Blog da Infomoto

Suzuki apresenta dois novos modelos de 125cc

Nova GSR 125 chega ao mercado e “brigará” por espaço ao lado da EN 125 Yes

A J. Toledo Suzuki do Brasil apresentou dois novos modelos para o mercado brasileiro. Seguindo uma estratégia de marketing no mínimo confusa, a marca lança as novas GSR 125 e GSR 125S, mas não tira a EN 125 Yes do seu line up. Com isso a Suzuki fica com quatro modelos street até 150cc – além dos dois lançamentos há a citada Yes e a GSR 150i.

Os novos modelos chegam com alterações muito semelhantes às feitas na GSR 150i, mas ainda não ganham injeção eletrônica de combustível. A GSR 125 é carburada, mas traz um motor totalmente novo, segundo a marca. Além disso, conta com suspensão traseira com amortecimento a gás e rodas de liga leve.

A versão S conta com semi-guidões, carenagem envolvendo o farol e spoiler sob o motor

Já a GSR 125S será lançada como uma opção mais “esportiva” para o consumidor. Com uma carenagem envolvendo o conjunto óptico e semi-guidões, a versão traz um novo painel que mescla informações digitais e analógicas e um spoiler sob o motor. As duas novas motocicletas têm 10,72 cavalos de potência e um torque de 0,95 kgf.m e terão uma versão cargo para frotistas. A expectativa da Suzuki é comercializar cerca de 800 motos por mês, entre GSR125 (R$ 5.990) e GSR125 S (R$ 6.490). (por André Jordão)

O painel da GSR 125S mescla informações analógicas e digitais

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Honda atingiu dois milhões de motos flex

Funcionários da fábrica de Manaus (AM) comemoram a marca de dois milhões de motos flex produzidas 

Hoje, a Moto Honda da Amazônia atingiu um número bastante expressivo: a produção de dois milhões de motocicletas flex. Desde 2009, quando a fabricante lançou a CG 150 Titan Mix, a Honda vem investindo na tecnologia bicombustível – que permite à motocicleta utilizar etanol ou gasolina em qualquer proporção.  Atualmente, a Honda produz quatro modelos flex: a NXR 150 Bros, a CG 150 Fan e a Biz 125, além da CG 150 Titan, que juntos representam aproximadamente 60% das vendas da empresa. Para o gerente geral comercial da Moto Honda, Alexandre Cury, “em cinco anos poderemos chegar até 80% do total de motos comercializadas pela companhia. Até porque novos modelos flex serão lançados pela Honda”. Este ano, mais de 470 mil motocicletas flex já foram comercializadas.

Para se ter ideia do domínio da Honda no Brasil, o mercado de duas rodas emplacou em 2011 exatas 1.940.564 unidades, atingindo 78,70% do market share, com 1.375.007 unidades licenciadas. Mas esta supremacia não acontece em outras partes do mundo. No exterior, a marca sofre forte concorrência de outras marcas japonesas, chinesas e até indianas. (por André Jordão)

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Elvis Presley também era motociclista

Elvis na capa da The Enthusiast,  edição de maio de 1956

Sei que perdemos um pouco o gancho – que no jargão jornalístico significa falar de um determinado assunto exatamente na data – mas, como fã do rei do rock não poderia deixar de comentar os 35 anos da morte de Elvis Presley. Com sua voz inconfundível, Elvis era um fanático por carros e motos e só para se ter uma ideia da paixão do rei do rock pelo veículos, hoje a mansão Graceland, em Memphis, no Tennesse, guarda inúmeros “brinquedos” de sua coleção particular. Em uma área reservada, estão expostos mais de 20 máquinas que pertenceram ao rei – como seu famoso Cadilac Eldorado 1956 e duas Harley-Davidson – uma Electra Glide 1200 e uma chopper, ambas da década de 1960, além de um primo distante do Trike, o tricilo da H-D.

A Harley-Davidson KH foi comprada pelo rei do rock por apenas US$ 903. 

