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Honda XRE 300 muda de cara e perde peso na linha 2019; assista e conheça

Infomoto

08/12/2018 08h00

Apresentada em 2009, a Honda XRE 300 já vendeu cerca de 275 mil unidades desde então. Satisfeita com o sucesso comercial do modelo, a marca manteve a mesma base mecânica, mas renovou completamente o design da trail de 300cc. Além disso, trocou os freios ABS combinados da geração anterior por um novo sistema antitravamento de dois canais, independente nas duas rodas. A XRE 300 2019 será vendida apenas na versão ABS com preço sugerido a partir de R$ 18.200.Honda manteve a parte mecânica, mas renovou o design da XRE 300; preço parte de R$ 18.200

O design, batizado pela Honda de Urban Adventure, lembra o da XRE 190, sua irmã menor, e tem linhas mais angulosas do que a antiga versão. O característico "bico" da XRE 300 foi mantido, mas agora tem um formato mais pontiagudo. Outra novidade foi a adoção de um sistema de iluminação com LEDs no farol, lanterna e piscas.Todas as carenagens são novas e o sistema de iluminação é todo de LED

Todas as carenagens e peças plásticas são novas. Apesar disso, a capacidade do tanque de combustível não mudou. Ainda comporta 13,8 litros. As alças de suporte para a garupa são mais largas, melhorando o conforto, segundo a Honda. O modelo manteve o bagageiro de série, que permite a instalação de um baú.

Mais leveXRE 300 2019 ganhou novo ABS independente e pesa 148 kg a seco

Além das carenagens, a substituição do sistema de freios ABS combinados por outro com dois canais fez com que a nova XRE 300 perdesse peso. O novo sistema de freios antitravamento independente nas duas rodas não necessita do módulo hidráulico que distribuía a frenagem nas duas rodas. O modelo 2019 agora pesa 148 kg a seco contra 153 kg da antiga geração.Novo sistema ABS independente nas duas rodas substitui os freios combinados da antiga XRE  

Os discos e pinças de freio não mudaram, mas o funcionamento do conjunto sim. Agora pisar no pedal de freio traseiro não aciona a pinça dianteira, o que a meu ver, permite frenagens mais precisas para os motociclistas mais experientes. O sistema ABS, segundo a Honda, manteve o acerto pensando na utilização fora-de-estrada, mas não pode ser desativado.

A perda de peso pode parecer pouco, mas uma moto mais leve é sempre bem-vinda. Até porque o módulo do C-ABS ficava na parte traseira. Sem esse peso extra, tive a impressão de que a XRE 300 2019 ficou melhor nas curvas: não se sente a traseira oscilar tanto como no modelo anterior. Credito a mudança ao peso menor, pois as suspensões e toda a parte ciclística não mudaram.Na traseira, alças para a garupa são maiores e bagageiro de série foi mantido

O quadro berço semi-duplo é "amarrado" a um garfo telescópico convencional com 245 mm de curso, na dianteira; e a um monoamortecedor com 225 mm de curso e fixado por links à balança traseira de alumínio. Com bom curso, ignora valetas, buracos e lombadas sem chegar ao fim de curso.

Também feitas de alumínio são as rodas, que calçam exatamente os mesmos pneus Metzeler Enduro 3 com as mesmas medidas: 90/90-21, na frente, e 120/80-18, atrás. Bons na terra, os pneus são um pouco barulhentos no asfalto. Principalmente em velocidades acima de 100 km/h na estrada.

DesempenhoMotor vai muito bem na cidade e desempenho na estrada é satisfatório; consumo foi de 33,2 km/l

E por falar em estrada, a Honda alega que a perda de peso fez com que a velocidade final da nova XRE 300 chegasse a 130 km/h. Não no velocímetro que, geralmente marca 10% a mais do que a velocidade real, aferida por testes, ainda de acordo com a montadora.

