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Arquivo : motos customizadas

Edições especiais da Bonneville contam a história da Triumph
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5568Novas versões são baseadas na clássica moto inglesa

Ter um modelo clássico em seu line-up traz algumas vantagens. Que o diga a Triumph. A montadora inglesa aproveitou o apelo retrô da sua Bonneville para lançá-la em três edições limitadas – além da convencional –, que prestam homenagem a história da marca. Batizadas de Newchurch, T214 e Spirit, as motos relembram, respectivamente, o Tridays, evento realizado anualmente na cidade austríaca de Neukirchen; o recorde de velocidade batido em 1956; e o espírito de customização que sempre foi inerente aos modelos da Casa de Hinckley. Os três modelos estão disponíveis, por enquanto, apenas no mercado europeu.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_CARBURADORMotor é o bom e velho bicilíndrico inglês

Embora tenham estéticas bastante distintas – o que inclui peças de outros modelos Triumph – todas as versões especiais da Bonnie partilham a mesma mecânica. Portanto, elas têm o mesmo motor de dois cilindros paralelos de 865 cm³ arrefecido a ar que é capaz de gerar até 68 cv a 7.500 rpm de potência e torque máximo de 6,93 kgf.m disponíveis nos 5.800 giros. A alimentação é feita por injeção eletrônica, mas um carburador falso está presente para manter a atmosfera de modelo antigo. O câmbio é de cinco marchas.

Tudo igual também na ciclística, que traz freios a disco em ambas as rodas, sendo o dianteiro com diâmetro de 310 mm e o traseiro com 255 mm de diâmetro. Ambos mordidos por pinças Nissin de dois pistões flutuantes. As rodas têm 19 polegadas na frente, 17 atrás e estão calçadas com pneus de medidas 100/90-19 e 130/80 R17, respectivamente. Já a suspensão é composta por garfo dianteiro com curso de 120 mm e bichoque na traseira com curso de 106 mm e pré-carga da mola ajustável.

Espírito customizado

5528Versão Spirit tem cara de customizada

A Bonneville Spirit é uma homenagem da Triumph aos motociclistas que estão sempre fazendo modificações para deixar sua moto única. E para celebrar esse espírito da customização, a moto traz o farol, os escapes e o para-lama traseiro da café racer Thruxton. Afinal, esta nada mais é do que uma versão personalizada de fábrica da própria Bonnie.

 

5511Disponível apenas na cor azul, Spirit tem rabeta no estilo café racer

O visual fica completo com a pintura azul clara, que recebeu nuances de branco no tanque, que tem capacidade para 16 litros. Para contrastar, a Spirit teve várias partes pintadas em preto, como o motor, as tampas laterais, o garfo, o guidão e as rodas raiadas, que conferem uma estética diferenciada para esta versão da clássica T100.

Homenagem a Johnny Allen

5477Moto inglesa herda seu nome do famoso deserto de sal em Utah (EUA)

A Bonneville herda seu nome dos recordes conquistados pela Triumph no icônico deserto de sal de Bonneville, no Estado norte-americano de Utah. Logo, nada mais coerente que uma das edições especiais da T100 faça uma homenagem ao primeiro recorde quebrado. Em 6 de setembro de 1956, o piloto texano Johnny Allen a bordo do streamliner – nome dado às “motos-foguete” que participam desse tipo de desafio – Texas Cee-Gar cravou na superfície de sal exatas 214,40 milhas de velocidade máxima no local, o equivalente a 345 km/h.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_T214_4Em 1956, o texano Allen levou seu streamliner a cerca de 344 km/h – ou 214,40 mph, como gostam os ingleses e americanos

Para comemorar esse feito, a marca inglesa apresentou a Bonneville T214, uma edição especial limitada a 1000 unidades. Pintada em azul e branco, um tom mais escuro do que o da Spirit, diga-se de passagem, a moto traz a mesma estrela que decorava o streamliner no para-lama dianteiro. O conjunto visual ainda conta com para-lama traseiro encurtado pintado em branco, enquanto rodas, guidão e suspensão vêm em preto. Outra diferença em relação a Bonneville convencional é o farol redondo, que na T214 é um pouco menor.

