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BMW Path 22: uma scrambler para ir à praia
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465SHOWBIKE_BMW_PATH22_2Conceito da marca alemã transformou a NineT em uma scrambler

Indicada pelo número 22, a trilha que leva a um dos melhores picos de surf da costa Atlântica no sudoeste da França serviu de inspiração para uma nova moto conceito da BMW. A “Path 22” (caminho 22) é uma releitura das motos scrambler baseada na nineT. Mostrada na quarta edição do festival “Wheels & Waves”, realizado na cidade francesa de Biarritz entre 11 e 14 de junho, a moto conceito mistura a cultura praiana à efervescente cena de motos customizadas na Europa.

“Com a nossa interpretação de uma moto scrambler, queríamos mostrar a mistura de pessoas e culturas encontradas no festival. A BMW Concept Path 22 captura o lifestyle das pessoas que fazem o ‘Wheel & Waves’ tão especial”, declarou Edgar Heinrich, diretor de design da BMW Motorrad. Para construir a moto conceito, a marca uniu-se ao Moto Clube Southsiders, que organiza o festival, ao artista gráfico Ornamental Conifer e ao fabricante de pranchas de surf Mason Dyer.

A moto

465SHOWBIKE_BMW_PATH22_1Path 22 traz suporte para duas pranchas e pneus de cravo para rodar na areia

Feita com base na naked nineT, no coração da Path 22 bate um motor boxer, com refrigeração a ar, e transmissão final por eixo-cardã – o tradicional conjunto motriz utilizado nas motos BMW. O monobraço traseiro deixa à mostra uma nova roda de liga-leve com cinco raios, construída pela fábrica especialmente para o modelo.

O que restou da nineT, como o clássico farol circular, o tanque de combustível e o pequeno assento são bastante realistas e funcionais. Ou seja, funcionam de fato e confirmam as suspeitas de que o modelo dá indícios de como seria um nineT scrambler fabricada pela BMW.

Afinal, a Path 22 traz os elementos básicos das motos desse estilo. Pneus de cravo, roda larga na dianteira, suspensões com curso aumentado e um escapamento elevado, mostrando que o modelo pode rodar com desenvoltura por estradas de terra ou pela areia das praias.

As peças rústicas das scrambler, como o a grade no farol e os pneus de cravo, contrastam com o acabamento refinado do banco costurado em couro e as inserções no mesmo material no guidão, que traz pequenas setas embutidas na extremidade. Mas o que dá um toque praiano à roupagem são os elementos gráficos do Ornamental Conifer, nome artístico de Nico Sclater. Com uma tipografia característica e diversos ícones, Sclater decorou o farol, para-lamas e a rabeta da Path 22.

As pranchas

465SHOWBIKE_BMW_PATH22_6Suporte pode ser recolhido ou desmontado

Mas, sem dúvida, a característica mais peculiar do conceito Path 22 é o suporte para pranchas no lado direito da moto. Também desenvolvido pela própria BMW Motorrad, é feito em alumínio e couro e pode ser adaptado a pranchas de diversos tamanhos. Quando não estiver sendo utilizado permite ser recolhido ou facilmente desmontado.

As pranchas mostradas juntamente com a Path 22 foram criadas pelo shaper Mason Dyer. Famoso por suas pranchas de inspiração nos anos 1950 e 1960, Dyer tem uma oficina com seu sobrenome em San Diego, na Califórnia (EUA). Para combinar com o estilo retro-moderno, que está na moda atualmente, Dyer criou uma longboard (2,84 m ou 9’4) das antigas e uma moderna shortboard (2,03 m ou 6’8) para agradar aos surfistas mais jovens.

Se a ideia era capturar o espírito do festival “Wheels & Waves” (rodas e ondas), a BMW Path 22 faz isso muito bem. Mistura surf, moto e arte em uma simpática scrambler. (por Arthur Caldeira)

465SHOWBIKE_BMW_PATH22_5Pranchas foram feitas pelo shaper Mason Dyer de San diego, Califórnia

 

“Rodas e ondas”

affiche 2015

Em sua quarta edição, o Festival “Wheels & Waves” (rodas e ondas, literalmente) aproveita a atmosfera de Biarritz, badalado balneário na costa atlântica da França, para celebrar a paixão dos motociclistas da região pelo surf e vice-versa. Realizado entre 11 e 14 de junho, o festival reúne motos customizadas, um campeonato de surf e uma corrida de motos clássicas.

