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No Instagram, Honda revela versão Barracuda da CB 1000R para o Brasil
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cb1000r_barracuda1Vendida como edição limitada na Itália, versão Barracuda tem grafismo e acabamento diferenciados

No mesmo dia em que anunciou a chegada da família CB 650 ao Brasil, a Honda mostrou em sua conta oficial no Instagram (@hondamotosbr) uma nova versão da CB 1000R, chamada de Barracuda. A legenda da foto descrevia a CB 1000R Barracuda como uma “Extreme Street Fighter com toque italiano”, já que o modelo é inspirado na edição limitada Barracuda vendida, até então, apenas na Itália. Como diferencial, a Barracuda “italiana” tinha novo grafismo, rodas diferenciadas, manetes, punhos, espelho retrovisor e setas com acabamento mais nobre, além de vir com o sistema de freios C-ABS de série. Nenhuma modificação mecânica, nem no motor e nem nas suspensões.

cb1000r_barracuda2Piscas menores em LED, guidão dourado, manetes e espelhos retrovisores distintos são novidades da Barracuda na Itália

Porém, o modelo mostrado pela Honda no Brasil trazia apenas os grafismos novos e os freios C-ABS de série. As especificações mecânicas também não devem mudar. Tudo indica que a CB 1000R Barracuda seja o modelo top de linha da naked de 1.000cc no Brasil em 2015, enquanto a versão básica deverá ter uma redução no preço para atrair os motociclistas que ficaram “órfãos” da esportividade da CB 600F Hornet, agora aposentada. E aí, o que você achou? Ia comprar uma Hornet e agora vai gastar mais para pegar a CB 1000R? Deixe sua opinião nos comentários. (Arthur Caldeira)

barracuda_instagramCB 1000R Barracuda mostrada no Instagram da Honda no Brasil não traz todos os detalhes da versão italiana


Salão de Colônia 2014 recebe campeonato de customização
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VENCEDORA_FREESTYLEA Medazza Rondine venceu na categoria Freestyle do AMD Championship no ano passado 

Ao que parece, os organizadores do AMD Championship, campeonato mundial de customização (o qual nós falamos aqui), gostaram da experiência de realizar a competição fora dos Estados Unidos.  Pela segunda vez,  o torneio, realizado durante o encontro de Sturgis, no Estado norte-americano da Dakota do Sul, será sediado na Alemanha. Entretanto, neste ano, o evento será uma das atrações do Intermot, o Salão de Colônia, que irá acontecer entre os dias 1 e 5 de outubro de 2014, na cidade alemã.

Entre as categorias de participação, continuam a Freestyle, a de Harley-Davidsons modificadas, outra que premia o desempenho e modificação Retrô, com motores datados de antes de 1984. A novidade fica por conta da categoria Café Racers, criada em consideração à tendência recente das customizadoras em homenagear o estilo que fez sucesso nas décadas de 1950 e 1960.  Podem participar do AMD projetos de amadores e profissionais da cena custom e os vencedores deste ano serão anunciados no último dia de Intermot. A lista de vencedores dos últimos anos, o regulamento do concurso e alguns já inscritos para esse ano podem ser vistos no site do evento. (por Carlos Bazela)


Yamaha Pure Sports: o renascer de uma era
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409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_01A XV 950 Pure Sports (esq.), construída pelos italianos da LowRide, tem inspiração na semi-carenada Yamaha FZ 750 de 1985 (dir.)

A década de 1980 ainda exerce fascínio em muita gente. Entre os customizadores de motos essa nostalgia oitentista também existe. E eles estão dispostos a fazer mais do que voltar a usar roupas coloridas berrantes e a fazer permanente no cabelo. No caso dos italianos da LowRide, publicação local especializada no assunto, isso inclui transformar a custom Yamaha XV 950 Bolt em uma genuína esportiva dos anos 1980. Mais precisamente, em um modelo inspirado na semi-carenada FZ 750 de 1985.