Mas o encontro entre este dois ícones norte-americanos tinha acontecido alguns anos antes, em 1956. O jovem pop star da música mundial foi a capa da edição de maio da “The Enthusiast”, publicação da própria Harley. Na foto o rei do rock aparece sobre uma Harley KH. Estive no Museu da H-D em Milwaukee (EUA) e pude ver de perto a moto que foi do Elvis. Vermelha, com detalhes em branco no tanque de combustível e um enorme parabrisa, o modelo foi flagrado rodando pelas ruas de Memphis com o cantor e ator algumas vezes. Elvis comprou esta H-D de um concessionário local por US$ 903. O mito morreu em 1977 vitima de um ataque de coração fulminante provocado por uma overdose de remédios.

A moto de Elvis é uma das grandes atrações do Museu da Harley em Milwaukee (EUA)

Mas, para quem é fã do Elvis e do bom e velho rock’n roll ai vão duas dicas. Não perca a exposição “Elvis Experience”, que abre suas portas em 5 de setembro no Shopping Eldorado (SP). A mostra contará com mais de 500 documentos, fotos e objetos raros.

A outra sugestão é curtir todas as atrações musicais do Rio Harley Days 2012, que acontecerá na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 16 de setembro. Entre as bandas confirmadas estão Skank, Ultraje a Rigor, Rio Rock & Blues Band, Rolling Stones Cover, Rock Stock e Geração 80, agora chamada de Rock Session, formada por três ícones do pop/rock nacional dos anos 80: Nasi (Ira!), Marcelo Nova (Camisa de Vênus) e George Israel (Kid Abelha). Mas como o assunto deste post é o rei do rock, o Rio Harley Days terá a apresentação de Elvis Cover – Helder Moreira, considerado o melhor cover de Elvis Presley do Brasil. O performático artista irá prestar uma homenagem ao artista reverenciado por milhões de pessoas em todo o mundo. Em seu show, o Helder Moreira terá a companhia de nove músicos e até duas bailarinas. O show acontece no domingo, dia 16.

Outra atração musical será a “Batalha das Bandas”. Cinco bandas, selecionadas pelo juri, irão se apresentar no palco montado de fronte
ao mar. A vencedora do concurso ganha uma H-D Sportster 883R. Se você se interessou, acesse www.rioharleydays.com.br e inscreva sua banda! Mas corra, pois as inscrições se encerram hoje (30/08). Os ingressos podem ser comprados pelo site do evento e também na Tickets 4 Fun. (por Aldo Tizzani)

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Norte-americano cria capacete para todo tipo de clima

Averill (à direita e com óculos escuros estilo “De Volta para o Futuro”) com seu All-Weather Helmet

Quem nunca transpirou dentro do capacete ao sair de moto em um dia de calor e, algumas semanas, teve que vestir uma balaclava para conseguir pilotar em um dia frio? Se depender do norte-americano Bob Averill isso não será mais problema no futuro. Ele criou um capacete equipado com sistema de climatização que é capaz de esfriar ou esquentar, literalmente, a cabeça do motociclista. Em entrevista à revista digital engadget, Averill explicou que o “capacete para qualquer clima” funciona com um cooler movido à energia solar – cujo painel fica no topo do casco – e um mouse pad com aquecedor.

Segundo o inventor, o sistema funciona como um cata-vento, jogando ar para dentro do capacete de acordo com a velocidade, refrigerando uma esponja embutida nos protetores faciais. Se estiver muito frio, o motociclista tem a opção de ligar o aquecedor feito à partir do mouse pad adaptado, alimentado com uma bateria de lítio. Bob Averill procura agora uma empresa que esteja disposta a comprar a ideia e produzir em massa o seu “All-Weather Helmet”. Será que a invenção emplaca? (por Carlos Bazela)

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Yamaha tira Neo 115 de linha

Foram fabricadas somente 100 unidades do scooter em 2012

A Yamaha não confirma oficialmente, mas a fabricação da Neo AT115 foi interrompida. Este ano foram produzidas apenas 100 unidades ( em abril, segundo dados da Abraciclo). De lá pra cá nenhuma unidade saiu da linha de produção da Yamaha em Manaus (AM).  Mas, para quem é fã do modelo, ainda há um pequeno estoque disponível nas concessionárias da marca.

Um dos motivos que pode ter levado o fabricante a encerrar a produção é o alto número de componentes importados na Neo e também o bom desempenho de vendas da motoneta Crypton T115. A saída da Neo do line-up da montadora repetiu o comportamento da empresa com outros modelos, como a MT-01 e a MT-03, ou seja, não emitiu nenhum comunicado oficial informando a descontinuidade dos modelos, prática tão comum na indústria automobilística. Simplesmente parou de fábrica-los. Sem dar nenhuma satisfação ao consumidor.