A festa da Nova Igreja

5540A versão New Church herdou nome da cidade austríaca de Neukirchen, que realiza encontro em homenagem à Triumph

Todos os anos, a cidade austríaca de Neukirchen recebe o Tridays. O evento é o maior promovido pela Triumph no mundo todo, no qual uma série de aficionados se reúne para celebrar sua paixão pelas motos da marca inglesas. No local, que fica em uma região montanhosa, acontece desde exibição de modelos customizados até competições off-road. Para se ter uma ideia do quanto a cidade fica movimentada, Neukirchen muda de nome por uma semana e adota a sua tradução para o inglês: Newchurch ou “Nova Igreja”, em português.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_NEWCHURCH_1Modelo está disponível nas cores azul e vermelha

Agora, chegou a vez de a Bonneville entrar na festa com a edição especial Newchurch. Com tanque pintado à mão nas opções de vermelho e azul, esta versão é feita com base na Bonnie convencional, cujo desenho traz toques mais modernos do que a T100, como os escapes Arrow semelhantes aos encontrados na Thruxton. Independente do tom escolhido, o acabamento é feito em preto nas rodas de liga leve, espelhos, suspensão e para-lamas.

Disponíveis no mercado europeu, as edições especiais da Triumph Bonneville mostram que o clássico nunca sai de moda e sempre é uma opção na hora de contar histórias ou prestar homenagens em duas rodas. (texto Carlos Bazela/fotos Divulgação)


Michael Lichter fotografa encontros de motociclistas em calendário 2015
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440RPM_NOTAS_Calendario_01Capa do Calendário 2015 da Metzeler, ilustrado com o belo trabalho do fotógrafo norte-americano

Se você curte motocicletas e fotografia certamente conhece o trabalho do norte-americano Michael Lichter. Se não o conhece, faço questão de apresentá-lo: em 1977, depois de uma breve e infrutífera carreira como baterista de uma banda de jazz, Lichter descobriu que era melhor com a câmera na mão do que com as baquetas. Partiu então com sua Harley-Davidson Shovelhead pelos Estados Unidos fotografando motos e motociclistas. Ganhou fama, teve seu trabalho reconhecido por revistas especializadas dos EUA e suas fotos foram adquiridas por colecionadores particulares e até mesmo pela  Bibliotheque Nationale de France, em Paris. Em resumo, desde os anos de 1970 e 1980, quando alguém quer uma boa foto de motos e motociclistas sempre pensa no nome de Michael Lichter, que já fez trabalhos para diversas marcas de motocicletas. 

440RPM_NOTAS_Calendario_02Março e Abril mostram encontro de motos personalizadas no Japão

Tanto que para 2015 foi a vez da Metzeler lembrar de Lichter para seu novo calendário, chamado de “The Gathering of Legends” (Encontro de Lendas). As fotografias que ilustram os meses retratam os maiores encontros de motocicleta de todo o mundo. O calendário da Metzeler foi criado em 1994 com o título de “Metzeler Classics” e desde sua concepção, apresenta fotos históricas dedicadas aos melhores momentos do motociclismo mundial. Desde 2010, a Metzeler começou a produzir seu calendário com um tema especial e este ano é dedicado aos encontros de motociclistas. Serão impressas 6.000 cópias do calendário 2015 da Metzeler, com dimensões de 50 x 52 centímetros e produzido em Wissach, na Alemanha. Se tiver a chance, garanta o seu. Obra de arte para pendurar na parede. (por Arthur Caldeira)

5-the-gathering-of-legends-july-august Julho e Agosto trazem o Born Free, realizado na Califórnia (EUA)

7the-gathering-of-legends-novemeber-decemberO encontro canadense Rat Rally ilustra os meses de novembro e dezembro


Customizadora lança scrambler com base na CG
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Chimpa TMC Scrambler (2)Novidade da Chimpa TMC, a Scrambler tem como base a Honda CG 150 

A Scrambler S, feita com a base da Honda CG 150, é a mais nova criação da Chimpa|TMC para quem quer uma moto diferenciada, que foge da mesmice dos modelos de entrada. A versão é mais uma opção de modelo exclusivo concebido pela parceria entre o customizador e ex-piloto de Fórmula 1 Tarso Marques e o empresário Tony Marx, com o objetivo popularizar a cultura da customização no País. Em outubro, a dupla lançou a versão café racer, que também tem com base a popular Honda CG.