Batizada de XV 950 Pure Sports, a moto manteve a maioria das partes originais da Bolt, como o motor, chassi, suspensões, a parte elétrica e até o tanque. Mais do que uma opção, manter o projeto com baixo custo e realizar alterações relativamente reversíveis era uma das metas dos idealizadores. Para conciliar isso tudo, a concepção visual da Pure Sports foi feita por Oberdan Bezzi, designer italiano famoso por criar renderizações com um olhar atual para modelos descontinuados ou versões diferentes de outros que ainda existem.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_10A XV 950 Pure Sports manteve motor, chassi e suspensões do modelo custom que é baseada, mas ganhou novo sistema de exaustão da marca HP Corse

“Entre os modelos mais emblemáticos da Yamaha, nos identificamos com a lendária FZ 750, uma moto que representa toda uma era. Todo mundo pode citar qual é seu ideal para uma esportiva de rua. Esse é o nosso”, comenta o líder do projeto, Danilo Secli.

Esportiva inspiradora

Na dianteira, a moto recebeu a semi-carenagem frontal que a caracteriza, mas respeitando o contorno do farol redondo original e o guidão foi trocado para garantir uma posição de pilotagem mais esportiva. Na parte traseira, a nova rabeta imita o design da FZ 750 e traz um assento 120 mm mais alto do que os 675 mm originais. Outra sacada é o banco bipartido e em dois formatos com cores distintas para dar a impressão de que a Garupa não existe e estamos olhando para uma moto monoposto. O spoiler que protege o motor completa o visual oitentista.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_07Baseada na custom XV 950 Bolt da Yamaha, a moto recebeu semi-carenagem frontal para ficar ainda mais parecida com as esportivas

A opção de manter a maior parte de itens originais da Bolt na Pure Sports tem um motivo: mantê-la divertida de pilotar. “Nós realmente gostamos dessas interpretações radicais que vemos outros fazerem, mas nós queríamos algo que fizesse mais do que causar uma impressão sensacional. A nossa ‘criatura’ foi feita não somente para aparecer em eventos de customização, como permitir ao piloto uma viagem com passageiro”, explica, Danilo Secli.

A custom da Yamaha é equipada com motor de dois cilindros em “V” de 942 cm³ capaz de gerar até 54 cv de potência máxima a 6.000 rpm e o considerável torque de 7,84 kgf.m obtidos já nos 3.000 giros. A segurança dos freios ABS, presente no modelo europeu, também foi mantida.

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_14Segundo Danilo Secli, líder do projeto, manter as peças originais da XV 950 Bolt no novo modelo deixou-a ainda mais divertida de se pilotar

De acordo com Secli, o projeto também quer inspirar outras criações. “Nosso approach era sugerir ideias que possam realmente ser replicadas sem precisar de muito esforço. Esperamos que a XV 950 Pure Sports possa inspirar as pessoas da cena da customização de motos a tentar novas alternativas”, comenta o líder do projeto.

Feita no quintal

A XV 950 Pure Sports faz parte do projeto Yard Built, que, em uma tradução livre, significa “feita no quintal”. A proposta é uma ideia que partiu da própria Yamaha e conta com o apoio de customizadores do mundo todo, que criaram suas interpretações para os modelos da marca. Segundo a Casa de Iwata, os modelos servem de inspiração para motociclistas transformar suas motos em máquinas únicas, que refletem sua personalidade. E você? Também se animou em criar a sua? (Por Carlos Bazela)

409SHOWBIKE_YAMAHA_PURE_SPORTS_05A XV 950 Pure Sports faz parte do projeto “Yard Build”, ideia que partiu da própria Yamaha

 


30 dias com a Iron 883: sobra estilo, falta praticidade
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abre_ironJá rodamos 1.126 km com a estilosa H-D Iron 883

Embora seja um dos modelos de entrada da Harley-Davidson, sou fã do estilo simples da Sportster 883. Ainda mais da versão Iron, simplista, básica, sem muitos cromados ou adereços. A traseira é bem “clean”, sem banco para a garupa, e com os piscas trazendo a lanterna integrada.

Apesar dessa proposta “crua”, a H-D Iron 883 2014 ganhou alguns itens novos, como o sistema de freio ABS e o H-D® Smart Security System, um sistema de segurança, instalado na fábrica, que faz o bloqueio automático hands-free. Ele ativa e desativa as funções de segurança da motocicleta, conforme você se aproxima ou se afasta da moto. Ou seja, não é preciso colocar a chave na ignição (que não há), basta chegar perto da moto com o chaveiro no bolso e dar partida. Uma maneira prática e segura, já que sem o chaveiro a moto ativa o alarme e não funciona.

painel_ironTela digital tem hodômetros, relógio e indicador de marchas e rpm

Outro item bacana é a pequena tela digital que fica logo abaixo do velocímetro analógico no mostrador. Além de hodômetro total e dois parciais, traz relógio e ainda pode mostras a marcha engatada e a rotação do motor. Ver as horas é útil, mas sempre deixo no “Gear/RPM”, assim consigo perceber que em quarta marcha e a 1.300 giros, o V2 da Iron 883 já tem torque para rodar com tranquilidade, curtindo, no melhor estilo “easy rider”.