 


Fábricas apostam em customização para atrair novos clientes
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462MOTOMERCADO_CUSTOMIZADAS_12A crescente cena de motos customizadas na Europa atrai a atenção de fabricantes tradicionais e de milhares de motociclistas que buscam o prazer de pilotar belas motos e encontrar os amigos

Customizar motocicletas não é nenhuma novidade. Pelo contrário. Desde as primeiras décadas do século passado, motociclistas fazem alterações em suas motos pelos mais variados motivos. Seja na preparação do motor para melhorar o desempenho, equipar a moto para uma longa viagem e até mesmo deixá-la com a sua cara, motociclistas do mundo todo fazem isso desde sempre. A novidade agora é que as fábricas estão aderindo à customização para divulgar seus produtos e atrair novos clientes.

Com exceção de marcas como Harley-Davidson e Triumph, a maioria dos fabricantes enxergava as motos customizadas como concorrentes de seus modelos de série. Mas isso mudou. A tendência do varejo mundial aponta para a personalização, pois os consumidores querem deixar os produtos com a sua cara, sua personalidade. E as maiores marcas de motos do mundo seguem essa onda.

462MOTOMERCADO_CUSTOMIZADAS_2Yamaha mostrou modelos do seu projeto Yard Built no Bike Shed em Paris e também em Londres

Prova dessa nova “moda” entre as montadoras são alguns lançamentos recentes. A Yamaha entrou nessa onda há cerca de três anos com o programa “Yard Built” (construída no quintal). Criado em parceria com famosas oficinas de customização, o projeto demonstra as inúmeras possibilidades de personalização de modelos como a custom XV 950 Bolt, a naked SR 400 ou, mais recentemente, a revisitada XJR 1300.

No ano passado, a Ducati “relançou” a Scrambler, modelo de sucesso nos anos de 1970. Além de ser promovida como um estilo de vida e de expressão, a Scrambler nasceu em quatro versões nas quais muda basicamente o “estilo” da moto. O modelo também tem sido alvo de diversas customizações realizadas a pedido da própria fábrica.

Dos barracões para o mainstream

462MOTOMERCADO_CUSTOMIZADAS_13Evento deste ano, realizado em 23 e 24 de maio nas docas de Londres reuniu mais de 160 motos

No último final de semana (23 e 24 de maio) em Londres, Inglaterra, o evento “Bike Shed” foi a vitrine dessa crescente cena de motos customizadas na Europa. Em sua terceira edição, o “Bike Shed” (algo como barracão das motos, em tradução livre) foi criado pelo holandês Anthony Van Someren e, como o próprio nome dá a entender, tem como objetivo reunir as motos criadas em barracões e oficinas por seus proprietários. “Queremos mostras motos de qualidade feita por customizadores famosos e construtores artesanais. Tentamos evitar o que os franceses chamam de ‘déjà vu’. Muitas das motos foram vistas pela primeira vez no evento”, afirmou Van Someren.

Com o gosto pela personalização atingindo também as fábricas, o Bike Shed ganhou o patrocínio da Triumph em 2014. “A cena de motos customizadas no Reino Unido cresce a cada ano. É uma forma inclusiva de entrar no motociclismo. Atrai tanto novos como experientes motociclistas, além de chamar a atenção daqueles que abandonaram as duas rodas há algum tempo”, declarou Rick Cawley, diretor geral da Triumph no Reino Unido e na Irlanda.

Com o apoio da fábrica inglesa, o evento atravessou o Canal da Mancha para ter uma edição na capital francesa, realizada no Carreau Du Temple em 11 e 12 de abril passado com mais de 120 motos expostas. Assim como na capital francesa, Yamaha, Ducati e a própria Triumph garantiram espaços cativos no evento londrino mostrando suas motos customizadas.

462MOTOMERCADO_CUSTOMIZADAS_14Além de motos customizadas, Bike Shed reúne arte, moda e lifestyle inspirado na cena custom

A Ducati se uniu a seis customizadores – quatro ingleses e dois italianos – para mostrar as diferentes possibilidades que a Scrambler oferece. A Yamaha no espaço Yard Built apresentou mais uma XJR 1300 customizada e uma interessante XV 950. A Triumph mostrou inúmeras versões da Bonneville. Uma delas, a BIT1, foi construída para divulgar sua nova linha de equipamentos criada com a renomada marca inglesa Barbour – fabricante da famosa jaqueta imortalizada por Steve McQueen.

Mesmo com o apoio das fábricas e a cobertura da mídia, a cena custom europeia tem se mantido fiel às origens. O oposto do que era feito por programas como American Chopper e suas milionárias motos customizadas. Grande parte das motos expostas no Bike Shed 2014 em Londres era releituras de modelos clássicos, cheias de estilo com inspiração nas motos dos anos de 1970 e 80. “Vivemos uma época de grande entusiasmo na indústria de motos. Queremos encorajar pilotos maduros, famílias e possíveis motociclistas a fazerem parte e sentirem-se parte da nova cena motociclística”, resumiu o holandês Van Someren.

