Blog da Infomoto

Triumph Street Triple chega em junho por menos de R$ 33.000

Naked, renovada para 2013, será lançada na próxima semana

Desde novembro, quando chegou oficialmente ao Brasil, a Triumph havia confirmado que os modelos 2013 de suas motos de média cilindrada equipadas com o motor de três cilindros em linha e 675 cm³ viriam para o Brasil. Tanto a naked Street Triple quanto a Daytona 675, reformuladas para 2013, seriam montadas no Brasil. A Triumph anunciou que o novo modelo da Street Triple, que será montado na fábrica da marca pelo sistema CKD em Manaus, estará disponível no País a partir de junho (o lançamento oficial para a imprensa brasileira vai acontecer na próxima semana). Mas isso não é novidade, a “boa” notícia é que a Street Triple já está no Brasil e seu preço deve ser para lá de competitivo. Segundo algumas fontes, a naked Street Triple deverá custar menos de R$ 33.000. A concessionária da marca em São Paulo, inclusive já postou uma foto do novo modelo na cor branca em sua página no facebook.

No Reino Unido, a Triumph Street Triple está disponível em três diferentes cores metálicas: preto, branco e azul. A subsidiária brasileira ainda não informou quais cores irão desembarcar por aqui e nem o preço público sugerido. Mas caso o teto de R$ 33.000 seja mantido, a naked inglesa vai incomodar suas concorrentes como a Honda CB 600 F Hornet (R$ 34.990,00 com C-ABS) e a BMW F 800 R (R$ 36.900,00 com ABS de série).

Nova para 2013

 Escapamento curto é uma das novidades para este ano

Quando foi lançada em 2007, a Triumph Street Triple causou um alvoroço na categoria naked com seu visual “street fighter”. A combinação do estilo e atitude de sua irmã maior, a Speed Triple 1050, com a agilidade da Daytona 675, transformou-a num desejo de consumo de muitos motociclistas. No Brasil,o segmento naked, de motocicletas “peladas”, sem as carenagens, é bastante popular. Proprietários de modelos como a Honda CB 300R, a Dafra Next 250 e a Yamaha YS 250 Fazer sonham em dar um “upgrade” e pular para a categoria das 600cc.
Para 2013, a marca inglesa atualizou sua naked de média cilindrada, a Street Triple. A mudança mais perceptiva entre a nova e a antiga versão foi a substituição da dupla ponteira de escape, que ficava embaixo do banco, por uma de única saída, na lateral direita da motocicleta. Além de deixá-la mais bonita, o novo sistema mais compacto não só reduziu o peso da moto, como também centralizou a massa e baixou o centro de gravidade. Indícios de que sua já elogiada ciclística pode ter ficado ainda melhor.
Motor e equipamentos

Tricilíndrico produz 105 cavalos de potência máxima

O coração da Street Triple não foi modificado. Continua o mesmo tricilíndrico DOHC de 675cc, 12 válvulas e arrefecimento líquido, semelhante ao que equipa a Daytona 675. Este propulsor é capaz de gerar 105 cavalos de potência a 11.850 rpm e 6,9 kgf.m de torque a 9.750 rpm. Diferente de sua “prima” superesportiva, o motor e a caixa de câmbio de seis marchas da Street Triple foram ajustados para ter um melhor desempenho em baixas e médias rotações, características de uma moto urbana.

Opção de entrada na categoria naked da Triumph, a nova Street Triple carrega alguns equipamentos eletrônicos de série, como o sistema de segurança que imobiliza o motor. O painel de instrumentos em LCD inclui cronômetro de volta, luz de troca de marcha programável, medidor de combustível, relógio, indicador de marcha engatada, assim como um grande conta-giros e velocímetro digital.

Ciclística

A cor branca já está confirmada para o Brasil

As principais novidades ficam por conta do chassi da Street Triple, totalmente redesenhado para este ano. Agora é de dupla trave de alumínio com um subquadro fundido em alta pressão construído em duas peças. O conjunto fica mais leve por ter menos soldas – são 183 kg em ordem de marcha, seis quilos a menos que o modelo anterior.