Como diferenciais, a pequena Neo 2012 oferece a praticidade da câmbio CVT, o design arrojado com inspiração nos modelos superesportivos da marca, o conforto traduzido pelo apoio para os pés, como nos scooters, e a segurança do freio na dianteira com disco de 220 mm de diâmetro e pinça de duplo pistão. O preço sugerido gira (ou girava, melhor dizendo) em torno de R$ 6.590. (Por Aldo Tizzani)

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Felipe Zanol vence o Rally dos Sertões

Com uma CRF-450X, o mineiro Felipe Zanol vence pela primeira vez o Rally dos Sertões

Dez etapas, 4.840 quilômetros percorridos, cinco estados brasileiros e apenas um vencedor. O Rally dos Sertões 2012, a maior prova off-road realizada em um único país, terminou hoje e teve como grande campeão Felipe Zanol. Com sua Honda CRF-450X, o mineiro de Belo Horizonte venceu na categoria motos superando além dos concorrentes, outros adversários como o calor intenso e as traiçoeiras areias das regiões Norte e Nordeste. O vice-campeonato ficou com Dário Júlio e a terceira colocação com Nielsen Bueno, que também conquistou o título da categoria Production Aberta.

“Estou muito feliz por esse título. Por dois anos bati na trave e agora chegou a minha vez. É uma conquista inédita e muito importante para minha carreira. Agora vou comemorar bastante. Depois será focar nas próximas competições”, disse o campeão do Sertões e melhor piloto das Américas no último Rally Dakar (10ª colocação). Nesta competição, no árido sertão brasileiro,  Zanol deixou para trás experientes pilotos como, por exemplo, Jean Azevedo (KTM) e Juca Bala (Kawasaki).

O mineiro focará agora na preparação para o Rally Dakar 2013. Em setembro, o piloto irá ao Japão testar a moto que competirá na prova off-road mais difícil do mundo. Em outubro, Zanol disputa o Rally do Marrocos. (Por Aldo Tizzani)

O piloto mineiro da Honda agora parte para um novo desafio: o Rally Dakar 2013

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Evoluir para proteger

Macacão D-air racing da Dainese utiliza um GPS para aumentar a precisão ao inflar o airbag

Nos primórdios do motociclismo, quando ícones como Giacomo Agostini e Mike Hailwood vestiam seus capacetes de couro com óculos de aviador para competir nas pistas, andar de moto significava ter coragem de encarar o asfalto com pouca proteção. Felizmente, não é mais assim. Atualmente, o bem estar dos pilotos se tornou tão ou mais importante do que o desempenho das máquinas e as empresas do setor investem tempo e dinheiro em maneiras de tornar o ato de pilotar cada vez mais seguro.

Do mesmo modo que acontece com os estudos sobre motores e aerodinâmica, engenheiros e técnicos trabalham incessantemente para criar equipamentos que protejam a vida dos pilotos. “Conhecimento profundo sobre o motociclismo, desde o primeiro rascunho do projeto do produto, é fundamental”, afirma Ricardo Asa, gerente de marketing da Star Racer, distribuidora da marca Alpinestars no Brasil.

Desta forma, tecnologias foram desenvolvidas e outras, que até então existiam apenas para os automóveis, foram adaptadas para motocicletas. Novos materiais também passaram a ser incorporados para aumentar a proteção sem abrir mão da leveza e, principalmente, do conforto. Por conta disso, matérias-primas como kevlar, polipropileno, fibra de carbono e até aço inox deixaram de serem termos exclusivos da indústria aeronáutica e passaram a salvar vidas dentro e fora das pistas.

Protegido dos pés à cabeça

Embora o capacete seja a principal preocupação dos motociclistas, outras partes do corpo também precisam ser protegidas. Foi assim que surgiram equipamentos como o protetor cervical, que é feito em material plástico, como o polipropileno, por exemplo. Como o próprio nome diz, ele protege a coluna contra diversos tipos de impacto e é fixado com alças laterais e uma cinta no abdômen igual a uma mochila. O protetor cervical é usado “colado” às costas, por baixo do macacão ou da jaqueta, embora já existam roupas que contam com o protetor integrado.