Outro lado
Mas, como tudo na vida, o visual básico da Iron 883 tem seu lado negativo. O banco solo é “estiloso”, sem dúvida. Mas e se você precisar dar carona a alguém? E se sua namorada quiser ir dar um passeio com você? Ao menos que você invista em acessórios, não será possível levá-la para passear. Outro incômodo do assento solo é ter de sempre levar uma mochila, afinal não dá para amarrar nada no para-lama traseiro.

traseiraironTraseira clean é estilosa, porém pouco prática

De acordo com a Harley-Davidson no Brasil, o acessório mais comumente instalado pelos proprietários de Iron 883 é um assento para ser acoplado ao banco original, que possibilita a remoção para quando o piloto for rodar sozinho. Seu preço é de R$ 665. Há seis opções de assentos duplos para a linha Sportster com visuais e propostas diferentes, com preços que variam entre R$ 1.190 e R$ 1.630. Também seria necessário instalar pedaleiras para a garupa, que não vêm na moto e custam a partir de R$ 589.

Eu, por exemplo, que utilizo a moto diariamente, também investiria em uma grelha ou bagageiro para amarrar alguma tralha mais pesada ou até mesmo para encarar uma viagem. Odeio viajar com mochila nas costas e com a Iron 883 original, isso se faz necessário.

bancoduploHá seis opções de bancos duplos para a linha Sportster – é necessário instalar também as pedaleiras

Eu sei, o banco da garupa e um bagageiro são uma afronta ao estilo minimalista da Iron. Mas, nesse caso, na minha visão, a praticidade supera a estética. E aprendi isso ao longo da minha vida de motociclista. Durante muito tempo me neguei a usar um bauleto na minha moto, em geral do estilo trail (ao menos as duas últimas eram). Sempre achei que acabava com o visual da moto e parecia que estava a fazer entregas. Tanto que quando decidi instalar um baú, procurei algum que fosse fácil de remover. Assim, pensava eu, só o utilizaria quando fosse realmente necessário. “Nem se preocupe com isso, quando você instalar não vai tirar nunca mais”, me disse o vendedor de uma loja de acessórios no centro de São Paulo. Dito e feito: desde que comecei a ter um bauleto na moto, nunca mais o removi e abandonei de vez a mochila. Ou melhor, uso a mochila, mas a guardo no bauleto.

Por isso, se essa Iron 883 fosse a minha moto, dois acessórios nos quais investiria antes de sair da concessionária seriam o banco para a garupa e um bagageiro – acho que, no caso desta Harley, um bauleto seria demais. Outra opção “menos feia” do que o bagageiro são os alforges laterais em couro originais da marca. São mais estilosos, porém bastante caros: saem por R$ 5.525. Pode-se sempre procurar boas opções de alforges no mercado de reposição, que devem ser mais baratos.

Alforjes de couroAlforges de couro originais também são úteis para quem usa a moto no dia-a-dia

acessorioNão faltam acessórios para deixar a Iron 883 com a sua cara

Personalização
Aliás, acredito que é daí que vem aquele ditado: “não existe uma Harley igual à outra”. Pesquisando os bancos disponíveis, deparei-me com um calhamaço de quase 800 páginas só de acessórios originais para as motos Harley-Davidson – 50 delas só com acessórios para a linha Sportster. Um paraíso para quem pensa em personalizar a sua moto de acordo com seu estilo e/ou necessidade.
De tampas do motor com caveiras, passando por filtros de ar esportivos, velocímetros digitais e chegando até um útil, mas anti-estético, parabrisa. Sem falar nos diversos fabricantes que produzem acessórios para motos Harley de olho nessa vocação da marca: personalização para adaptar a moto ao seu estilo. Nem que para isso seja necessário sacrificar o estilo da moto, nesse caso, o estilo minimalista da Iron. (Por Arthur Caldeira)

 


30 dias: Iron 883, ágil para uma Harley
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Iron883_curvaPedaleiras da Iron são altas e não raspam tanto no chão como em outras motos da marca

Há cerca de três anos não pilotava a Harley-Davidson Iron 883. Logo que montei na moto o que chamou atenção foram as formas esguias do modelo. Claro, é a menor e mais leve entre as Harley – pesa 255 kg em ordem de marcha e tem 2,25 metros de comprimento. Veja bem, não é uma moto leve, mas é leve para uma Harley.