Juntamente com o chassi mais leve, o novo escapamento 3 em 1 feito em aço inoxidável foi realocado. O fato contribuiu para a redistribuição do centro de gravidade, graças a esse reposicionamento do sistema de exaustão.

No quesito suspensões, melhorias bem vindas. Na dianteira, a nova Street Triple vem equipada com garfos telescópicos invertidos da KYB (antiga Kayaba) com 41 mm de diâmetro e 110 mm de curso. A suspensão traseira é composta por monoamortecedor com 125 mm de curso. O trabalho de frear essa máquina é feito por discos duplos dianteiros de 310 mm de diâmetro, mordidos por pinças deslizantes Nissin de dois pistões e disco simples de 220 mm com pinça Brembo de um pistão. Segundo a Triumph, há uma versão disponível com freios ABS desligável. Muito provavelmente a versão que deverá vir ao Brasil.  (Por Arthur Caldeira)

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Honda CRF 250L vai custar R$ 18.490

Importada da Tailândia, trail paga 35% de alíquota de IPI

A Honda anunciou o preço da tão esperada trail CRF 250L: R$ 18.490. Importado da Tailândia, o modelo é equipado com o motor de um cilindro com refrigeração líquida — o mesmo da esportiva CBR 250R. Com exatos 249 cm³ de capacidade, o propulsor conta com comando de válvulas duplo no cabeçote (DOHC) e quatro válvulas por cilindro, além de ser alimentado por injeção eletrônica. Porém, na versão trail, entrega 23 cavalos de potência máxima, em vez dos 26 cv da CBR.

Outro destaque da CRF 250L é o quadro berço duplo em aço que, em conjunto com as suspensões – garfo telescópico invertido na dianteira e um monoamortecedor fixado por links na balança traseira de alumínio – fazem dela uma moto apta para o off-road. A chegada da CRF 250L às concessionárias Honda estava marcada para abril, mas tudo indica que deverá ocorrer atraso e o modelo comece a ser vendido apenas em maio.

Apesar dos seus atributos para o off-road, alto preço pode prejudicar sucesso da aguardada trail no Brasil

Todos hão de concordar que o preço é elevado para uma moto de apenas 250cc, porém há uma explicação: a CRF 250L foi atingida pelo aumento da alíquota do IPI (Imposto de Produtos Industrializados) decretado pelo governo federal em maio do ano passado, quando motocicletas importadas com motor de cilindrada superior a 50 cm³ até 250 cm³ tiveram a alíquota majorada de 15 e 20%, respectivamente, para 35%.

Com isso, o preço sugerido do modelo ficou muito alto para uma motocicleta de uso misto e apenas 250cc, embora tenha diversos diferenciais em relação às concorrentes. Em função dessa alíquota, o preço da miniesportiva CBR 250R também deverá aumentar em breve, quando chegar por aqui o novo lote importado, já sujeito à alíquota de 35%. Portanto, se você pensa em comprar uma CBR 250R, a hora é agora, enquanto ela (ainda) custa R$ 16.490,00 (standard) e R$ 18.990,00 (C-ABS). (por Arthur Caldeira)

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Benelli estreia no Salão Duas Rodas em outubro

A marca, de origem italiana, deve montar 4 ou 5 modelos por CKD em Manaus

No ano passado noticiamos que a Benelli chegaria ao Brasil em 2013 de carona com a Keeway, sendo montada em sistema CKD pela Bramont em sua fábrica em Manaus (AM). Agora temos certeza. De acordo com o gerente de vendas da Keeway, Amauri Basilio, serão comercializados de 4 a 5 modelos da centenária marca italiana no país, sendo a região sudeste seu principal alvo inicial. As motos vão ser apresentadas entre agosto e setembro deste ano para a imprensa especializada. Mas o público irá conhecer as máquinas que chegarão às ruas do Brasil durante o Salão Duas Rodas 2013, que acontecerá entre os dias 8 e 13 de outubro, no centro de exposições Anhembi, em São Paulo.

