas vezes, tivemos de desmontar a pinça de freio dianteira e tirar a roda para trocar a câmara, já que a Africa Twin usa pneus com câmara. Importante frisar que isso aconteceu somente com as motos equipadas com os pneus originais – apenas uma moto com pneu não original, um Pirelli MT 90 Scorpion, sofreu furo.

Na terra, também vale ressaltar o bom funcionamento do controle de tração da Africa Twin. Com três níveis bem distintos, que vai da segurança máxima no nível 3 a boa liberdade no nível 1, que foi minha opção na maior parte da viagem. Um ponto positivo é a possibilidade de alterar o nível mesmo em movimento – também dá para desativar o freio ABS na roda traseira, mas isso só com a moto parada.250 mm de vão livre do solo e corpo esguio são diferenciais da Africa Twin 

Mas em um areião, quando o grupo parou por causa da poeira, acabei sendo vítima do controle de tração: mesmo no nível 1, na hora de arrancar a moto não encontrava aderência e o motor falhava – pois é assim que o controle de tração funciona – e acabei tombando de lado. Por isso que, em algumas situações, e areia é uma delas, é indicado desligar o controle de tração totalmente, o que também se pode fazer na Africa Twin.

Outro elogio vai para pouca roupagem plástica da aventureira. Mesmo com essa queda – e a de outros integrantes do grupo – não houve grandes danos às carenagens, além de alguns riscos e trincas. Crédito para o protetor de tanque original da Honda de metal que aguentou o tranco, mas o protetor de mão, feito em plástico, se quebrou.

Bigtrail valenteEm trecho de 600 km no asfalto, assento não se mostrou tão confortável

Após sete dias e cerca de 3.000 km, a expedição chegou à Praia de Iracema em Fortaleza (CE), o final do Rally dos Sertões 2018. Com mais de 30% do trajeto feito por estradas de terra, pude avaliar a Honda CRF 1000 L Africa Twin nas condições para as quais o modelo foi projetado. Uma longa aventura por qualquer caminho.

No asfalto, a potência inferior às concorrentes não incomoda. O desempenho é suficiente, pelo menos apenas com o piloto. A capacidade do tanque, de “apenas” 18,8 litros, também não atrapalhou a viagem. No asfalto, mesmo em ritmo forte, o consumo variou entre 19,7 e 21,8 km/litro: o que projeta uma autonomia acima de 300 km. A luz de reserva acendeu somente quando havia rodado 257 km entre Barreiras e Barra, na Bahia. Na terra, o consumo caiu para 18,6 km/litro, mas que também permitira rodar bastante.Jaqueta ventilada e capacete com viseira interna ajudaram a enfrentar o calor e o sol do sertão

O único incômodo é que o assento não é tão confortável para longos percursos. Quando digo longo, me refiro aos 600 km que percorremos entre São Raimundo Nonato (PI) e Juazeiro do Norte (CE) sob um calor de quase 40° C – e os outros 500 km até Fortaleza. Ao fim do dia, as partes baixas reclamavam e não encontrava uma posição que não incomodasse. Acredito que isso aconteça em função do formato do banco, mais estreito na frente. Que, por sua vez, é um ponto positivo na terra.

Mas é mesmo no fora-de-estrada que a Africa Twin se sobressai. Difícil encontrar outra bigtrail que vá tão bem quanto a Honda nessa situação – talvez outros modelos de menor capacidade, como a já aposentada Yamaha XT 660Z Ténéré e a BMW F 800 GS, que será substituída por uma 850cc, ou a Triumhp Tiger 800 XCx.Os 11 motociclistas comemoram a chegada em Fortaleza (CE), após sete dias e 3.000 km rodados

Ágil, fácil de pilotar e segura na terra, a Africa Twin faz jus ao nome CRF 1000L. Seu motor tem muito torque em baixos giros, a posição de pilotagem em pé é ideal e, principalmente, a roda aro 21 dá a ela vantagem em relação às grandalhonas de 1.200cc, geralmente equipadas com aro 19 e pneus mais largos na dianteira.

Quem procura uma bigtrail mais aventureira tem na Africa Twin a escolha ideal, mas vale fazer algumas observações. A primeira é em relação aos pneus originais: eles não aguentam uma viagem fora-de-estrada. Portanto, se for encarar muita terra, troque os pneus por outros mais off-road e instale câmaras de ar adequadas.Expedição teve carro de apoio e duas vans – uma para a bagagem e outra com moto reserva, que não foi necessária

Eu também investiria em protetores de mão mais resistentes, com alma de alumínio. Claro que o objetivo do acessório é ele se quebrar e não os manetes. Mas os originais se quebraram facilmente nos pontos de fixação e, se tivesse sofrido outra queda, não contaria com a proteção deles.