Para chegar ao produto final, a comportada CG ganhou novo escape com ponteira dupla e elevada, pneus on/off-road, banco integral e novo bloco ótico. As mudanças transformaram a CG em uma legítima scrambler, tipo de moto com apelo fora-de-estrada que voltou a ser cultuada no mercado internacional. A pintura fosca integral ajuda a reforçar a agressividade, típica do estilo.

Chimpa TMC Scrambler 10Apesar das modificações, o painel de instrumentos da CG 150 foi mantido 

Quem quiser desfilar com uma scrambler, que ainda leva a assinatura do ex-piloto de Fórmula 1, vai desembolsar R$ 15.900 e poderá escolher entre três opções de cores: preto, vermelho ou prata (com acabamento brilhante ou fosco).

Segundo o customizador – que também participa do quadro Lata Velha, do programa “Caldeirão do Huck” – essa é uma opção para quem busca uma moto exclusiva, “mas não quer investir muito tempo e dinheiro no modelo”. O mesmo mote que está fazendo sucesso com as café racers apresentadas anteriormente.

Chimpa TMC Scrambler (6)O assento da Scrambler S é feito em couro marrom e dá charme extra ao novo modelo da Chimpa TMC 

A julgar pelo sucesso da versão café racer, a nova moto tem tudo para decolar. “Já atingimos a metade da nossa meta de vendas em um curto espaço de tempo”, afirmou Tony Marx, que vê nas motos customizadas pronta para uso promissor nicho de mercado. Informações, acesse o site da Chimpa. (por Cicero Lima)

Chimpa TMC Scrambler (1)Para fazer jus a seu nome, a Scrambler S traz pneus de uso misto, que podem ser utilizados tanto no asfalto, quanto na terra 


No Instagram, Honda revela versão Barracuda da CB 1000R para o Brasil
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cb1000r_barracuda1Vendida como edição limitada na Itália, versão Barracuda tem grafismo e acabamento diferenciados

No mesmo dia em que anunciou a chegada da família CB 650 ao Brasil, a Honda mostrou em sua conta oficial no Instagram (@hondamotosbr) uma nova versão da CB 1000R, chamada de Barracuda. A legenda da foto descrevia a CB 1000R Barracuda como uma “Extreme Street Fighter com toque italiano”, já que o modelo é inspirado na edição limitada Barracuda vendida, até então, apenas na Itália. Como diferencial, a Barracuda “italiana” tinha novo grafismo, rodas diferenciadas, manetes, punhos, espelho retrovisor e setas com acabamento mais nobre, além de vir com o sistema de freios C-ABS de série. Nenhuma modificação mecânica, nem no motor e nem nas suspensões.

cb1000r_barracuda2Piscas menores em LED, guidão dourado, manetes e espelhos retrovisores distintos são novidades da Barracuda na Itália

Porém, o modelo mostrado pela Honda no Brasil trazia apenas os grafismos novos e os freios C-ABS de série. As especificações mecânicas também não devem mudar. Tudo indica que a CB 1000R Barracuda seja o modelo top de linha da naked de 1.000cc no Brasil em 2015, enquanto a versão básica deverá ter uma redução no preço para atrair os motociclistas que ficaram “órfãos” da esportividade da CB 600F Hornet, agora aposentada. E aí, o que você achou? Ia comprar uma Hornet e agora vai gastar mais para pegar a CB 1000R? Deixe sua opinião nos comentários. (Arthur Caldeira)

barracuda_instagramCB 1000R Barracuda mostrada no Instagram da Honda no Brasil não traz todos os detalhes da versão italiana