A bigtrail TreK 1130 é um dos modelos cotados para vir ao Brasil. Deve ser vendida também uma versão de 899 cc, exclusiva para nosso mercado

Desde 2005, a Benelli pertence à empresa chinesa Qianjiang, que também é detentora da Keeway. A história da marca italiana, porém, começou em 1911, quando Teresa Benelli, uma viúva, investiu todo o dinheiro da família para dar estabilidade financeira para seus seis filhos. Oito anos depois, em 1918, nasceu o primeiro motor produzido pela fábrica, um propulsor 2 tempos de 75 cc. Depois de muito trabalho, infelizmente, a família Benelli teve que abrir mão da companhia de Pesaro, que, desde então, passou na mão de três grupos diferentes. Hoje, as motocicletas são fabricadas numa fábrica em Wenling, cerca de 500 km de distância de Xangai, na China . Entre os modelos da marca, a mais famosa é a família Tornado, equipada com motores de três cilindros. (Da equipe INFOMOTO)

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Harley comemora dois anos de sucesso no Brasil

A marca planeja um crescimento de 10% no país até o final de 2013

“A Harley é diferente de tudo que se vê no mercado de duas e de quatro rodas. A marca é envolvente e cativa o cliente e sua família de forma progressiva com sua história rica em seus detalhes. Quanto mais se conhece, haverá mais interação e cumplicidade. No final, o motociclista fã da Harley está completamente apaixonado”, filosofa Longino Morawski, diretor-superintendente comercial da Harley-Davidson do Brasil.

Há dois anos, a norte-americana Harley-Davidson fincou bandeira oficialmente no Brasil. Entre erros e acertos, a subsidiária da marca no País fechou 2012 com 7.000 unidades comercializadas, recorde de vendas. Em 2013, a previsão aponta para 8.000 motos, projetando um crescimento superior a 10%. Para atingir esse número a companhia abrirá concessionárias em Salvador (BA), Cuiabá (MT), Belém (PA) e Manaus (AM).

Ações e comemorações

A marca de Milwaukee apostou que, além de uma rede comprometida, um pós-venda de qualidade seria o principal pilar para iniciar com o pé direito, diz Longino Morawski, Nos últimos dois anos a marca ganhou novos adeptos, segundo Morawski, graças a ações que cativaram o público entrante. Desta forma, a marca ampliou os test-drives nas concessionárias e oferece atrações como os cafés da manhã e organiza passeios bate e volta. Outras ações, fora da concessionária, que ajudaram a marca a estar mais próxima de seus clientes e simpatizantes foram o grandes eventos como o Rio Harley Days e National HOG Rally, que aconteceu em Florianópolis (SC).

Para fidelizar clientes a marca investe em ações de relacionamento, como encontros de proprietários

Por oferecer um grande circuito cultural, turístico e de entretenimento, São Paulo foi escolhida para a festa de comemoração dos 110 anos da Harley-Davidson no Brasil, que acontece em 1º de junho, em meio ao feriado de Corpus Christi, quando o acesso e a circulação de motos são mais fáceis na capital.

O local da festa será a Nova Arena Anhembi. Às 13h, começa a concentração das motocicletas que participarão de um desfile pela cidade liderado por Bill Davidson, vice-presidente do Museu Harley-Davidson e bisneto de Arthur S. Davidson, um dos fundadores da companhia. As motos sairão do Sambódromo do Anhembi e passarão por ruas e avenidas de São Paulo. A programação para o público geral começa às 16h, com área de exposições, praça de alimentação, espaço exclusivo para os membros do H.O.G., clube dos proprietários de motos Harley-Davidson – e palco com diversas bandas tocando o mais puro rock ’n roll. A iniciativa confirma que a ideia da H-D não é apenas vender motos, mas oferecer um pacote de entretenimento e diversão para toda a família. (por Aldo Tizzani)

O diretor-superintendente comercial da Harley-Davidson do Brasil, Longino Morawski

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Venda de motos cai novamente em fevereiro

Apesar da queda neste início de ano, Fenabrave projeta crescimento de 3,70% para o setor de motos em 2013

Nesta terça-feira (5/3), a Fenabrave (federação que reúne os distribuidores de veículos) divulgou os números de vendas e emplacamentos de veículos em fevereiro. Por ser um mês mais curto e também por causa do feriado prolongado do Carnaval, fevereiro teve somente 17 dias úteis e isso fez com que todos os setores – carros, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos – registrassem queda de 22,62% nas vendas em comparação a janeiro.