Ao fim da viagem, posso afirmar que a Honda Africa Twin tem, de fato, uma proposta mais off-road que outras bigtrail, disponíveis no mercado. Por outro lado, tem menos conforto e tecnologia – aquecedores de manopla, parabrisa ajustável, faróis direcionais, painel colorido – que outras concorrentes mais caras e de maior capacidade.Sob sol forte e calor de 40°C, o jeito era pilotar em pé para se refrescar

A Honda Africa Twin é vendida em duas cores – branca e vermelha – e duas versões. Ambas têm a mesma especificação, mas se diferenciam pelos acessórios: a standard, que só tem protetor de mão, cotada a R$ 54.900; e a Travel Edition, que tem parabrisa alto, protetor de tanque, cavalete central, malas laterais e topcase, por R$ 64.400.Africa Twin provou ser bigtrail com verdadeira vocação para o fora-de-estrada

A bigtrail tem 3 anos de garantia e o sistema “Honda Assistance 24h”, que garante assistência durante todo o período de vigência da garantia em território brasileiro, assim como na Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. (texto Arthur Caldeira / fotos Renato Durães)

Ficha técnica
Tipo 4 tempos, com dois cilindros paralelos e refrigerado por líquido
Distribuição 4 válvulas por cilindro, virabrequim a 270° e sistema Unicam
Capacidade 999,1 cm³
Diâmetro x Curso 92,0 x 75,1mm
Potência Máxima 90,2 cv a 7.500 rpm
Torque Máximo 9,3 kgf.m a 6.000 rpm
Embreagem Úmida, multi-discos
Câmbio Seis marchas
Transmissão Final Corrente selada por O-rings
Ciclística
Quadro Berço semi-duplo em aço, com sub-quadro traseiro integrado, também em aço
Suspensão dianteira Garfo Showa invertido de 45 mm, tipo cartucho, com ajuste de pré-carga em extensão e compressão e 230 mm de curso
Suspensão traseira Balança em alumínio fundido com amortecedor traseiro e reservatório de gás separado com ajuste em extensão e compressão e 220 mm de curso
Roda Dianteira Aro de alumínio com raios 21x 2,15
Roda Traseira Aro de alumínio com raios 18 x 4,00
Pneu Dianteiro 90/90-21 com câmara
Pneu Traseiro 150/70-18 com câmara
Freio dianteiro Dois discos flutuantes de 310 mm, pinças radiais de 4 pistões + ABS
Freio traseiro Disco flutuante de 256 mm com pinça de 1 pistão + ABS
Distância entre eixos 1.574 mm
Altura do assento 870/850 mm
Altura livre ao solo 250 mm
Peso a seco 212 kg (ABS)
Preço R$ 54.900 (standard) e R$ 64.400 (Travel Edition)

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Royal Enfield lança Pegasus que homenageia moto da 2ª Guerra Mundial http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/24/royal-enfield-lanca-pegasus-que-homenageia-moto-da-2a-guerra-mundial/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/24/royal-enfield-lanca-pegasus-que-homenageia-moto-da-2a-guerra-mundial/#respond Mon, 24 Sep 2018 07:00:45 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17146 Série limitada da Classic 500, a Pegasus tem visual militar e vai custar R$ 24.900

A Royal Enfield lançou no Brasil a Pegasus, uma série especial da Classic 500 que homenageia a “Flying Flea” (Pulga Voadora), uma pequena moto de 125 cc da marca que era lançada de paraquedas nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. A Flying Flea era leve, apenas 56 kg, seu motor dois tempos de 125cc tinha baixa compressão e funcionava com qualquer gasolina, podendo rodar até 240 km em baixa velocidade. A WD/RE 125, conhecida como Pulga Voadora, pronta para ser lançada de paraquedas 

Sob encomenda do exército britânico, foram produzidas cerca de 4.000 unidades WD/RE 125 na fábrica subterrânea da marca em Westwood, na Inglaterra. As pulgas voadoras entraram em ação pela primeira vez em setembro de 1944 na operação Market Garden, que tinha como objetivo recuperar pontes nos Países Baixos.Com 56 kg, a 125cc era o meio de transporte das tropas de paraquedistas na 2ª Guerra