Bota usada por baixo do macacão tem articulação que evita torsões no tornozelo

Botas e luvas, sempre presentes entre os motociclistas, também evoluíram. “Temos um modelo feito em kevlar e fibra de carbono que é usada por baixo do macacão. Ela tem articulação axial no tornozelo e impede o piloto de virar o pé para os lados, o que evita torções no caso de uma queda”, comenta o gerente de produto Maurício Santana, da BRMotorsport, representante da marca italiana Dainese no Brasil.

Para as mãos, luvas ergonômicas foram criadas. “As luvas da Alpinestars são todas projetadas com os dedos pré-curvados na posição de pilotagem e os modelos de competição apresentam uma união dos dedos mínimo e anelar chamada ‘finger bridge’ que evita fraturas no dedo menor”, conta Ricardo Asa, da Star Racer.

Luva tem finger-bridge entre o dedo mindinho e anelar para evitar fraturas

Entre os capacetes, no entanto, a novidade já não é mais o uso de materiais leves como a fibra de carbono ou a série de testes dinâmicos aos quais são submetidos antes de chegarem às prateleiras. Este ano, a AGV apresentou o PistaGP, novo capacete do piloto Valentino Rossi, o primeiro feito por meio do processo AGV Standards, no qual o molde para o protetor é a própria cabeça do piloto, que é escaneada com laser. A seguir, um software adiciona virtualmente o forro e as proteções de bochecha e laterais à cabeça digitalizada, calculando as tolerâncias necessárias para a retirada do casco. O resultado é um capacete sob medida que eleva ao máximo o conceito de ergonomia em equipamento de proteção. O piloto aprovou. “Sinto como se não estivesse usando um capacete. A aerodinâmica aumentou e a visibilidade também é outra. É como mudar da TV para o cinema”, afirmou Rossi. Embora já tenha desenvolvido o GT Veloce, um capacete para uso nas ruas por meio do mesmo processo, a AGV ainda não disponibiliza a tecnologia Standards para “meros mortais”.

Sistema standard da AGV escaneia a cabeça do piloto…

...para criar capacete sob medida

A era do airbag

A primeira motocicleta do mundo a contar com o sistema airbag, que até então era exclusividade dos automóveis, foi a Honda GL 1800 Goldwing em 2006. De lá para cá, a ideia evoluiu e o equipamento passou a ser integrado ao traje do motociclista. Os primeiros a chegar ao mercado – e ainda disponíveis – contam com um sistema de acionamento por cabo, sendo um lado preso abaixo do assento (ou guidão) e o outro ligado à jaqueta. No caso do piloto cair da moto, o cabo se separa do encaixe liberando em geral gás carbônico que infla as almofadas colocadas no colarinho, nas costas, peito e cintura.

Sistema D-air street da Dainese conta com três sensores, que eliminam o cabo das jaquetas com airbag

Entretanto, esta tecnologia também evoluiu e os italianos estão mais uma vez na vanguarda. Hoje, já existem sistemas de airbag integrados em jaquetas e macacões que dispensam o uso do cabo. O conjunto D-Air Street, da Dainese, por exemplo, opera com três sensores instalados próximo ao freio dianteiro, no painel e no assento que se comunicam para saber se o piloto foi jogado da moto e se existe a necessidade de inflar os sacos de ar localizado no peito e nas costas da jaqueta.

Já nas pistas, a coisa é ainda mais sofisticada. “O equipamento faz um monitoramento ativo do piloto através de uma série de sensores e acelerômetros. A ideia é que o sistema entenda a movimentação do piloto, analise constantemente e dispare no caso de uma mudança abrupta de forças G”, explica Ricardo Asa, da Star Racer. A inovação da Alpinestars, batizada de Tech Air Bag, ainda permite que o macacão volte ao normal e ainda possa ser acionado novamente. “Após a queda, se o piloto e a moto tiverem condições para voltar à prova, ele desinfla totalmente em mais ou menos 5 segundos e tem uma segunda carga pronta para disparo”, comenta.