Compartilha o mesmo chassi estreito de outras Sportster – herdado das motos de dirt-track – e por isso demonstra certa agilidade. Em função da distância entre-eixos mais curta que em modelos da linha Dyna ou Softail, a Iron é ágil para uma Harley. As pedaleiras são altas, o que evita que raspem no chão nas curvas. Mas o raio de esterço é reduzido e fazer um círculo com a Iron exige espaço e habilidade. Isso também prejudica a mudança de direção em baixa velocidade – mudar de uma faixa de rolamento para outra no trânsito travado pode exigir uma manobra, por exemplo. Porém, rodar no corredor com a Iron 883 é uma tarefa mais fácil do que em outras H-Ds.

O banco a apenas 73,5 cm do solo e o guidão drag-bar fazem com que o piloto fique na posição “sentado” na moto com os braços um pouco esticados. As pedaleiras, altas e recuadas, contribuem para isso. O espaço é bom para pilotos baixos e também acomoda bem os mais altos. De início é estranho não encostar as pernas no tanque da moto, diferente de outras Harley e de outras motos também. Apenas o joelho direito toca a tampa do filtro de ar. Depois das duas primeiras semanas (dos 30 dias) com a Iron 883, já me acostumei.

Iron gosta de asfalto bom

Iron883_paradaIron 883 tem chassi esguio: pesa 225 kg pronta pra rodar e tem 2,255 metros de comprimento

A posição de pilotagem é confortável para viagens curtas, embora para minha estatura (1,71 m), o ideal seria recuar o guidão em alguns milímetros, pois tenho que me curvar um pouco. Na estrada, a falta de proteção aerodinâmica também torna difícil rodar acima de 120 km/h. O banco único, embora estiloso, não é dos mais macios e o piloto “sentado” também sente bastante o impacto das imperfeições do asfalto em uma cidade esburacada como São Paulo. Os dois amortecedores transferem o impacto diretamente à coluna do piloto.

O motor nem vibra tanto, mas acelerar demais em uma via cheia de remendos é desconfortável e pode até causar prejuízo. Logo na primeira semana, uma das braçadeiras do escapamento rompeu-se. De acordo com a Harley, a peça não está na garantia, pois se romperia somente no caso de uma pancada. Mas, de acordo, com o funcionário da concessionária que nos atendeu excesso de aperto ou defeito da peça também poderia gerar esse problema. A solução foi simples, mas o trabalho demorado já que era preciso esperar o cano do escapamento esfriar. O custo da peça com mão-de-obra foi de R$ 83,78.

Em uma estrada boa o conjunto transmite confiança ao piloto e a Iron tem bom desempenho em curvas – apenas nas mais inclinadas as pedaleiras pegavam no chão – segundo a marca, o limite de inclinação é de 29° para a direita e 30° para a esquerda. É possível se divertir com a Iron em um estrada sinuosa, desde que seja sozinho. Mas isso já é assunto pro próximo post. É isso. (por Arthur Caldeira)


Norte-americano cria Indian “dual sport” para passeio centenário
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Elnora_1Batizada de Elnora, a moto é projeto de Robert Pandya, gerente de relações exteriores da marca norte-americana

Uma Indian feita para andar na terra que vai muito além de uma customização. Essa é a Elnora, projeto idealizado por Robert Pandya, gerente de relações exteriores da própria marca norte-americana. Claro que existe uma história por trás disso: Elnora era o nome da esposa de Erwin Baker, um piloto do início do século XX, que ficou conhecido por estabelecer recordes de tempo em provas de que iam de um ponto a outro. Em 1914, Baker conseguiu chegar de San Diego, na Califórnia, até a cidade de Nova Iorque em apenas onze dias pilotando uma Indian, sendo que o recorde anterior era de 20 dias. Por conta disso ele ganhou o apelido de Cannon Ball (Bola de Canhão).