As pequenas 125cc eram lançadas de paraquedas, envoltas em estruturas metálicas para que, quando as tropas aerotransportadas (paraquedistas) chegassem ao solo, tivessem um veículo versátil para furar as linhas inimigas. Como era leve, quando os soldados se deparavam com uma cerca ou uma vala poderiam simplesmente descer da moto e carregá-las nos ombros. Pegasus tem insígnia do regimento de paraquedistas, número de série e malas laterais

Baseada na Classic 500, a Pegasus é pintada nas mesmas cores utilizadas na época da guerra: Service Brown (marrom) e Olive Drab Green (verde oliva). O modelo também traz estampado no tanque a insígnia “Pegasus” com um cavalo alado, do regimento de paraquedistas do exército britânico, e um número de série. Manoplas marrons, cinta de couro na caixa da bateria e duas malas laterais de lona complementam o visual de moto militar.Apenas 60 unidades serão vendidas no Brasil; reservas podem ser feitas no site da marca

Foram fabricadas apenas 1000 unidades do modelo em todo o mundo. Na Índia, 250 unidades foram vendidas em 17 segundos. Somente 60 Pegasus, todas numeradas, virão ao Brasil e podem ser reservadas no site da Royal Enfield. apesar da exclusividade, o preço é de R$ 24.900 – pouco superior às outras versões, que custam a partir de R$ 21.000. O motor e a ciclística são as mesmas da Classic convencional, mas a história por trás da Pegasus e o número limitado de motos fazem dela uma peça de colecionador. (Por Arthur Caldeira)

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Motociclista: veja cinco dicas para melhorar o trânsito para todos http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/23/motociclista-veja-cinco-dicas-para-melhorar-o-transito-para-todos/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/23/motociclista-veja-cinco-dicas-para-melhorar-o-transito-para-todos/#respond Sun, 23 Sep 2018 11:00:12 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17151 Semana Nacional do Trânsito 2018 destaca o papel de todos para tornar o trânsito mais seguro 

O trânsito é feito por todos que estão nas vias. Pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas têm a responsabilidade de colaborar para aumentar a fluidez e diminuir o nível de estresse e a perda de tempo nos congestionamentos. Por isso, a Semana Nacional de Trânsito, realizada anualmente em setembro, escolheu o lema “Nós somos o trânsito” neste ano.

E os motociclistas, infelizmente, são uma das principais vítimas do trânsito, ficando atrás apenas dos pedestres. Portanto, somente com a colaboração de todos, do pedestre ao motorista de caminhão, podemos fazer um trânsito melhor e mais seguro. Elaboramos cinco dicas que, caso sejam seguidas por todos, podem tornar o trânsito mais civilizado e menos violento.

Reduza a velocidade
É uma questão de física, quanto mais rápido estiver o carro ou a moto, menos tempo o condutor terá para reagir em caso de emergência. Maneirar na aceleração e rodar na mesma velocidade que os outros veículos, além de diminuir os riscos de acidentes, aumenta a fluidez do trânsito.

Para o motociclista pilotar em uma velocidade menor permite que enxergar a tempo de desviar de buracos, machas de óleo ou sujeira na pista. Outro fator que diminui o risco de acidente de moto é estar atento às condições da pista, como no caso de chuva, e manter uma velocidade compatível com tais condições.

Gentileza gera gentileza
Dar passagem é uma atitude inteligente e ajuda a todos, pois permite um maior fluxo dos veículos. Se você estiver no corredor e um carro acionar a seta indicando que mudará de direção, é melhor dar passagem e esperar que o motorista faça a manobra. Essa atitude evita que o carro desacelere e aumente ainda mais o congestionamento – sem dizer que, dessa forma, você acaba evitando que o carro feche outra moto que venha atrás no corredor.

A mesma gentileza vale para cruzamentos e congestionamentos que podem ser diminuídos (e menos estressantes) se os motoristas e motociclistas permitirem a passagem, ao invés de brigarem para entrar na frente do outro.

Cuide dos pedestres
Os pedestres são o elo mais fraco entre os usuários das vias e os atropelamentos são a principal causa de morte no trânsito brasileiro. Ter uma pilotagem defensiva, contando com o surgimento de um pedestre entre os carros no congestionamento, pode evitar esse tipo de acidente.

A atenção deve ser ainda maior quando passar por lugares com grande fluxo de pessoas (estações de trem, rodoviárias, Metrô, igrejas e hospitais escola, por exemplo). Dar a prioridade aos pedestres nas faixas e não ficar acelerando a moto no momento da travessia também são atitudes que fazem um trânsito melhor.

Cuidado com os grandalhões
Ônibus e caminhões não combinam com motos. A diferença de tamanho e velocidade associados à falta de visibilidade do motorista eleva o risco de acidente.

