Megacycle é cancelado e quem perde é o motociclismo
Evento abriu as portas na sexta-feira (27 de fevereiro), mas foi impedido de continuar no final de semana
Em 27 de fevereiro, sexta-feira, fomos até Campos do Jordão (SP) ver, bem de perto, a realização da primeira edição do Megacycle na badalada estância turística. Até então, o tradicional evento já havia sido realizado em cidades paulistas, como Serra Negra e Caraguatatuba, e em São Lourenço (MG).
Ao chegar no local, a estutura de costume: Harley-Davidson, KTM, Triumph, Kawasaki foram algumas das marcas que montaram estandes e ainda havia venda de equipamentos, peças, acessórios e exibições de motos de customizadas.
Lá dentro, estavam modelos customizados, como a Hayabusa de 1000 cv
Na parte externa, no campo de futebol, serviços como troca de pneus da Pirelli, lavagem de moto a seco e diversos food trucks. No final daquela noite uma chuva torrencial caiu sobre Campos do Jordão. A água foi muito bem vinda, porém trouxe á tona uma enxurrada de problemas.
O primeiro Megacycle de Campos do Jordão foi cancelado pela ausência do alvará de funcionamento emitido pelo Corpo de Bombeiros. A organização se defende dizendo que já havia tomado todas as precauções e providências necessárias para realização do evento. Mas não estamos aqui para julgar o mérito da questão ou apontar culpados.
Marcas também estavam presentes expondo seus modelos
Mesmo com o cancelamento do encontro, as ruas estavam recheadas de motos e, com certeza, Campos do Jordão teve comerciantes satisfeitos e aumento em sua arrecadação, já que estamos na baixa temporada. A cidade ganhou, mas o motociclismo perdeu, mais uma vez. Perdeu para a burocracia, perdeu para o descaso, perdeu para a soberba, perdeu para a omissão e pela falta de bom senso. Que este fato sirvam de lição para legisladores, organizadores, expositores e órgãos públicos.
Não podemos esquecer que o motociclismo não é feito de máquinas, mas sim de gente. Gente que quer se divertir, rever e fazer amigos, se confraternizar e o mais importante: gente que vota! A questão da segurança é fundamental? Sim, sem dúvida. Mas não dá para mudar as regras – ou fazer vistorias – no meio do evento. Quer dizer, quem esteve lá na sexta feira corria perigo? (texto: Aldo Tizzani / fotos: divulgação)
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