E em 2014, quando o feito completa 100 anos, Robert Pandya resolveu preparar uma moto para percorrer o mesmo caminho de Baker – incluindo as paradas. E como a maioria do trajeto envolve sair do asfalto, nada mais certo do que equipar a moto com suspensões mais altas, pneus de uso misto e simplificar o sistema de escape, substituindo os dois canos por um único e mais alto. A Elnora foi construída sobre uma Indian Chief, com motor V2 de 1.819 cm³.

Elnora_3O modelo foi feito com base em uma Indian Chief e usa um motor V2 de 1.819 cm³

Sobre a Elnora, Pandya revelou que a maioria das modificações foram feitas para remover peças. “Tiramos o para-brisa, faróis extras, as saias dos paralamas e as malas laterais”. O look envelhecido com aparência de arranhado foi outro toque dado pelo gerente da Indian. “Atacamos as partes cromadas com uma bucha e uma lixa de grau 80″.  A Cannon Ball Centenial Ride começou no dia 3 de maio passado, como aconteceu em 1914, e tanto Robert Pandya como outros motociclistas devem chegar a Manhattan no dia 14 de maio. (por Carlos Bazela)

Elnora_4O escape alto foi uma das alterações feitas para que a moto encarasse trechos fora do asfalto Elnora_2A aventura da qual participam Pandya e sua Elnora está prevista para terminar em 14 de maio


Harleiros se encontram em Gramado
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Quando fui convidado para cobrir o National HOG Rally (o encontro do Harley Owners Group, os proprietários de Harley) para a revista “Top Magazine” nem hesitei ao escolher como iria à Gramado (RS), palco da festa deste ano. As duas opções eram ir de avião ou pegar a nova H-D Street Glide e me juntar ao Chapter da concessionária Autostar de São Paulo. Já estava logo de equipamento pronto para pegar a estrada de moto. Afinal, que graça teria ir a um encontro de motociclistas, digo de harleiros, se não fosse de Harley? Nada melhor para entrar no espírito…

painelPreferi ir ao National HOG Rally em Gramado acelerando a nova Street Glide e ouvindo a boa música  do meu smartphone, conectado por Bluetooth

Com novo sistema de entretenimento, que permite ouvir músicas de um pendrive ou ainda sincronizar por Bluetooth o smartphone, a Street Glide ainda não tem o motor com refrigeração líquida, mas o Twin Cam 103 está mais torcudo e potente. Sem falar que a geometria e a ergonomia da Street Glide foram redesenhadas no projeto Rushmore.

Porém, comparada com a grandona Ultra Limited, a Street Glide leva menos bagagem. Portanto, tinha que acomodar minhas coisas para os quatro dias em Gramado nas duas malas laterais do modelo. Para piorar, havia previsão de chuva para o segundo dia de viagem – o grupo que eu acompanharia faria um pernoite em Lages (SC) e, no dia seguinte, iria até o destino final. Resultado, não coube meu equipamento fotográfico. Como teria o respaldo de uma equipe de fotografia da organização para a matéria na revista, resolvi cobrir o encontro do HOG aqui pro blog da INFOMOTO com meu smartphone. Para dar um toque “artístico” à cobertura, apliquei filtros do popular aplicativo Instagram. O resultado vocês conferem abaixo. Espero que curtam… (texto e fotos: Arthur Caldeira)

br116Parada para abastecimento na BR-116: com máxima de 110 km/h o consumo médio da Street Glide foi de 20 km/l

hotelForam 800 km até Lages e depois mais 300 km até Gramado (debaixo de chuva) em um grupo de cerca de 60 motos

hd_chopperMaioria do pessoal chegou na quinta, 1º de maio. No receptivo, um típico café colonial à vontade para quem estava com a barriga vazia na estrada

chegadaQuem chegava em Gramado aproveitava para tirar fotos com os amigos

cafeCerca de 700 harleiros de todo Brasil – Fortaleza, Campo Grande, Brasília, Rio, São Paulo, etc. – foram à Gramado

detalheHD2Lema dos motociclistas estradeiros 

detalheHD Não há uma Harley igual à outra

rotasNa sexta, 2 de maio, houve rotas guiadas pelas belas estradas da Serra Gaúcha

rockRock’n’roll foi a trilha sonora oficial do HOG: havia shows o dia inteiro

desfile1No sábado, foi dia da tradicional “Parade“, com desfile de motos pelas ruas de Gramado e CanelagaleraFoto oficial do evento em frente à famosa catedral de Pedra em Canela