Customizadas por encomenda
Conheça as motos customizadas a pedido das fábricas e expostas no Bike Shed 2015, realizado em Londres, nos dias 23 e 24 de maio.

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Ducati SC-Rumble – Para homenagear a colaboração técnica entre a Ducati e a Pirelli, que fabrica os pneus MT 60 RS equipados na Scrambler, o modelo foi desenhado pela Vibrazioni Art Design, empresa de design italiana. Buscando ressaltar as características off-road da Scrambler, a SC-Rumble traz pneus largos e a reprodução do desenho da banda de rodagem no tanque. Com visual pós-futurista, o modelo fez sua estreia no Bike Shed londrino e agora seguirá, rodando, para a cidade francesa de Biarritz, onde acontecerá o evento “Wheels and Waves” em junho.

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Scrambler by Radikal Chopper – Entre as seis Scramblers customizadas a pedido da Ducati e expostas em Londres, destaque para o modelo feito pelos italianos da Radikal Chopper. Com visual das motos de dirt track, o modelo ressaltou as infinitas possibilidades de personalização que o recém-lançado modelo da marca italiana oferece.

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Yamaha XV 950 Yard Built “Playa Del Rey” – Criada pela empresa Matt Black Custom Designs de Málaga, na Espanha, a Playa del Rey é uma releitura da XV 950 inspirada pelas motos bobber complementada com peças modernas de alto desempenho. Seguindo a filosofia do projeto Yard Built, na qual não se pode serrar ou soldar peças ao quadro da moto, a oficina espanhola construiu uma bela moto que mistura passado e presente e, segundo eles, continua divertida de pilotar. O modelo também fez sua primeira aparição pública no Bike Shed de Londres, no último final de semana.

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Yamaha XJR 1300 Yard Built “CS-06 Dissident” – Para comemorar os 20 anos da naked XJR 1300, a Yamaha chamou os portugueses da oficina “it roCkS!bikes”, famosos por outros modelos customizados da naked. Construíram um modelo na filosofia “plug and play” sem soldar nada no modelo, confirmando que a naked relançada em 2014 foi projetada para ser customizada. O resultado final ficou elegante e lembra as motos de corrida dos anos de 1980.

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Triumph 1 Street Tracker, or BIT1 – é uma Bonneville no estilo flat-track criada pela fábrica inglesa para anunciar a parceria com a também inglesa Barbour, famosa por suas jaquetas. Com um trem dianteiro completamente novo, vindo da Street Triple R, a BIT1 ganhou garfo telescópico invertido. Ganhou ainda assento feito sob medida no melhor estilo flat-track, ou seja, fino e curto. As suspensões traseiras foram trocadas e a injeção eletrônica substituída por carburadores Keihin. (por Arthur Caldeira)


#95: a aventureira definitiva
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459SHOWBIKE_95_3Construída pela fabricante de equipamentos Rev’it, a #95 tem tanque de 45 litros e tração nas duas rodas

Em busca de uma motocicleta que fosse diferente, potente e ao mesmo tempo leve, funcional e confortável para uma aventura definitiva pelo mundo, a renomada fabricante holandesa de equipamentos para motociclistas Rev’it decidiu criar a sua própria moto. Tomando como base uma KTM 950 Super Enduro, a empresa reuniu uma equipe de designers, liderada por Gerbrandt Aarts, o diretor criativo da empresa, para dar vida à #95. Chamada por eles como a aventureira definitiva.

O objetivo era construir uma motocicleta perfeita com base nos muitos anos de pilotagem de toda a equipe. A showbike teria que ser ousada em dose dupla para enfrentar qualquer tipo de terreno; leve, pois esse é um adjetivo importante em uma moto fora de estrada, e confortável para enfrentar muitos e muitos quilômetros de estrada. O modelo base escolhido foi então a KTM 950 Super Enduro, que não é mais fabricada pela marca austríaca.

459SHOWBIKE_95_4Detalhe do kit AWD da Christini que garante tração nas duas rodas

Equipada com o motor LC8 de dois cilindros em “V”, porém em um pacote mais leve que a versão Adventure, a Super Enduro tem potência de sobra: 98 cv original de fábrica que ficaram amis forte com carburadores especiais de cometição. Para torná-la bela, o conceito seguiu a filosofia de “forma se encontra com a função” e criou um tanque maior, feito artesanalmente de alumínio e com capacidade para incríveis 45 litros. A peça seria o elemento distintivo da #95.