Outro fator que precisa ser levado em conta pelo motociclista é que, muitas vezes, o motorista de caminhão não conhece a região onde está fazendo uma entrega e pode fazer uma manobra brusca para entrar numa rua, por exemplo, e não ver a moto. A atitude mais inteligente é se manter afastado desses veículos e ter uma pilotagem defensiva.

Respeite os sinais
Graças às placas de sinalização é possível antecipar os perigos e as condições das ruas e estradas. Muitas vezes, podemos achar que o limite de 40 km/h numa rua é muito baixo, porém no local pode haver fluxo de pedestres ou mesmo de veículos mais lentos, por isso a velocidade deve ser baixa.

Placas também informam sobre as condições do piso (escorregadio) e até sobre vento lateral. Nas estradas, por exemplo, as faixas contínuas – que proíbem a ultrapassagem – indicam que não há espaço para a manobra ou mesmo o risco de outros veículos cruzarem a pista. (Por Cicero Lima)

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Kawasaki deixa H2 ainda mais forte com 243 cv; duro é pagar R$ 167 mil http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/22/kawasaki-deixa-h2-ainda-mais-forte-com-243-cv-duro-e-pagar-r-167-mil/ http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/22/kawasaki-deixa-h2-ainda-mais-forte-com-243-cv-duro-e-pagar-r-167-mil/#respond Sat, 22 Sep 2018 11:00:04 +0000 http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/?p=17139 Hiperesportiva já está em pré-venda; encomendas podem ser feitas até novembro

Como se os 210 cavalos de potência da Ninja H2 não fossem suficientes, a Kawasaki decidiu acrescentar mais alguns “cavalinhos” no motor de quatro cilindros e 998 cm³ com supercharger do modelo 2020 da hiperesportiva, que a marca começou a vender no Brasil sob encomenda. A nova H2 produz agora 243 cavalos de potência máxima a 11.500 rpm. Os números de desempenho confirmam o título de moto de rua mais potente do mundo. E o preço de R$ 168.000 também a coloca no ranking das motos mais caras do Brasil.Supercharger faz da Ninja H2 e seus 243 cv a moto de rua mais potente do mundo

O ganho de potência foi obtido com alterações na unidade de controle do motor (ECU), uma nova caixa de admissão, outro filtro de ar e mudanças nas velas de ignição. A Ninja H2 conta com um compressor de arquitetura centrífuga, ligado ao virabrequim, que sopra mais ar para o motor, o tal supercharger. Diferentemente de um turbo, que utiliza o ar quente obtido na explosão dentro do cilindro para girar como uma turbina, o compressor, que pode fazer uma pressão de até 2,4 vezes maior do que a pressão atmosférica, é a chave para se extrair números de desempenho tão impressionantes.Modelo 2020 sai de fábrica com as novas e exclusivas pinças Brembo Stylema

Para parar os 33 cv extras da nova Ninja H2, a Kawasaki também adotou as novas pinças de freio monobloco Stylema da Brembo. Menores e mais leves, as exclusivas pinças refrigeram-se mais rapidamente e mordem dois discos de 330 mm de diâmetro.

Outra novidade está no painel. Além do conta-giros de leitura analógica, agora há uma tela digital de TFT de alta definição e colorida. Também ganhou conexão Bluetooth e um aplicativo para conectar o smartphone. O app, chamado de Rideology, fornece informações sobre a moto e permite fazer ajustes, além de permitir que mensagens e chamadas sejam avisadas no painel. Como se, alguém em são consciência, fosse prestar atenção ao celular enquanto acelera 243 cv por aí!Novo painel de TFT tem Bluetooth para se conectar ao smartphone

Claro que toda essa tecnologia e potência tem seu preço. E ele é alto: R$ 168.000! A Ninja H2 já está em pré-venda e pode ser reservada em um site dedicado, onde também pode ser encomendada a versão H2 Carbon, que traz carenagem frontal em fibra de carbono, pintura especial e uma placa com número de série, por R$ 178.000. Se interessou? Fique atento, as encomendas ficam abertas só até 30 de novembro deste ano. As motos só devem chegar ao Brasil a partir de maio de 2019. Ninja H2 Carbon tem peças em fibras de carbono e custa ainda mais caro: R$ 178.000

Para os mais radicais e que tiverem ainda mais dinheiro, a marca também está aceitando pedidos para a Ninja H2R, que tem uso exclusivo em pista e 326 cv (!!!) de potência. A H2R custa um “pouco” mais: R$ 357.000. (Por Arthur Caldeira)

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