 

paradeAs 700 motos, eu incluso, dominaram as ruas das duas cidades gaúchas

churrascoE depois do desfile de motos, um típico churrasco dos pampas com costela de ripa

sombraApesar da chuva, na quinta 1º de maio, o bom tempo ajudou a festa nos outros dias

HD_RSNo domingo, era hora de voltar do Rio Grande: um grupo de 200 motos foi até Curitiba

 


Ex-designer da Aston Martin cria sua primeira moto
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VIKING_01A custom Viking foi criada pelo dinamarquês Henrik Fisker

Lembra dos dinamarqueses da Lauge Jensen? Eles anunciaram recentemente um novo modelo. Calma, não é outra moto de ouro (pelo menos por enquanto), mas sim a Viking, uma custom de linhas sofisticadas e design elegante. Também, pudera. O responsável pelo desenho da nova moto é Henrik Fisker, designer que tem em seu currículo máquinas como o BMW Z8 Roadster e o Aston Martin DB9, sendo que nesta última marca, Fisker chegou a ocupar a cadeira de diretor de design.

Batizada de Viking, a moto é equipada com um propulsor de dois cilindros em “V” a 45º cuja capacidade cúbica não foi revelada. Entretanto, a marca afirma que o motor é capaz de gerar 100 cv de potência máxima. A moto pesa 299 kg a seco e, segundo a Lauge Jensen será produzida em larga escala e a um preço menor do que os 42 mil euros cobrados pelo modelo Great Dane, outro modelo de série da marca dinamarquesa.

VIKING_02O modelo será produzido em série e vendido por menos de 42 mil euros

A Viking é a primeira moto criada por Henrik Fisker, que também teve sua própria marca, a Fisker Automotive, responsável pelo sedan esportivo híbrido Fisker Karma, apresentado em 2011. Infelizmente para o designer, a empresa não conseguiu se manter e foi à falência no ano passado. Sobre o novo projeto, o dinamarquês se mostra entusiasmado. “Desenhar e criar uma motocicleta tem sido um sonho para mim há muitos anos e pela primeira vez eu tenho a liberdade de fazer isso”.

Anders Kirk Johansen, dono da Lauge Jensen também está satisfeito com seu novo parceiro. “É ótimo ter Henrik, um dos maiores designers de veículos do mundo e um compatriota dinamarquês trabalhando em parceria conosco. Eu estou ansioso para produzir a Viking para um mercado maior”. Lembrando sempre que “público maior” não significa que ela seja necessariamente acessível. (por Carlos Bazela)


Dinamarqueses vendem moto de R$ 2 milhões
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Goldfinger1Batizada de Goldfinger, a moto foi vendida por 850 mil dólares

Recentemente, a dinamarquesa Lauge Jensen provou que a ostentação em duas rodas está em outro nível ao anunciar a venda da Goldfinger, sua moto com peças banhadas a ouro, por 850 mil dólares – equivalente a quase R$ 2 milhões. Além do nome, alusivo ao clássico inimigo do agente secreto James Bond, o obcecado Auric Goldfinger, a moto é banhada em ouro 24 quilates e recoberta por 250 pequenos diamantes. Outras 850 pequenas peças também foram banhados a ouro a mão e o assento revestido em couro de crocodilo. Depois de ficar pronta, no ano passado, a moto passou a marcar presença em eventos realizados em Monaco e Dubai para atrair interessados. A marca não divulgou o nome ou a nacionalidade do comprador.

Goldfinger_2Mais de 850 pequenas peças da moto foram banhados a ouro uma a uma

A Lauge Jensen faz motos personalizadas de estilo custom para clientes de altíssimo poder aquisitivo e oferece ao comprador tanto um cardápio de peças já prontas, como a possibilidade de desenvolver o visual da moto ao lado da equipe de design da marca. Segundo Uffe Lauge Jensen, fundador da empresa, o próximo passo é fazer uma motocicleta para bater a marca de 1 milhão de dólares. E, para isso, eles apostarão em uma verdadeira joia em duas rodas. “Vai ter um monte de pedras e diamantes. Estamos falando de algo bárbaro”, disse ele. Entretanto, alguém já fez uma moto custom no valor de 1 milhão de dólares e nós falamos a respeito aqui. (por Carlos Bazela)


Yamaha TCross: a off-road que já foi scooter
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POST_TCROSS_1Você pode não acreditar, mas essa off-road foi construída sobre a base do TMax 530

Quando se olha para a Yamaha TCross, fica difícil acreditar que essa agressiva off-road já vestiu o corpo do maxi scooter TMax, modelo de grande sucesso na Europa e que também está à venda no Brasil. Mostrada em novembro passado durante o Salão de Milão, na Itália, a moto foi criada por uma equipe de customizadores a pedido da própria fabricante. Os profissionais foram reunidos em parceria com a revista italiana Riders para mostrar a que ponto uma customização pode transformar um modelo em outro completamente diferente.