Mas o grande diferencial da moto seria mesmo a adoção da tração nas duas rodas. Para isso, a equipe adaptou um kit AWD (all-wheel drive) da americana Christini, que já fabrica essa tecnologia desde 2007.

Visual estilo “Mad Max”

459SHOWBIKE_95_1Pneus TKC80 da Continental e suspensões de longo curso dão o toque ainda mais off-road ao modelo

Foram necessários seis meses de trabalho árduo – o projeto começou em novembro e ficou pronto recentemente, no final de abril – para que a #95, a aventureira definitiva, ficasse pronta. E o resultado foi um design futurista bem ao estilo “Mad Max”, com peças que parecem improvisadas, embora combinem entre si.

O pequeno farol redondo, por exemplo, parece casar com o enorme tanque de alumínio sem pintura e os protetores de mão. O banco e a traseira minimalista deixam as duas ponteiras de escapamento, fabricadas a mão, bem à mostra e ressaltam também o subquadro, pintado em preto. O painel tradicional foi substituído por um Apple Iphone 6 que, com qualquer aplicativo, poderia mostrar a velocidade e a distância percorrida, além de mapas e música.

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Por fim os aros Excel, calçados com pneus Continental Twinduro TKC80 Dual Sport Tires, nas medidas 180/55B17 (T), 120/70B19 (D), conferem a robustez necessária para enfrentar qualquer terreno. De acordo com os criadores, que a pilotaram apenas às escondidas, o grande benefício do sistema de tração 2×2 é poder rodar com segurança na areia e na lama, sem o risco de a pesada frente “afundar”. Uma grande vantagem para quem pretende viajar por locais inóspitos.

Embora os testes com a #95 ainda devam acontecer em breve, o modelo impressiona pelo seu porte e visual aventureiro. Só de olhar, já dá vontade de montar e acelerar rumo ao desconhecido. Você ousaria? (por Arthur Caldeira)

459SHOWBIKE_95_2As duas ponteiras de escape e a traseira minimalista fazem parte do visual estilo “Mad Max” da #95


Triumph customiza Bonneville inspirada em videogame
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Venom-Triumph-Bonneville-Box Bonneville Venom é a moto do personagem Snake em “Metal Gear Solid V”

Durante a London Comic Con, feira de cultura pop realizada no último final de semana na capital inglesa, a Triumph apresentou uma Bonneville T100 customizada. Inspirada na série de jogos “Metal Gear”, a Bonneville Venom foi projetada e construída para celebrar o lançamento do quinto jogo da franquia, “Metal Gear Solid V: The Phantom Pain”.

TriumphVenomCom pintura na cor preta e grafismos inspirados no jogo, Venom está pronta para o combate

Com detalhes exclusivos e grafismos inspirados no vídeo-game, a Venom é uma moto pronta para a missão de “Snake”, um ex-soldado das forças especiais que é o personagem principal da franquia de games. Os espelhos retrovisores, o velocímetro e o conta-giros foram retirados. Os aros foram substituídos para acomodar pneus de uso misto, os TKC80 da Continental. O banco recebeu um novo acabamento de neoprene e Kevlar, inspirado pela roupa de combate de Snake. A clássica naked inglesa ainda recebeu um bagageiro rígido e malas laterais para carregar o armamento de guerra.

Venom-Triumph-Bonneville-VTB1-4Detalhe do farol amarelo JVB Rumbler

Farol amarelo da marca JVB Rumbler, molas externas no garfo e a ausência do para-lama completam o visual agressivo do conjunto dianteiro. Na traseira, o para-lama foi cortado e a lanterna clássica substituída por uma com formato de ponto de exclamação. Pinças coloridas e cabeçote na cor vermelha dão o toque final à “guerreira” Bonneville Venom.  Parceira de longa data da franquia Metal Gear, já que motos da marca inglesa apareceram em jogos anteriores, a Triumph fará um tour com a Venom por outros eventos para promover o jogo. Veja o trailer do game abaixo. (por Arthur Caldeira)
Venom-Triumph-Bonneville-2Venom ganhou molas externas e novos aros para acomodar os pneus de uso misto

Metal Gear Solid V: Phantom Pain


Orlando Bloom acelera sua BMW S 1000R customizada em Malibu
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Infomoto: 4CYL, a BMW S 1000R customizada de Orlando Bloom

Quando decidiu customizar sua nova moto, uma BMW S 1000R, o ator Orlando Bloom já sabia quem chamar: seu amigo e gênio das motos Michael “Woolie” Woolaway, o construtor da filial da marca australiana Deus Ex Machina  em Venice, Califórnia. O resultado foi a bela “4cyl”, em referência aos quatro cilindros da nervosa naked alemã. A moto ganhou visual “vintage”, com rabeta minimalista no estilo café racer e semi-guidões. Parece uma mistura de R nineT e S 1000R com visual retrô.