Salão de Colônia 2014 recebe campeonato de customização
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VENCEDORA_FREESTYLEA Medazza Rondine venceu na categoria Freestyle do AMD Championship no ano passado 

Ao que parece, os organizadores do AMD Championship, campeonato mundial de customização (o qual nós falamos aqui), gostaram da experiência de realizar a competição fora dos Estados Unidos.  Pela segunda vez,  o torneio, realizado durante o encontro de Sturgis, no Estado norte-americano da Dakota do Sul, será sediado na Alemanha. Entretanto, neste ano, o evento será uma das atrações do Intermot, o Salão de Colônia, que irá acontecer entre os dias 1 e 5 de outubro de 2014, na cidade alemã.

Entre as categorias de participação, continuam a Freestyle, a de Harley-Davidsons modificadas, outra que premia o desempenho e modificação Retrô, com motores datados de antes de 1984. A novidade fica por conta da categoria Café Racers, criada em consideração à tendência recente das customizadoras em homenagear o estilo que fez sucesso nas décadas de 1950 e 1960.  Podem participar do AMD projetos de amadores e profissionais da cena custom e os vencedores deste ano serão anunciados no último dia de Intermot. A lista de vencedores dos últimos anos, o regulamento do concurso e alguns já inscritos para esse ano podem ser vistos no site do evento. (por Carlos Bazela)


Yamaha Pure Sports: o renascer de uma era
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409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_01A XV 950 Pure Sports (esq.), construída pelos italianos da LowRide, tem inspiração na semi-carenada Yamaha FZ 750 de 1985 (dir.)

A década de 1980 ainda exerce fascínio em muita gente. Entre os customizadores de motos essa nostalgia oitentista também existe. E eles estão dispostos a fazer mais do que voltar a usar roupas coloridas berrantes e a fazer permanente no cabelo. No caso dos italianos da LowRide, publicação local especializada no assunto, isso inclui transformar a custom Yamaha XV 950 Bolt em uma genuína esportiva dos anos 1980. Mais precisamente, em um modelo inspirado na semi-carenada FZ 750 de 1985.

Batizada de XV 950 Pure Sports, a moto manteve a maioria das partes originais da Bolt, como o motor, chassi, suspensões, a parte elétrica e até o tanque. Mais do que uma opção, manter o projeto com baixo custo e realizar alterações relativamente reversíveis era uma das metas dos idealizadores. Para conciliar isso tudo, a concepção visual da Pure Sports foi feita por Oberdan Bezzi, designer italiano famoso por criar renderizações com um olhar atual para modelos descontinuados ou versões diferentes de outros que ainda existem.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_10A XV 950 Pure Sports manteve motor, chassi e suspensões do modelo custom que é baseada, mas ganhou novo sistema de exaustão da marca HP Corse

“Entre os modelos mais emblemáticos da Yamaha, nos identificamos com a lendária FZ 750, uma moto que representa toda uma era. Todo mundo pode citar qual é seu ideal para uma esportiva de rua. Esse é o nosso”, comenta o líder do projeto, Danilo Secli.

Esportiva inspiradora

Na dianteira, a moto recebeu a semi-carenagem frontal que a caracteriza, mas respeitando o contorno do farol redondo original e o guidão foi trocado para garantir uma posição de pilotagem mais esportiva. Na parte traseira, a nova rabeta imita o design da FZ 750 e traz um assento 120 mm mais alto do que os 675 mm originais. Outra sacada é o banco bipartido e em dois formatos com cores distintas para dar a impressão de que a Garupa não existe e estamos olhando para uma moto monoposto. O spoiler que protege o motor completa o visual oitentista.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_07Baseada na custom XV 950 Bolt da Yamaha, a moto recebeu semi-carenagem frontal para ficar ainda mais parecida com as esportivas

A opção de manter a maior parte de itens originais da Bolt na Pure Sports tem um motivo: mantê-la divertida de pilotar. “Nós realmente gostamos dessas interpretações radicais que vemos outros fazerem, mas nós queríamos algo que fizesse mais do que causar uma impressão sensacional. A nossa ‘criatura’ foi feita não somente para aparecer em eventos de customização, como permitir ao piloto uma viagem com passageiro”, explica, Danilo Secli.