No caso das motocicletas, em fevereiro foram emplacadas 101.897 motocicletas, queda de 19,39% sobre o mês anterior, e de 24,31% na comparação com fevereiro de 2012. Para o presidente executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior,  a dificuldade de obtenção de crédito continua sendo o principal entrave para a recuperação do segmento de motocicletas no Brasil. Também no acumulado dos dois primeiros meses do ano quando comparados a janeiro e fevereiro do ano passado, a queda foi expressiva, atingindo 17,54%. “Ainda estamos com apenas duas aprovações cadastrais a cada 10 fichas para financiamento. O que tem beneficiado o setor é o consórcio, que em 2012 respondeu por 35% das vendas deste segmento no país”, alerta Assumpção Júnior. Segundo o presidente executivo da entidade, apenas os financiamentos das motocicletas de alta cilindrada não apresentam problemas. “O perfil do consumidor dessas motos é diferente e, normalmente, não tem problemas para ter aprovação cadastral”, revela.

Apesar da queda nas vendas, a Fenabrave em parceria com a consultoria MB associados decidiu rever suas projeções do ano para todos os setores, inclusive o de motocicletas. Se antes a entidade previa crescimento de 1,3% em 2013, a nova projeção é de que o setor de duas rodas cresça 3,70%, em comparação a 2012, chegando a 1.697.990 unidades emplacadas neste ano. Todos torcemos para que a projeção esteja certa. (Por Arthur Caldeira)

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Ducati do Brasil entrega primeira Diavel

Representantes da Ducati e da Perfect Motors entregam a Diavel Black* montada no Brasil 

Com direito a champanhe, placa comemorativa e documento no nome do proprietário foi entregue a primeira Ducati, no caso, uma Diavel Black*, nesta nova fase da marca italiana no Brasil. As chaves da power cruiser – montada em Manaus (AM) pelo sistema CKD – foram entregues para Fábio Neri, na sexta passada, primeiro de março. Como ainda não há concessionária Ducati, a entrega técnica foi feita na Perfect Motors, que tem o status de ser a primeira Ducati Service (serviço autorizado) em território nacional. Bastante comemorada, a entrega contou ainda com a participação de Ricardo Susini, diretor geral da Ducati no Brasil e, é claro, de toda equipe da Perfect Motors/Ducati Service.


Proprietário ganhou até uma placa comemorativa**

Com um design radical criado pela Casa de Borgo Panigale, a Diavel está equipada com o Testastretta 11º, de 1.200cc, que gera 162 cv a 9.500 rpm de potência e torque de 13 kgf.m a 8000 rpm. Um dos destaques desta moto é o sistema ride-by-wire, com a opção de seleção de três diferentes modos de operação (Sport, Touring e Urban). Além dos Riding Modes, a Diavel vem equipada com ABS, controle de tração, farol com LEDs e um completo painel de instrumentos com visor de cristal líquido colorido. A Diavel tem preços sugeridos entre R$ 58.900 (standard) e R$ 69.900, para a versão Carbon. (texto e fotos: Aldo Tizzani)

*[ATUALIZADO]: O modelo das fotos é, na realidade, uma Diavel Black e não uma Diavel Carbon como foi publicado anteriormente aqui no blog. A Ducati do Brasil, inclusive, informou que irá confeccionar uma placa com o nome correto da moto para o proprietário.