4cylS 1000R ficou ainda mais pelada e ganhou rabeta mais curta, semi-guidões e farol redondo

O bem sucedido ator, que já estrelou a trilogia “Senhor dos Anéis” e filmes da série “Piratas do Caribe”, é grande fã de motocicletas. Quando não está batendo em Justin Bieber (#teamBloom), os paparazzi norte-americanos costumam flagrá-lo rodando com suas motos pela ensolarada Califórnia.  Mas, desta vez, não foi por acaso: o projeto foi uma colaboração da BMW com Bloom e a Deus Ex Machina. E o primeiro passeio do ator com a 4cyl virou um curta-metragem, que você pode assistir no vídeo que abre esse post. Vale a pena. (por Arthur Caldeira)

bloom_2 Naked foi customizada por Michael Woolie da Deus Ex Machina em Venice

bloom_3 Michael Woolie da Deus, Bloom e Ola Stenegärd, diretor de design da BMW Motorrad

bloom_1Rabeta foi encurtada e tanque ganhou nova pintura: visual ficou uma mistura de S 1000R e R nineT


VMax Infrared é homenagem com força e estilo
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VMAX_INFRARED_01A versão foi criada a pedido da Yamaha para celebrar os 30 anos do modelo  

“A Yamaha VMax tem sido um ícone desde que estourou nas ruas em 1985 como modelo inspirado nas corridas tipo drag”. Shun Miyazawa, gerente de produto da Yamaha Europa, acertou em cheio ao definir a power cruiser que, há 30 anos, é sinônimo de potência e músculo em duas rodas.

Para comemorar a data, a marca japonesa aproveitou seu projeto Yard Built, no qual customizadores europeus são convidados a personalizar modelos da marca, para criar a VMax definitiva. O resultado é a rubusta Infrared, que mescla a proposta de drag bike da moto com o estilo café racer para provar que, mesmo balzaquiana, a moto ainda é capaz de fazer muita streetfighter de hoje em dia comer poeira.

VMAX_INFRARED_02Jens vom Brauck, da JvB-moto, ficou a cargo da customização

Quem recebeu a honra de personalizar a power cruiser foi o alemão Jens vom Brauck, da oficina que leva suas iniciais JvB-moto. “O objetivo era mostrar os genes de dragster da moto. Quando você acelera forte a VMax você sente essa força brutal do motor. É isso que eu queria expressar no design”, explica vom Brauck, comentando ainda que o modelo é uma das responsáveis por despertar seu fascínio por motos, desde os quinze anos.

Mais power do que cruiser
Para dar vida à sua ideia, Brauck deu mais ênfase ao lado esportivo da VMax e remodelou o corpo da moto para ficar mais próximo de uma café racer do que sua proposta original, com mais cara de cruiser. Assim, um novo subquadro em alumínio foi criado, no qual o assento monoposto aparece em uma estrutura mais alta e estreita, como nas nakeds. O para-lama traseiro foi eliminado. Já o guidão foi substituído por uma barra mais baixa e reta. O farol é feito em fibra de carbono e tem desenho mais simples e arredondado, assim como era na moto de 1985.

VMAX_INFRARED_03Mistura entre drag bike e café racer, a Infrared explora toda a potência da VMax

Aliás, as famosas entradas de ar em forma de corneta ao lado do tanque não só foram mantidas como são feitas a partir das peças usadas na primeira geração da moto. Completam o aspecto esportivo o escape único Termignoni do lado direito, que substitui os dois escapes duplos curtos que ladeiam a moto na versão que sai de fábrica atualmente. Caixa de ar e parte elétrica também foram alteradas, incluindo um novo conta-giros da Autometer, o mesmo usado nos carros tipo dragster.

Da mesma forma que acontece em outros projetos do selo Yard Built, o motor foi mantido original. O que não diminui a Infrared em nada, afinal estamos falando de um quatro cilindros em “V” de 1.679 cm³ capaz de chegar aos 200 cv de potência máxima a 9.000 rpm, enquanto o torque máximo é de 17 kgf.m disponíveis nos 6.500 giros. Tudo isso levado à roda traseira por um eixo-cardã.