A custom da Yamaha é equipada com motor de dois cilindros em “V” de 942 cm³ capaz de gerar até 54 cv de potência máxima a 6.000 rpm e o considerável torque de 7,84 kgf.m obtidos já nos 3.000 giros. A segurança dos freios ABS, presente no modelo europeu, também foi mantida.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_14Segundo Danilo Secli, líder do projeto, manter as peças originais da XV 950 Bolt no novo modelo deixou-a ainda mais divertida de se pilotar

De acordo com Secli, o projeto também quer inspirar outras criações. “Nosso approach era sugerir ideias que possam realmente ser replicadas sem precisar de muito esforço. Esperamos que a XV 950 Pure Sports possa inspirar as pessoas da cena da customização de motos a tentar novas alternativas”, comenta o líder do projeto.

Feita no quintal

A XV 950 Pure Sports faz parte do projeto Yard Built, que, em uma tradução livre, significa “feita no quintal”. A proposta é uma ideia que partiu da própria Yamaha e conta com o apoio de customizadores do mundo todo, que criaram suas interpretações para os modelos da marca. Segundo a Casa de Iwata, os modelos servem de inspiração para motociclistas transformar suas motos em máquinas únicas, que refletem sua personalidade. E você? Também se animou em criar a sua? (Por Carlos Bazela)

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_05A XV 950 Pure Sports faz parte do projeto “Yard Build”, ideia que partiu da própria Yamaha

 


30 dias com a Iron 883: sobra estilo, falta praticidade
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abre_ironJá rodamos 1.126 km com a estilosa H-D Iron 883

Embora seja um dos modelos de entrada da Harley-Davidson, sou fã do estilo simples da Sportster 883. Ainda mais da versão Iron, simplista, básica, sem muitos cromados ou adereços. A traseira é bem “clean”, sem banco para a garupa, e com os piscas trazendo a lanterna integrada.

Apesar dessa proposta “crua”, a H-D Iron 883 2014 ganhou alguns itens novos, como o sistema de freio ABS e o H-D® Smart Security System, um sistema de segurança, instalado na fábrica, que faz o bloqueio automático hands-free. Ele ativa e desativa as funções de segurança da motocicleta, conforme você se aproxima ou se afasta da moto. Ou seja, não é preciso colocar a chave na ignição (que não há), basta chegar perto da moto com o chaveiro no bolso e dar partida. Uma maneira prática e segura, já que sem o chaveiro a moto ativa o alarme e não funciona.

painel_ironTela digital tem hodômetros, relógio e indicador de marchas e rpm

Outro item bacana é a pequena tela digital que fica logo abaixo do velocímetro analógico no mostrador. Além de hodômetro total e dois parciais, traz relógio e ainda pode mostras a marcha engatada e a rotação do motor. Ver as horas é útil, mas sempre deixo no “Gear/RPM”, assim consigo perceber que em quarta marcha e a 1.300 giros, o V2 da Iron 883 já tem torque para rodar com tranquilidade, curtindo, no melhor estilo “easy rider”.

Outro lado
Mas, como tudo na vida, o visual básico da Iron 883 tem seu lado negativo. O banco solo é “estiloso”, sem dúvida. Mas e se você precisar dar carona a alguém? E se sua namorada quiser ir dar um passeio com você? Ao menos que você invista em acessórios, não será possível levá-la para passear. Outro incômodo do assento solo é ter de sempre levar uma mochila, afinal não dá para amarrar nada no para-lama traseiro.

traseiraironTraseira clean é estilosa, porém pouco prática

De acordo com a Harley-Davidson no Brasil, o acessório mais comumente instalado pelos proprietários de Iron 883 é um assento para ser acoplado ao banco original, que possibilita a remoção para quando o piloto for rodar sozinho. Seu preço é de R$ 665. Há seis opções de assentos duplos para a linha Sportster com visuais e propostas diferentes, com preços que variam entre R$ 1.190 e R$ 1.630. Também seria necessário instalar pedaleiras para a garupa, que não vêm na moto e custam a partir de R$ 589.