**[ATUALIZADO 2]: A Ducati do Brasil nos enviou uma foto da placa comemorativa com o nome correto da moto e nós substituímos a anterior. 

Power cruiser tem motor de 162 cavalos de potência máxima

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Setor de motos tem janeiro ruim

Produção caiu 28,1% e vendas no varejo recuaram 11,13% em comparação ao mesmo mês de 2012

As vendas de motocicletas em janeiro caíram. No primeiro mês de 2013, foram emplacadas 126.404 unidades – queda de 8,41% quando comparado ao mês anterior. Porém uma redução ainda mais brusca (-11,13%) em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 142.230 motos, de acordo com dados de emplacamentos divulgados pela Fenabrave, federação dos revendedores de veículos.

Historicamente janeiro não é um bom mês de vendas, mas a queda neste início de ano reforça as projeções de que o setor deverá ter um crescimento tímido em 2013, bem aquém do esperado recorde de dois milhões de unidades vendidas que almejavam as fábricas há alguns anos. A previsão da MB Associados, que presta consultoria para a Fenabrave, é de que as vendas não cheguem a 1.700.000 unidades neste ano.

Produção também caiu
Além de queda nas vendas, as fábricas de motocicletas produziram menos em janeiro. De acordo com a Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motos, a produção neste primeiro mês do ano foi de 127.209 unidades, queda de 28,1% se comparada à produção de janeiro de 2012, quando foram fabricadas 176.981 unidades.

Para o diretor-executivo da Abraciclo, José Eduardo Gonçalves, o grande problema continua sendo a restrição ao crédito. Dados computados pela associação revelam que em 2012 o financiamento foi a modalidade de compra de apenas 40% das motos comercializadas – em 2011 esse percentual era de 52%. “Temos buscado alternativas, pois o setor de motos depende do crédito para voltar a crescer. Os bancos públicos criaram linhas especiais, mas até o momento o mercado não apresentou sinais de recuperação”, afirma Gonçalves.
Mas o diretor-executivo da Abraciclo ainda considera cedo para fazer uma análise negativa deste ano e a associação mantém sua previsão de crescimento de 5,5% da produção neste ano em relação a 2012, chegando a 1.784.000 unidades.

Consórcio é alternativaDe acordo com a Abraciclo, 35% das motos vendidas em 2012 foram adquiridas por meio do consórcio

A exigência para aprovação das fichas cadastrais, a alta taxa de inadimplência nos financiamentos do setor automotivo, cerca de 6%, e o endividamento das classes C e D são apontados como os “culpados” pela dificuldade em se conceder crédito para a compra de veículos de duas rodas. Uma alternativa para se manter as vendas em alta apontada pelos executivos das montadoras é o consórcio.“Acabou aquela festa. Dificilmente vamos voltar a vender motos financiadas como há alguns anos. Sem entradas, com parcelas a perder de vista”, acredita Paulo Takeuchi, diretor de Relações Institucionais da Honda.

Dados da Associação Brasileira dos Administradores de Consórcio (ABAC) corroboram o crescimento da modalidade em 2012. Em levantamento feito pela assessoria econômica da ABAC, em novembro de 2012, o total de participantes ativos em consórcios chegou a 5,13 milhões, 11% mais que os 4,62 milhões do mesmo mês de 2011. “Ao participar do Sistema de Consórcios”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “o consumidor expressa sua confiança e certeza no mecanismo para adquirir bem móvel ou imóvel ou contratar serviço de qualquer natureza, com custos menores e prazos maiores, objetivando a formação de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial ou a realização de algum sonho de consumo”.