O motor é o mesmo monocilíndrico de 291,6 cm³, DOHC e refrigeração a ar do modelo anterior. Bicombustível, produz 25,4 cv de potência máxima a 7.500 rpm e 2,76 kgf.m de torque a 6.000 giros, quando abastecido com gasolina. Com etanol, os números são ligeiramente superiores: 25,6 cv e 2,81 kgf.m.Segundo a Honda, alterações feitas em 2016 resolveram os problemas no cabeçote do motor

Segundo a Honda, a relação peso-potência está mais favorável na nova geração da trail. Agora, ela tem 5,7kg/cv contra os 6,0kg/cv da versão anterior. Na prática, pouco se nota diferença. Ele sobra na cidade e mantém facilmente os 120 km/h nas rodovias, só com piloto, mesmo nas subidas. Um desempenho satisfatório para a categoria.Painel agora tem fundo preto e computador de bordo que informa o consumo

Assim como o câmbio de cinco marchas. Ainda que pareça "estrangulado" na estrada, fazendo com que o motociclista sempre procure uma sexta marcha, exige poucas trocas e vai muito bem na cidade.

O consumo não mudou, ficou em torno de 33 km/litro de gasolina. Pelo menos de acordo com os dados informados no painel digital. Aliás, outra novidade para 2019. A tela do painel tem fundo preto (black-out) e traz um computador de bordo que informa consumo médio e instantâneo.

MercadoCom design novo e mesmo motor, XRE 300 quer continuar a ser sucesso de vendas

Com visual renovado, mas a mesma mecânica, a Honda XRE 300 2019 quer repetir o sucesso das gerações anteriores, vendendo cerca de 25 mil unidades/ano. Com preço sugerido a partir de R$ 18.200 nas cores azul e prata, e R$ 18.690 nas versões Rally e Adventure que trazem cores e grafismos mais sofisticados, (todas com ABS em ambas as rodas), a trail de 300 cc vai ter dois desafios para manter o sucesso da última década.

O primeiro deles é a má fama do motor de 300 cc da Honda. Muitos consumidores apontam defeitos recorrentes no cabeçote. Segundo a marca, os eventuais problemas do passado foram resolvidos em 2016, quando foram feitas alterações na peça e no fluxo de ar para o motor. Além das melhorias, o novo visual deve ajudar a "esquecer" a antiga XRE 300.Balança e rodas de alumínio e freios ABS nas duas rodas são diferenciais da XRE 300 frente à concorrência

Outra disputa será com a concorrente direta: a Yamaha XTZ 250 Lander ABS, que também ganhou visual novo e melhorias para 2019. Embora seu preço não tenha sido definido, a marca garante que o valor será menor do que o da XRE 300. O que já era esperado, afinal a trail de 250 cc tem desempenho inferior e algumas especificações mais simples, como as rodas e a balança de aço e, agora, o ABS apenas na dianteira.

De qualquer forma, quem ganha é o consumidor que procura uma moto trail de baixa capacidade, acessível no preço e versátil no uso. Muitos usuários desses modelos usam a moto no dia-a-dia, mas também costumam viajar. E terão duas opções com design moderno e freios mais seguros. (Por Arthur Caldeira)

Honda XRE 300 ABS 2019
Motor Um cilindro, DOHC, arrefecimento a ar
Capacidade cúbica 291,6 cm³
Potência máxima (declarada) 25,4 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 25,6 cv a 7.500 rpm (etanol)
Torque máximo (declarado) 2,76 kgf.m a 6.000 rpm (gasolina) 2,80 kgf.m a 6.000 rpm (etanol)
Câmbio Cinco marchas
Transmissão final corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Berço semiduplo em aço
Suspensão dianteira Garfos telescópicos com 245 mm de curso
Suspensão traseira Balança de alumínio com monoamortecedor fixado por links com 225 mm de curso
Freio dianteiro Disco simples de 256 mm de diâmetro (ABS)
Freio traseiro Disco simples de 220 mm de diâmetro (ABS)
Pneus Metzeler Enduro 3 – 90/90-21 (D)/ 120/80-18 (T)
Comprimento 2.195 mm
Largura 838 mm
Altura 1.215 mm
Distância entre-eixos 1.417 mm
Distância do solo 259 mm
Altura do assento 860 mm
Peso a seco 148 kg
Tanque de combustível 13,8 litros
Preço sugerido a partir de R$ 18.200 (R$ 18.690 para as versões Adventure e Rally)

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Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

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