A Dainese também conta com uma tecnologia similar à da Alpinestars para proteger os seus pilotos dentro das pistas. O sistema da marca italiana conta com três acelerômetros, três giroscópios e ainda utiliza um GPS instalado nas costas do macacão – na região entre os ombros popularmente conhecida como “cupim” – para auxiliar no mapeamento da pilotagem e melhorar a precisão ao inflar o airbag. Por enquanto, as tecnologias de airbag italianas ainda não estão disponíveis no Brasil.

Salvando o seu pescoço

Enquanto a maioria dos equipamentos de proteção para motociclistas são oriundos da motovelocidade e são adaptados para outras competições, um item específico foi criado para os pilotos de motocross. Trata-se do neck brace, criado pelo médico sul-africano Chris Leatt após ele testemunhar a morte de um piloto com o pescoço quebrado durante uma competição off-road em 2001, na qual seu filho também participava.

Leatt-Brace começou nas pistas off-road, mas já tem versão para as ruas

Naquele ano, o doutor Leatt passou a desenhar um equipamento, feito com base nos colares cervicais utilizados na ortopedia cuja função seria simplesmente manter o pescoço em uma mesma posição, mesmo sob condições de estresse do piloto. Como a aterrissagem após um salto de moto, por exemplo. Feito em material plástico, o protetor se apoia na base do pescoço e se prolonga até o início da coluna, onde se sobrepõe ao protetor cervical, oferecendo proteção extra às costas. Em 2006, o Leatt-Brace chegou oficialmente ao mercado.
Seis anos depois, outras empresas como a EVS e a Alpinestars já apresentaram suas versões do neck brace e a própria Leatt criou outro modelo para uso nas ruas. A tendência é que o equipamento se torne cada vez mais popular em competições de diversos estilos e futuramente nas ruas. Afinal, quando o assunto é equipamento de segurança, muito nunca é o bastante. (Por Carlos Bazela)

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Henderson KJ: uma “superbike” dos anos 30

A Henderson KJ produzia cerca de 40 cv de potência e atingia uma velocidade de 160 km/h

Há cem anos,  no distante 1912, nascia uma marca de motocicletas que faria história pelo desempenho de suas máquinas. Chamada de época de ouro do motociclismo, a segunda década do século XX foi marcada pelo surgimento de muitos fabricantes, mas nenhum com as características da Henderson Motorcycle, fundada pelos irmãos William G. Henderson e Tom W. Henderson. Com quatro cilindros, as motocicletas Henderson eram as mais velozes da época e foram muito utilizadas por pilotos e pela polícia, já que somente os modelos da fabricante norte-americana conseguiam alcançar os malfeitores pelas estradas dos EUA.

No entanto, quase vinte anos depois, em 1931, a Henderson Motorcycle fechou suas portas, preocupada com a grande crise que atingiu os Estados Unidos em 1929. Entre os escombros que restaram das velozes motocicletas da Henderson está uma Henderson KJ de 1931 da polícia e que hoje pertence ao apresentador de televisão Jay Leno. Leno admite gostar da categoria “original e não restaurado” e é exatamente por isso que o apresentador ama essa Henderson KJ.

A Henderson KJ, da linha Streamline, era vendida na época por 435 dólares

Com mais de 80 anos de estrada, esta motocicleta ainda consegue atingir aproximadamente 160 km/h, e produz cerca de 40 cavalos de potência máxima a poucos 4.000 rpm. Além disso, a Henderson KJ tem velocímetro e uma longa distância entre-eixos que a destacava das demais motos daquela época. No vídeo produzido pela “Garagem de Jay Leno” sobre esta Henderson KJ, o apresentador deixa uma pergunta interessante no ar: como seriam as superbikes da fabricante norte-americana se elas fossem produzidas até hoje? Parece que desempenho não seria problema! (por André Jordão)

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Para comemorar os 100 anos de sua linha de roupas, Harley lança aplicativo para Android

Os 100 anos de história das roupas da grife H-D podem ser conferidos nos sistema da Apple ou Android

Segurança é palavra-chave para quem pilota uma motocicleta. Além do capacete, o piloto deve estar usando outros equipamentos básicos como, por exemplo, luvas, botas e jaqueta. A história de aliar segurança com “style” nasceu há exatos 100 anos nos Estados Unidos. Desde sua fundação, os executivos da Harley-Davidson achavam, já na década de 1910, que os motociclistas deveriam estar tão bonitos quanto às motocicletas que fabricavam em Milwaukee, no estado de Wisconsin. Ou seja, é “andar” de moto, na moda!