Eu, por exemplo, que utilizo a moto diariamente, também investiria em uma grelha ou bagageiro para amarrar alguma tralha mais pesada ou até mesmo para encarar uma viagem. Odeio viajar com mochila nas costas e com a Iron 883 original, isso se faz necessário.

bancoduploHá seis opções de bancos duplos para a linha Sportster – é necessário instalar também as pedaleiras

Eu sei, o banco da garupa e um bagageiro são uma afronta ao estilo minimalista da Iron. Mas, nesse caso, na minha visão, a praticidade supera a estética. E aprendi isso ao longo da minha vida de motociclista. Durante muito tempo me neguei a usar um bauleto na minha moto, em geral do estilo trail (ao menos as duas últimas eram). Sempre achei que acabava com o visual da moto e parecia que estava a fazer entregas. Tanto que quando decidi instalar um baú, procurei algum que fosse fácil de remover. Assim, pensava eu, só o utilizaria quando fosse realmente necessário. “Nem se preocupe com isso, quando você instalar não vai tirar nunca mais”, me disse o vendedor de uma loja de acessórios no centro de São Paulo. Dito e feito: desde que comecei a ter um bauleto na moto, nunca mais o removi e abandonei de vez a mochila. Ou melhor, uso a mochila, mas a guardo no bauleto.

Por isso, se essa Iron 883 fosse a minha moto, dois acessórios nos quais investiria antes de sair da concessionária seriam o banco para a garupa e um bagageiro – acho que, no caso desta Harley, um bauleto seria demais. Outra opção “menos feia” do que o bagageiro são os alforges laterais em couro originais da marca. São mais estilosos, porém bastante caros: saem por R$ 5.525. Pode-se sempre procurar boas opções de alforges no mercado de reposição, que devem ser mais baratos.

Alforjes de couroAlforges de couro originais também são úteis para quem usa a moto no dia-a-dia

acessorioNão faltam acessórios para deixar a Iron 883 com a sua cara

Personalização
Aliás, acredito que é daí que vem aquele ditado: “não existe uma Harley igual à outra”. Pesquisando os bancos disponíveis, deparei-me com um calhamaço de quase 800 páginas só de acessórios originais para as motos Harley-Davidson – 50 delas só com acessórios para a linha Sportster. Um paraíso para quem pensa em personalizar a sua moto de acordo com seu estilo e/ou necessidade.
De tampas do motor com caveiras, passando por filtros de ar esportivos, velocímetros digitais e chegando até um útil, mas anti-estético, parabrisa. Sem falar nos diversos fabricantes que produzem acessórios para motos Harley de olho nessa vocação da marca: personalização para adaptar a moto ao seu estilo. Nem que para isso seja necessário sacrificar o estilo da moto, nesse caso, o estilo minimalista da Iron. (Por Arthur Caldeira)

 


30 dias: Iron 883, ágil para uma Harley
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Iron883_curvaPedaleiras da Iron são altas e não raspam tanto no chão como em outras motos da marca

Há cerca de três anos não pilotava a Harley-Davidson Iron 883. Logo que montei na moto o que chamou atenção foram as formas esguias do modelo. Claro, é a menor e mais leve entre as Harley – pesa 255 kg em ordem de marcha e tem 2,25 metros de comprimento. Veja bem, não é uma moto leve, mas é leve para uma Harley.

Compartilha o mesmo chassi estreito de outras Sportster – herdado das motos de dirt-track – e por isso demonstra certa agilidade. Em função da distância entre-eixos mais curta que em modelos da linha Dyna ou Softail, a Iron é ágil para uma Harley. As pedaleiras são altas, o que evita que raspem no chão nas curvas. Mas o raio de esterço é reduzido e fazer um círculo com a Iron exige espaço e habilidade. Isso também prejudica a mudança de direção em baixa velocidade – mudar de uma faixa de rolamento para outra no trânsito travado pode exigir uma manobra, por exemplo. Porém, rodar no corredor com a Iron 883 é uma tarefa mais fácil do que em outras H-Ds.