VMAX_INFRARED_04A homenagem ao aniversário aparece na tampa de carbono que cobre a roda traseira

O peso não importa, mas a cor sim
Uma vez que a moto recebeu mais características de naked, algumas peças foram substituídas por outras em alumínio para deixar a moto um pouco mais leve. Foi o caso do tanque e do para-lama dianteiro. Entretanto, Jens vom Brauck revelou não estar assim tão preocupado com o peso. “Uma moto com mais de 300 kg normalmente não seria o tipo de modelo base de uma JvB, mas a VMax é diferente. Uma vez que você sente aquele tipo de entrega de potência, você já está viciado e esquece do peso”, descontrai o customizador alemão.

Mas mostrar potência não era o único foco do projeto. Era preciso fazer tributo às três décadas da moto e vom Brauck não esqueceu disso. “O tema dos 30 anos de VMax reflete no design. Além das entradas de ar serem feitas com base nas da primeira geração da moto, a pintura vermelha – daí o nome Infrared – é a mesma usada pela equipe de competição da Yamaha em 1985”, explica. Para completar a comemoração, as rodas receberam uma cobertura de carbono e, na traseira, há a inscrição “30 Years Vmax” (30 anos de Vmax).

VMAX_INFRARED_05As clássicas entradas de ar “tipo corneta” foram mantidas no modelo customizado

A Infrared, claro, agradou ao pessoal da Yamaha e o gerente de produto da Yamaha Europa, Shun Miyazawa, foi todo elogios à JvB, cuja sede fica em Colônia. “Nós somos grande fãs do trabalho dele e achamos que seu estilo minimalista e industrial caiu bem para a VMax”, finaliza o executivo. Sendo assim, só podemos desejar vida longa à VMax e que venham outras maravilhas feitas para o projeto Yard Built. (por Carlos Bazela)


Moto do filme Tron vai a leilão
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Tron_LightcycleUma réplica do modelo utilizado no filme de 2010 será vendida em maio, nos Estados Unidos

Quando mostramos a moto réplica das Ligthcycles do filme “Tron: O Legado”, exposta no Salão de Milão de 2011, ela parecia longe das mãos do público. Não mais. Em maio, o modelo, que é elétrico, será leiloado no estado norte-americano do Texas pela RM Auctions. Ao lado da moto, passará também pelo martelo alguns exemplares de uma coleção com mais de 70 carros, pertencente aos entusiastas Paul e Chris Anderson. No acervo, estão inclusos modelos clássicos e raros como um Shelby Cobra 1962 e um Packard Eight de 1938.

Os organizadores do leilão esperam vender a Lightcycle por algo entre 25.000 e 40.000 dólares, o que corresponde a cerca de R$ 80.000 e R$ 125.000. “A moto é totalmente funcional e pode ser pilotada, uma vez que conta com motor elétrico. O motor é alimentado por baterias de íon-lítio e ainda conta com um transmissão eletrônica”, afirma o site da RM Auctions. Alguém se habilita? (por Carlos Bazela)


BMW K 1600 é a nova queridinha dos customizadores
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P90066624O modelo alemão tem inspirado alguns projetos inusitados e criativos

Algumas motos exercem um fascínio incomum nos customizadores, como já acontece com a Harley-Davidson. Entretanto, outro modelo está tomando a atenção no radar das oficinas de personalização: a BMW K 1600. Com estilo touring e muita tecnologia embarcada a classuda alemã, que é vendida nas versões GT e GTL, a moto não é nada convidativa à mudanças, o que, justamente, está despertando o interesse desses profissionais.

É o caso do belga Freddy “Krugger” Bertrand, que levou para casa o troféu de campeão do AMD Championship, o Campeonato Mundial de Customização, cuja ultima edição aconteceu no Salão de Colônia, na Alemanha. O projeto de Krugger é a mais do que exótica Nurbs, uma café-racer futurista, que emprega o motor de seis cilindros e a eletrônica do modelo da BMW.

NURBS_1A Nurbs do Belga Freddy “Krugger” Bertrand venceu o AMD, campeonato mundial de customização

Para o belga, a parte mecânica do projeto não foi a mais difícil. “Construir uma moto é fácil, mas construir uma moto e manter toda a tecnologia da K 1600 é mais difícil”, conta Krugger, que trocou os discos originais por peças da Beringer. Segundo ele, o maior problema foi incluir toda a eletrônica, dos computadores e sensores até o ABS.

NURBSO projeto foi concebido como uma café racer futurista (foto: Thierry Dricot)

A Nurbs foi apenas o começo. Nesta semana, a BMW revelou dois projetos ousados feitos sobre a K 1600, que estarão expostos nos salões japoneses de Osaka e Tóquio, que acontecem no final deste mês. Com cara de veículo militar, a Juggernaut tem um robusto corpo de alumínio e uma orientação naked.