No setor de duas rodas o crescimento foi bastante expressivo em 2012. Entre janeiro e novembro de 2011, o sistema representava 30,6% (591,5 mil unidades) sobre as vendas internas. Em 2012, no mesmo período, a soma dos consórcios atingiu 44,3% (675 mil unidades). Isso significa que praticamente uma em cada duas motos vendidas no ano passado foi comercializada com cartas de crédito de consorciados contemplados.
De acordo com a Abraciclo esses números são diferentes, mas também apontam tendência de crescimento. Para a associação dos fabricantes as motos vendidas por consórcio representaram 27% em 2011 e aumentou para 35% no ano passado. (por Arthur Caldeira)

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Venda de motos cai 15,62% em 2012

De janeiro a dezembro de 2012 foram emplacadas 1.637.481 motos – cerca de 300 mil a menos do que no ano anterior

Ontem, 3 de janeiro, a Fenabrave, federação que reúne os distribuidores de veículos automotores, divulgou os números de vendas de veículos em 2012. Embora comemorasse o bom resultado do setor de automóveis e comerciais leves com crescimento de 6,11%, totalizando 3.634.421 unidades, o presidente da entidade, Flávio Meneghetti, lamentava o mau resultado do setor de motocicletas. “O segmento que mais sofreu foi o de duas rodas com uma queda de 15,62% nas vendas”, afirmou.

De janeiro a dezembro de 2012 foram licenciados 1.637.481 veículos de duas rodas, cerca de 300 mil unidades a menos do que as vendas de 2011, quando foram emplacadas 1.940.533 unidades. O resultado só confirma a queda nas vendas registradas nos últimos meses. A venda diária de motocicletas também apresentou uma forte queda: no ano passado venderam-se 6.550 motos por dia em média, contra 7.731 unidades em 2011.

Meneghetti faz coro ao presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, e outros especialistas do setor que apontam a restrição no crédito como principal fator para a queda nas vendas de motos. “A inadimplência no geral está alta e, no setor automotivo, está em 5,9%. Com isso os bancos estão mais restritivos para dar crédito ao consumidor: exigem uma entrada maior e financiam em prazos menores”.

Segundo a Fenabrave, a abrupta queda nas vendas em 2012 forçou muitas concessionárias de motos a encerrarem suas atividades. A estimativa é que 4% das 2.500 empresas concessionárias de motocicletas fecharam suas portas no ano passado.

Participação de mercado

O mercado de motocicletas brasileiro continua amplamente dominado pela Honda que, apesar da queda nas vendas, conseguiu aumentar a sua participação de mercado. A marca japonesa passou de 78,82% de market share em 2011 para 79,64% no ano passado. No segundo lugar, porém bem atrás, vem a Yamaha que perdeu espaço, mas manteve a posição: passou de 11,85% para 10,50% em 2012. A disputa pelo terceiro lugar continua acirrada: a Suzuki, que tinha perdido a posição para a Dafra em 2011, volta a ser a terceira força do mercado de motos com 2,11% de participação. Já a Dafra caiu para o quarto lugar e perdeu market share: passou de 2,27% para 2,05% no ano passado. Em quinto, aparece a Kasinski com 1,38%.

Além da Honda, quem ganhou mercado foram as outras marcas, que englobam desde as chinesas menores até as fabricantes de motos maiores, como BMW, Kawasaki e Harley-Davidson, que somam 4,31% (contra os 3,33% de 2011). Como a restrição de crédito não afeta os clientes com maior poder aquisitivo, o perfil dos compradores das motos premium, esse mercado só cresceu no passado.

Projeções pessimistas

E para este ano de 2013, a projeção da Fenabrave em conjunto com empresa MB Associados, que presta consultoria econômica à entidade, não são nada otimistas. “O crédito está restrito. A inadimplência subiu. A expectativa para o setor é pessimista”, afirmou o presidente Flávio Meneghetti. De acordo com a entidade o crescimento do segmento de motocicletas para 2013 não deve passar de 1,3%. (por Arthur Caldeira)

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CG 150 vende menos, mas supera Gol em 2012

Por mais um ano, a Honda CG 150 desbancou o VW Gol como veículo mais vendido do Brasil

Mais uma vez, o a Honda CG 150 é o veículo mais vendido do Brasil, deixando para trás pesos pesados da indústria automobilística como, por exemplo, o VW Gol e os Fiat Uno e Palio. Em 2012 a Honda vendeu cerca de 378 mil unidades de sua street de baixa cilindrada. Só para comparar, o Gol deve fechar o ano com mais de 291 mil unidades comercializadas, o Uno chegou próximo das 254.700 e  o Palio por volta das 185 mil, respectivamente. Mesmo com números expressivos,  a Honda não deve estar comemorando muito o resultado. Em função do cenário econômico de 2012, a marca vendeu 18%  menos de seu “carro-chefe” se comparado ao ano passado, no qual a CG 150 chegou a ter mais de 458 mil unidades comercializadas em todo o Brasil em 2011.