O banco a apenas 73,5 cm do solo e o guidão drag-bar fazem com que o piloto fique na posição “sentado” na moto com os braços um pouco esticados. As pedaleiras, altas e recuadas, contribuem para isso. O espaço é bom para pilotos baixos e também acomoda bem os mais altos. De início é estranho não encostar as pernas no tanque da moto, diferente de outras Harley e de outras motos também. Apenas o joelho direito toca a tampa do filtro de ar. Depois das duas primeiras semanas (dos 30 dias) com a Iron 883, já me acostumei.

Iron gosta de asfalto bom

Iron883_paradaIron 883 tem chassi esguio: pesa 225 kg pronta pra rodar e tem 2,255 metros de comprimento

A posição de pilotagem é confortável para viagens curtas, embora para minha estatura (1,71 m), o ideal seria recuar o guidão em alguns milímetros, pois tenho que me curvar um pouco. Na estrada, a falta de proteção aerodinâmica também torna difícil rodar acima de 120 km/h. O banco único, embora estiloso, não é dos mais macios e o piloto “sentado” também sente bastante o impacto das imperfeições do asfalto em uma cidade esburacada como São Paulo. Os dois amortecedores transferem o impacto diretamente à coluna do piloto.

O motor nem vibra tanto, mas acelerar demais em uma via cheia de remendos é desconfortável e pode até causar prejuízo. Logo na primeira semana, uma das braçadeiras do escapamento rompeu-se. De acordo com a Harley, a peça não está na garantia, pois se romperia somente no caso de uma pancada. Mas, de acordo, com o funcionário da concessionária que nos atendeu excesso de aperto ou defeito da peça também poderia gerar esse problema. A solução foi simples, mas o trabalho demorado já que era preciso esperar o cano do escapamento esfriar. O custo da peça com mão-de-obra foi de R$ 83,78.

Em uma estrada boa o conjunto transmite confiança ao piloto e a Iron tem bom desempenho em curvas – apenas nas mais inclinadas as pedaleiras pegavam no chão – segundo a marca, o limite de inclinação é de 29° para a direita e 30° para a esquerda. É possível se divertir com a Iron em um estrada sinuosa, desde que seja sozinho. Mas isso já é assunto pro próximo post. É isso. (por Arthur Caldeira)


Norte-americano cria Indian “dual sport” para passeio centenário
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Elnora_1Batizada de Elnora, a moto é projeto de Robert Pandya, gerente de relações exteriores da marca norte-americana

Uma Indian feita para andar na terra que vai muito além de uma customização. Essa é a Elnora, projeto idealizado por Robert Pandya, gerente de relações exteriores da própria marca norte-americana. Claro que existe uma história por trás disso: Elnora era o nome da esposa de Erwin Baker, um piloto do início do século XX, que ficou conhecido por estabelecer recordes de tempo em provas de que iam de um ponto a outro. Em 1914, Baker conseguiu chegar de San Diego, na Califórnia, até a cidade de Nova Iorque em apenas onze dias pilotando uma Indian, sendo que o recorde anterior era de 20 dias. Por conta disso ele ganhou o apelido de Cannon Ball (Bola de Canhão).

E em 2014, quando o feito completa 100 anos, Robert Pandya resolveu preparar uma moto para percorrer o mesmo caminho de Baker – incluindo as paradas. E como a maioria do trajeto envolve sair do asfalto, nada mais certo do que equipar a moto com suspensões mais altas, pneus de uso misto e simplificar o sistema de escape, substituindo os dois canos por um único e mais alto. A Elnora foi construída sobre uma Indian Chief, com motor V2 de 1.819 cm³.

