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Scooter elétrico compartilhado é realidade em SP e custa R$ 5,90; conheça

Infomoto

2004-02-20T19:07:00

04/02/2019 07h00

Serviço começou há cerca de um mês com 40 unidades, mas já supera as expectativas

Pequeno, leve e movido por um silencioso motor elétrico, os scooters compartilhados da Riba Share ainda são poucos nas ruas de São Paulo (SP). Há apenas 40 unidades disponíveis em operação desde 17 de dezembro do ano passado, mas o número de 5.000 usuários foi duas vezes maior do que o esperado, segundo o CEO da empresa, Fernando Freitas. "Já atingimos as metas que tínhamos para três meses de operação", afirma.

Mesmo restrita a uma pequena área da capital paulista, que que vai desde a Chácara Santo Antônio, na Zona Sul, até o Jardim Paulistano, na Zona Oeste de São Paulo, o número de corridas de cada scooter já está sendo três vezes acima do esperado. Considerado um dado estratégico o número de corridas diárias não é divulgado pela empresa.Já são cerca de 5.000 usuários na cidade de São Paulo

Mas, segundo Freitas, as corridas duram em média 30 minutos e percorrem entre cinco e seis quilômetros. O dado revela a demanda por um meio de transporte rápido e para curtas distâncias que, em outros casos, seria feito de carro ou algum transporte mais demorado.

Tudo pelo appApp é, literalmente, a chave para utilizar o scooter elétrico compartilhado

Concebida sob o conceito "dockless", ou seja, sem estações fixas, o que barateia o custo de implantação e dá mais liberdade ao usuário, a Riba Share utiliza scooters elétricos, importados da China, mas "remontados" no Brasil. "Refazemos todo o chicote elétrico e instalamos sensores, módulos e uma placa mãe para o scooter funcionar em sincronia com o app", explica Freitas.

Disponível para smartphones Android e iOS, o aplicativo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA) de Matosinhos, Portugal. O app é, literalmente, a chave para poder utilizar o serviço.

Após fazer o download, o usuário se cadastra e envia uma cópia da CNH que, obrigatoriamente, tem de ter habilitação na categoria "A". Também é preciso inserir um cartão de crédito para pagar pelas viagens.

Por meio do app o usuário localiza os scooters disponíveis nas proximidades e também confere a carga da bateria e a autonomia – que é de 90 km. Ainda pode reservá-lo gratuitamente, pelo período de 15 minutos – o tempo calculado pela Riba Share para o usuário se deslocar até onde está o scooter. Durante esse tempo, o scooter "desparece" para outros usuários.Os scooters têm capacete e toucas higiênicas no baú

Ao chegar ao veículo Riba Share escolhido tudo é feito pelo app. Ao iniciar a viagem, o scooter liga "sozinho", pois não há chave nem miolo de ignição. O valor mínimo é de R$ 5,90 por 10 minutos. Após esse tempo, é cobrado R$ 0,59 por minuto utilizado.

No pequeno bauleto, que também só é liberado após locar o scooter, há um capacete tamanho 57 e uma cesta com toucas higiênicas. Mas, caso queira, o cliente pode usar seu próprio capacete.

Manutenção e incidentesEquipes monitoram os scooters, trocam a bateria e fazem manutenções

O usuário não precisa se preocupar muito com a carga da bateria. A Riba Share faz o monitoramento remoto de todas as unidades e, caso algum esteja com a carga baixa, uma equipe é deslocada ao local para fazer a substituição da bateria.

De acordo com Fernando Freitas, a empresa conta com equipes que trabalham 24 horas e sete dias por semana para substituir as baterias. Além disso, as equipes fazem manutenção e limpeza dos scooters. Em caso de algum problema ou ocorrência, que não seja detectado pela empresa, o cliente pode entrar em contato por meio do aplicativo.

Fim da viagemÉ possível rodar em qualquer lugar, mas é preciso "devolver" o scooter dentro da zona de atuação

O usuário pode rodar com o Riba Share em qualquer área, mas obrigatoriamente tem de devolvê-lo dentro da área de atuação da empresa, caso contrário não conseguirá encerrar a viagem.

Como não tem estação própria, basta estacionar o scooter em local permitido – bolsões de moto ou nas Zonas Azuis onde não são proibidas motocicletas. Se tiver utilizado o capacete cortesia é preciso colocá-lo de volta no bauleto, pois sensores de presença e peso também impedem o encerramento da viagem se o capacete não estiver lá dentro.

Mas por se tratar de uma start-up de mobilidade que aposta na economia compartilhada, a Riba Share não permite bloquear um scooter. Se você for a uma reunião, por exemplo, e quiser deixar aquele scooter reservado para quando o compromisso terminar isso não é possível. "Nossa ideia é que, quando houver mais scooters rodando sempre haja uma unidade disponível para locar", explica Fernando Freitas.

ExpansãoFernando Freitas, CEO da Riba Share, quer chegar a 1.000 scooters em SP até o fim do ano

Embalada pelo sucesso inicial, a Riba Share pretende chegar a 200 unidades em São Paulo neste primeiro semestre e a 1.000 scooters até o final deste ano. A empresa pretende aumentar também a área de atuação. As scooters da Riba Share devem chegar aos Jardins, à Avenida Paulista e à região central da cidade. "Mas para isso temos de aumentar o número de scooters para ter uma densidade que atenda aos usuários", explica o CEO.

Segundo Fernando Freitas, o plano é expandir para outros grandes centros urbanos, como Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Além da economia de tempo, o scooter elétrico não polui – e a vida útil da bateria é estimada em 5.000 ciclos ou três anos de operação. "Acredito que o carro não vai nos mover no futuro", conclui o CEO da Riba Share. (Por Arthur Caldeira)

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Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

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