Feita por Keiji Kawakita, a moto tem linhas exageradas e perfil alongado, como a K 1300R . O customizador japonês não só aproveitou a mecânica e a eletrônica da hexacilíndrica, como conseguiu criar um visual steampunk com os seis marcadores analógicos ao lado do tanque.

BMW_JUGGERNAUTO corpo robusto da Juggernaut é feito em alumínio 

BMW_JUGGERNAUT_2Mostradores analógicos ao lado do tanque compõem um visual steampunk

O outro modelo foi simplesmente batizado de Ken’s Factory Special, por conta do seu criador, Kenji Nagai. Entretanto, o projeto não tem nada de simples. Aqui, a K 1600 foi totalmente despida e transformada em uma bobber. O dorso da moto é todo de alumínio, incluindo o assento e o painel reduzido a um pequeno mostrador analógico no centro.

Na dianteira, o garfo é preso em um ângulo de cáster bastante aberto e uma placa metálica com uma luz redonda substitui o complexo conjunto óptico da touring bávara. Tanto a Ken’ Special quanto a Juggenaut foram feitas a pedido da subsidiária japonesa da BMW. Sendo assim, podemos ver ainda várias outras interpretações criativas para a K 1600. (por Carlos Bazela)     

BMW_Kens_1Em estilo bobber a moto de Kenji Nagai abre mão da carenagem 

BMW_Kens_2A placa metálica com uma luz substitui o complexo conjunto óptico da K 1600


Edições especiais da Bonneville contam a história da Triumph
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5568Novas versões são baseadas na clássica moto inglesa

Ter um modelo clássico em seu line-up traz algumas vantagens. Que o diga a Triumph. A montadora inglesa aproveitou o apelo retrô da sua Bonneville para lançá-la em três edições limitadas – além da convencional –, que prestam homenagem a história da marca. Batizadas de Newchurch, T214 e Spirit, as motos relembram, respectivamente, o Tridays, evento realizado anualmente na cidade austríaca de Neukirchen; o recorde de velocidade batido em 1956; e o espírito de customização que sempre foi inerente aos modelos da Casa de Hinckley. Os três modelos estão disponíveis, por enquanto, apenas no mercado europeu.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_CARBURADORMotor é o bom e velho bicilíndrico inglês

Embora tenham estéticas bastante distintas – o que inclui peças de outros modelos Triumph – todas as versões especiais da Bonnie partilham a mesma mecânica. Portanto, elas têm o mesmo motor de dois cilindros paralelos de 865 cm³ arrefecido a ar que é capaz de gerar até 68 cv a 7.500 rpm de potência e torque máximo de 6,93 kgf.m disponíveis nos 5.800 giros. A alimentação é feita por injeção eletrônica, mas um carburador falso está presente para manter a atmosfera de modelo antigo. O câmbio é de cinco marchas.

Tudo igual também na ciclística, que traz freios a disco em ambas as rodas, sendo o dianteiro com diâmetro de 310 mm e o traseiro com 255 mm de diâmetro. Ambos mordidos por pinças Nissin de dois pistões flutuantes. As rodas têm 19 polegadas na frente, 17 atrás e estão calçadas com pneus de medidas 100/90-19 e 130/80 R17, respectivamente. Já a suspensão é composta por garfo dianteiro com curso de 120 mm e bichoque na traseira com curso de 106 mm e pré-carga da mola ajustável.

Espírito customizado

5528Versão Spirit tem cara de customizada

A Bonneville Spirit é uma homenagem da Triumph aos motociclistas que estão sempre fazendo modificações para deixar sua moto única. E para celebrar esse espírito da customização, a moto traz o farol, os escapes e o para-lama traseiro da café racer Thruxton. Afinal, esta nada mais é do que uma versão personalizada de fábrica da própria Bonnie.

 

5511Disponível apenas na cor azul, Spirit tem rabeta no estilo café racer

O visual fica completo com a pintura azul clara, que recebeu nuances de branco no tanque, que tem capacidade para 16 litros. Para contrastar, a Spirit teve várias partes pintadas em preto, como o motor, as tampas laterais, o garfo, o guidão e as rodas raiadas, que conferem uma estética diferenciada para esta versão da clássica T100.