Para comemorar o centenário da linha MotorClothes, a subsidiária brasileira da Harley acaba de lançar mais uma versão de seu aplicativo do catálogo 2012. Inicialmente disponível apenas para iPad, agora os fãs da marca também podem acessar o conteúdo pelo sistema Android. A primeira versão – específica para o sistema da Apple – teve, em apenas seis meses, quase 10 mil downloads. Desta forma, será possível navegar por uma linha do tempo que contará a história dos produtos da grife H-D. Hoje, a divisão MotorClothes é uma das mais rentáveis da companhia.

Toda a rebeldia dos anos 60, 70 e 80. Mas, o couro sempre foi unanimidade entre os motociclistas

No catálogo (impresso, é claro) de 1914 já constavam suéter, moleton, calças e luvas. No ano seguinte, os óculos de proteção – muito parecidos com os usados pelos aviadores da época – eram o objeto de desejo. A partir da década de 1920 as jaquetas de couro tomaram conta do imaginário de muitos jovens e passaram a ser sinônimo do motociclismo. Em 1947, a Harley começou a vender a clássica jaqueta preta de cintura fina, mangas longas e tachas decorativas. Já no final dos anos 50, os primeiros capacetes aparecem na linha de MotorClothes da H-D e na década de 1960 o colete de couro era peça obrigatória para todos os harlistas. A moda se perpetua até hoje, principalmente entre membros de motoclubes espalhados por todo o mundo.

Na década de 1980, a Harley ampliou consideravelmente sua linha de vestuário. Só para se ter uma ideia, em 1986, foram vendidas mais de dois milhões de camisetas com o logo da marca de Milwaukee. A partir deste momento, a H-D também se tornou uma grife. Em 2010, a marca lançou a linha Pink Label, a primeira linha voltada exclusivamente para o público feminino. Além de atrair a mulher para o universo motociclístico, a coleção também tem uma função filantrópica, já que parte da receita das vendas das roupas é doada para instituições de combate o câncer de mama.

As jaquetas de couro apareceram no catálogo da Harley já na década de 1920

Se você quiser conhecer mais de perto a linha de roupas e acessórios da Harley-Davidson, visite um das concessionárias da marca ou dê um pulo no Rio Harley Days 2012, que acontecerá na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 16 de setembro. Os ingressos podem ser comprados pelo site do evento e também na Tickets 4 Fun. (por Aldo Tizzani)

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Em resposta à Yamaha, Honda vai lançar 300cc flex

CB 300R será o quarto modelo nacional da marca com tecnologia flex 

A Honda não confirma*, mas informações de bastidores dão conta de que a fabricante prepara o lançamento da CB 300R Flex. A apresentação oficial deve acontecer em breve. A nova CB 300R flex parece chegar como uma resposta a Yamaha que, em julho, lançou a Fazer 250 BlueFlex. Rival direta da “Cbzinha”, a 250 foi alardeada pela marca dos três diapasões como a primeira 250cc bicombustível do mundo. Mas vale lembrar que a Honda foi a primeira fabricante no mundo a lançar uma moto bicombustível, em 2009, com a CG 150 Mix.

A tecnologia flex permite à motocicleta utilizar etanol ou gasolina em qualquer proporção, mas exigirá da montadora adaptações na street de média cilindrada muito parecidas com as feitas na CG. Como, por exemplo, a introdução de novos sensor de oxigênio, bico injetor e uma bomba de combustível com tratamento interno para suportar a ação corrosiva do etanol.

Mas é bom salientar que, segundo pesquisa realizada pela Ticket Car, empresa que faz quinzenalmente um levantamento para saber qual combustível é mais barato em cada região do País, hoje o etanol é vantajoso apenas em três estados: São Paulo, Mato Grosso e Goiás, onde o valor do litro não ultrapassa os R$ 2,00. Será que é negócio? (por André Jordão)

*[ATUALIZADO] A Honda confirmou à redação da INFOMOTO o lançamento da CB 300R flex. Segundo a marca, a moto chegará no ano que vem, mas ainda não há uma data definida. [ATUALIZADO]

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