Em outras palavras, a marca japonesa deixou de vender mais de 80 mil unidades de seu best-seller e, basta fazer uma retrospectiva no panorama do ano para entender o porquê.  A culpa, na verdade, é de uma conjunção de fatores: a ajuda do Governo - leia incentivos para o financiamento de motos –  demorou a chegar e a ação não surtiu o efeito desejado, que também era atrair bancos privados para injetar dinheiro no segmento de duas rodas. Além disso, é claro, contribuiu também o maior endividamento das classes C, D e E, que resultou em maior inadimplência no setor automotivo.

Ainda assim, os números de venda do modelo caíram em mais de 80 mil unidades

Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo (associação que reúne os fabricantes de motocicletas), este ano o setor deixou de vender mais de 400 mil motos. “2012 foi uma experiência amarga para o mercado de duas rodas, principalmente para as marcas que vendem motos de baixas cilindradas”, conclui o executivo. (Por Aldo Tizzani)

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Yamaha Crypton agora veste azul, vermelho e verde

Yamaha ampliou opção de cores para a motoneta Crypton

Nos final dos anos 1960, o cantor Wilson Simonal fez sucesso com a música “Vesti Azul”. Nela o músico afirmava que sua vida melhorou ao adotar esse tom: …“estava na tristeza que dava dó, vesti azul e minha sorte então mudou”… Passado quase meio século a receita ainda faz sucesso.

O tom azul parece mesmo ter o poder de dar uma nova vida também às motos. Um bom exemplo é a família Racing Blue presente nos modelos Fazer YS250, Factor YBR 125 e Crypton T 115. Embora os modelos tenham sido desenvolvidos para o uso urbano, a inspiração veio das pistas onde o azul predomina nas radicais máquinas de competição da Yamaha.

Roupagem Racing Blue, inspirada nas motos de competição, também está disponível para a pequena Crypton

Quem quiser desfilar com as cores e grafismos inspirados na moto do campeão Jorge Lorenzo (categoria MotoGP) pode começar com a Crypton. Modelo de entrada da marca tem como apelo a facilidade de pilotagem, economia de combustível e robustez. A versão Racing Blue da Crypton ED 2013 sai por R$ 5.290,00 e traz a comodidade da partida elétrica e a segurança do freio a disco com diâmetro de 220 mm.
A Yamaha equipou a versátil Crypton com motor quatro tempos, que gera até 8,2 cv a 7.500 rpm. O propulsor traz como diferenciais o baixo custo de manutenção e muita economia, já que o motor é capaz de fazer até 47 km com um único litro de gasolina. Fácil de pilotar, o modelo conta com câmbio semi-automático de quatro velocidades. E as rodas de 17 polegadas enfrentam com facilidade as imperfeições do asfalto nos grandes centros urbanos.

Além da cor verde, Crypton ED com freio a disco e partida elétrica está disponível em azul e vermelho metálicos

Para dar mais vida à motoneta, a Yamaha lançou recentemente a família Crypton Cores, que deixou a versão ED ainda mais completa – ganhou grafismos inéditos e, além das cores sólidas preta e branca, ganhou roupagem azul, vermelho e verde, todos metálicos. O preço sugerido da versão ED é de R$ 5.190,00. Já a versão K, que traz partida a pedal e freios a tambor, custa R$ 4.270,00 e está sendo vendida nas tradicionais cores preta, branca e vermelha metálica.

Cor vermelha metálica da linha Crypton Cores, que traz grafismos diferenciados

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