Homenagem a Johnny Allen

5477Moto inglesa herda seu nome do famoso deserto de sal em Utah (EUA)

A Bonneville herda seu nome dos recordes conquistados pela Triumph no icônico deserto de sal de Bonneville, no Estado norte-americano de Utah. Logo, nada mais coerente que uma das edições especiais da T100 faça uma homenagem ao primeiro recorde quebrado. Em 6 de setembro de 1956, o piloto texano Johnny Allen a bordo do streamliner – nome dado às “motos-foguete” que participam desse tipo de desafio – Texas Cee-Gar cravou na superfície de sal exatas 214,40 milhas de velocidade máxima no local, o equivalente a 345 km/h.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_T214_4Em 1956, o texano Allen levou seu streamliner a cerca de 344 km/h – ou 214,40 mph, como gostam os ingleses e americanos

Para comemorar esse feito, a marca inglesa apresentou a Bonneville T214, uma edição especial limitada a 1000 unidades. Pintada em azul e branco, um tom mais escuro do que o da Spirit, diga-se de passagem, a moto traz a mesma estrela que decorava o streamliner no para-lama dianteiro. O conjunto visual ainda conta com para-lama traseiro encurtado pintado em branco, enquanto rodas, guidão e suspensão vêm em preto. Outra diferença em relação a Bonneville convencional é o farol redondo, que na T214 é um pouco menor.

A festa da Nova Igreja

5540A versão New Church herdou nome da cidade austríaca de Neukirchen, que realiza encontro em homenagem à Triumph

Todos os anos, a cidade austríaca de Neukirchen recebe o Tridays. O evento é o maior promovido pela Triumph no mundo todo, no qual uma série de aficionados se reúne para celebrar sua paixão pelas motos da marca inglesas. No local, que fica em uma região montanhosa, acontece desde exibição de modelos customizados até competições off-road. Para se ter uma ideia do quanto a cidade fica movimentada, Neukirchen muda de nome por uma semana e adota a sua tradução para o inglês: Newchurch ou “Nova Igreja”, em português.

441SHOWBIKE_BONNEVILLE_NEWCHURCH_1Modelo está disponível nas cores azul e vermelha

Agora, chegou a vez de a Bonneville entrar na festa com a edição especial Newchurch. Com tanque pintado à mão nas opções de vermelho e azul, esta versão é feita com base na Bonnie convencional, cujo desenho traz toques mais modernos do que a T100, como os escapes Arrow semelhantes aos encontrados na Thruxton. Independente do tom escolhido, o acabamento é feito em preto nas rodas de liga leve, espelhos, suspensão e para-lamas.

Disponíveis no mercado europeu, as edições especiais da Triumph Bonneville mostram que o clássico nunca sai de moda e sempre é uma opção na hora de contar histórias ou prestar homenagens em duas rodas. (texto Carlos Bazela/fotos Divulgação)


Michael Lichter fotografa encontros de motociclistas em calendário 2015
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Infomoto

440RPM_NOTAS_Calendario_01Capa do Calendário 2015 da Metzeler, ilustrado com o belo trabalho do fotógrafo norte-americano

Se você curte motocicletas e fotografia certamente conhece o trabalho do norte-americano Michael Lichter. Se não o conhece, faço questão de apresentá-lo: em 1977, depois de uma breve e infrutífera carreira como baterista de uma banda de jazz, Lichter descobriu que era melhor com a câmera na mão do que com as baquetas. Partiu então com sua Harley-Davidson Shovelhead pelos Estados Unidos fotografando motos e motociclistas. Ganhou fama, teve seu trabalho reconhecido por revistas especializadas dos EUA e suas fotos foram adquiridas por colecionadores particulares e até mesmo pela  Bibliotheque Nationale de France, em Paris. Em resumo, desde os anos de 1970 e 1980, quando alguém quer uma boa foto de motos e motociclistas sempre pensa no nome de Michael Lichter, que já fez trabalhos para diversas marcas de motocicletas. 

440RPM_NOTAS_Calendario_02Março e Abril mostram encontro de motos personalizadas no Japão

Tanto que para 2015 foi a vez da Metzeler lembrar de Lichter para seu novo calendário, chamado de “The Gathering of Legends” (Encontro de Lendas). As fotografias que ilustram os meses retratam os maiores encontros de motocicleta de todo o mundo. O calendário da Metzeler foi criado em 1994 com o título de “Metzeler Classics” e desde sua concepção, apresenta fotos históricas dedicadas aos melhores momentos do motociclismo mundial. Desde 2010, a Metzeler começou a produzir seu calendário com um tema especial e este ano é dedicado aos encontros de motociclistas. Serão impressas 6.000 cópias do calendário 2015 da Metzeler, com dimensões de 50 x 52 centímetros e produzido em Wissach, na Alemanha. Se tiver a chance, garanta o seu. Obra de arte para pendurar na parede. (por Arthur Caldeira)

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