E, por diferente, entenda fazer um cruzamento entre um maxi scooter citadino e uma moto desenvolvida para oferecer máximo desempenho sobre terrenos acidentados, no caso a YZ 450F. O grande desafio era, portanto, desenvolver um modelo que reunisse o melhor dos dois mundos, para o qual o TMax contribuiu fornecendo principalmente o propulsor de dois cilindros paralelos de 530 cc capaz de gerar até 46,5 cv a 6.750 rpm.

POST_TCROSS_3A TCross foi criada por uma equipe de customizadores italianos

No primeiro momento, a ideia parece desaguar em alguma espécie de Frankenstein de duas rodas, mas o resultado final surpreende. No visual, a TCross puxou à “mãe”. As linhas presentes nas laterais da moto, o assento e a rabeta vêm da YZ 450F. Já o motor – devidamente assegurado por um protetor metálico – e o câmbio CVT são os traços herdados do T-Max. Há ainda algumas características encontradas na nossa XTZ 250 Lander, por exemplo, como o paralama dianteiro e a pequena carenagem triangular, que molda o farol e pode ser removida para exaltar o aspecto off-road.

Com a mão na massa
“Apenas o motor e o chassi foram mantidos”, disse Riccardo Girardelli, coordenador técnico do projeto. Segundo ele, a primeira etapa para criar a moto foi remover as partes desnecessárias para a “nova vida” do TMax. Desta forma, o escudo frontal com os faróis, todas as partes plásticas, o assento e o tanque de combustível foram descartados.

Eliminado o excedente, era hora de, literalmente, encaixar a base do TMax, no corpo da YZ 450F e o primeiro problema foram as suspensões. De acordo com Girardelli, a balança traseira, feita para rodas de 15 polegadas, era muito curta para suportar as de 17’’ e foi prolongada em 20 mm. O conjunto dianteiro, por sua vez, recebeu o garfo dianteiro com 250 mm de curso do modelo trail, porém teve o ângulo de cáster reduzido em 6 graus em relação ao TMax convencional. Juntas feitas sob medida também foram empregadas para segurar a roda de 19’’.

POST_TCROSS_2É possível ver o motor e o câmbio CVT do TMax incorporados na moto 

Para suportar o tanque e o assento, a equipe construiu um subquadro, feito com partes do chassi off-road da YZ 450F. No geral, a moto é mais baixa do que a off-road da Yamaha, com 900 mm de altura do assento – a YZ tem 999 mm – e mais leve do que o TMax, uma vez que pesa 164 kg sem o combustível, enquanto o maxi scooter aponta na balança 204 kg a seco.

Após finalizar o projeto, o desafio era fazer o TCross funcionar. “Optamos por colocar apenas um botão liga/desliga, como nas motos de enduro. Não há chaves”, comentou Riccardo Girardelli. O chefe do projeto complementa ainda dizendo que ouvir o ronco do motor compensou o trabalho. “Tudo está trabalhando fantasticamente e cada componente funcionou com perfeição”, comenta.

Hipermodificada
A TCross é mais um capítulo do projeto Hyper Modified, no qual a Yamaha convida equipes de customizadores a trazer suas visões singulares para os modelos da marca. Em edições anteriores, o desafio teve como modelo base a power cruiser V-Max e o próprio maxi scooter TMax, que havia sido “cobaia” no ano passado. Entre os participantes já figuraram estrelas do mundo da customização, como Marcus Walz, Roland Sands e Ludovic Lazareth e suas criações foram expostas nas últimas edições do Salão de Milão. A TCross, entretanto, é o projeto mais ousado mostrado até o momento. Desafio superado, portanto. (por Carlos Bazela)

POST_TCROSS_5A balança foi alongada em 20 mm para segurar a roda de 17″

POST_TCROSS_4No visual, a moto puxou à mãe: as linhas da carenagem são da YZ 450F

POST_TCROSS_6Valente, a TCross não se intimida com a ausência de asfalto