Elnora_3O modelo foi feito com base em uma Indian Chief e usa um motor V2 de 1.819 cm³

Sobre a Elnora, Pandya revelou que a maioria das modificações foram feitas para remover peças. “Tiramos o para-brisa, faróis extras, as saias dos paralamas e as malas laterais”. O look envelhecido com aparência de arranhado foi outro toque dado pelo gerente da Indian. “Atacamos as partes cromadas com uma bucha e uma lixa de grau 80″.  A Cannon Ball Centenial Ride começou no dia 3 de maio passado, como aconteceu em 1914, e tanto Robert Pandya como outros motociclistas devem chegar a Manhattan no dia 14 de maio. (por Carlos Bazela)

Elnora_4O escape alto foi uma das alterações feitas para que a moto encarasse trechos fora do asfalto Elnora_2A aventura da qual participam Pandya e sua Elnora está prevista para terminar em 14 de maio


Harleiros se encontram em Gramado
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Quando fui convidado para cobrir o National HOG Rally (o encontro do Harley Owners Group, os proprietários de Harley) para a revista “Top Magazine” nem hesitei ao escolher como iria à Gramado (RS), palco da festa deste ano. As duas opções eram ir de avião ou pegar a nova H-D Street Glide e me juntar ao Chapter da concessionária Autostar de São Paulo. Já estava logo de equipamento pronto para pegar a estrada de moto. Afinal, que graça teria ir a um encontro de motociclistas, digo de harleiros, se não fosse de Harley? Nada melhor para entrar no espírito…

painelPreferi ir ao National HOG Rally em Gramado acelerando a nova Street Glide e ouvindo a boa música  do meu smartphone, conectado por Bluetooth

Com novo sistema de entretenimento, que permite ouvir músicas de um pendrive ou ainda sincronizar por Bluetooth o smartphone, a Street Glide ainda não tem o motor com refrigeração líquida, mas o Twin Cam 103 está mais torcudo e potente. Sem falar que a geometria e a ergonomia da Street Glide foram redesenhadas no projeto Rushmore.

Porém, comparada com a grandona Ultra Limited, a Street Glide leva menos bagagem. Portanto, tinha que acomodar minhas coisas para os quatro dias em Gramado nas duas malas laterais do modelo. Para piorar, havia previsão de chuva para o segundo dia de viagem – o grupo que eu acompanharia faria um pernoite em Lages (SC) e, no dia seguinte, iria até o destino final. Resultado, não coube meu equipamento fotográfico. Como teria o respaldo de uma equipe de fotografia da organização para a matéria na revista, resolvi cobrir o encontro do HOG aqui pro blog da INFOMOTO com meu smartphone. Para dar um toque “artístico” à cobertura, apliquei filtros do popular aplicativo Instagram. O resultado vocês conferem abaixo. Espero que curtam… (texto e fotos: Arthur Caldeira)

br116Parada para abastecimento na BR-116: com máxima de 110 km/h o consumo médio da Street Glide foi de 20 km/l

hotelForam 800 km até Lages e depois mais 300 km até Gramado (debaixo de chuva) em um grupo de cerca de 60 motos

hd_chopperMaioria do pessoal chegou na quinta, 1º de maio. No receptivo, um típico café colonial à vontade para quem estava com a barriga vazia na estrada

chegadaQuem chegava em Gramado aproveitava para tirar fotos com os amigos

cafeCerca de 700 harleiros de todo Brasil – Fortaleza, Campo Grande, Brasília, Rio, São Paulo, etc. – foram à Gramado

detalheHD2Lema dos motociclistas estradeiros 

detalheHD Não há uma Harley igual à outra

rotasNa sexta, 2 de maio, houve rotas guiadas pelas belas estradas da Serra Gaúcha

rockRock’n’roll foi a trilha sonora oficial do HOG: havia shows o dia inteiro

desfile1No sábado, foi dia da tradicional “Parade“, com desfile de motos pelas ruas de Gramado e CanelagaleraFoto oficial do evento em frente à famosa catedral de Pedra em Canela

 

paradeAs 700 motos, eu incluso, dominaram as ruas das duas cidades gaúchas

churrascoE depois do desfile de motos, um típico churrasco dos pampas com costela de ripa

sombraApesar da chuva, na quinta 1º de maio, o bom tempo ajudou a festa nos outros dias

HD_RSNo domingo, era hora de voltar do Rio Grande: um grupo de 200 motos foi até Curitiba