Blog da Infomoto

Kawasaki lança ER-6n e ZX-14R modelos 2013

Nova ER-6n ganhou diversas alterações ciclísticas e visuais: a partir de R$ 25.990

A Kawasaki acaba de apresentar em São Paulo dois novos modelos que fazem parte da sua linha 2013. São eles a naked ER-6n e a sport touring ZX-14R, ambas com visual e mecânica totalmente renovados.

Vista pela primeira vez no Salão de Milão, a ER-6n estará disponível a partir de junho, nas cores amarela, preta e no tradicional verde da Kawasaki. Os preços sugeridos são de R$ 25.990 para a versão standard e de R$ 28.880 para o modelo equipado com freios ABS.

A potente ZX-14R vai custar a partir de R$ 56.990

Já a ZX-14R, finalmente debuta no mercado nacional após fazer muito barulho no exterior (como mostramos aqui e aqui). Embora tenha nomenclatura semelhante à sua antecessora, trata-se de uma moto totalmente nova que promete repetir por aqui os duelos com a Suzuki GSX-R 1300 Hayabusa pelo título de moto de série mais rápida. A ZX-14R será montada em Manaus (pelo processo CKD) e vai estar disponível em duas versões: somente na cor preta – sem freios ABS – por R$ 56.990; já a versão com ABS estará disponível apenas na cor verde por R$ 60.990. (por André Jordão)

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MV Agusta ganha episódio no “Mega Máquinas”, do canal Nat Geo

Máquinas prontas: diariamente são fabricadas 30 motocicletas MV Agusta em Varese

Esta semana a equipe do programa “Mega Máquinas”, da Nat Geo, canal de TV paga, vai desvendar os segredos da MV Agusta. O episódio irá contar um pouco da rotina na pequena fábrica, que coleciona 75 títulos mundiais (37 de construtores e 38 de pilotos) e vencedora de dezenas de prêmios de design por suas macchine exclusivas.

O canal National Geographic irá mostrar com imagens em HD e gráficos os vários processos desde a concepção, desenvolvimento, teste e montagem dos modelos, até os testes em pista. O episódio contará também com depoimentos de Giovanni Castiglioni, jovem presidente da MV Agusta, e de Massimo Bordi, engenheiro mecânico e um dos principais executivos da marca.

Em novembro do ano passado tive a oportunidade de visitar a fábrica e presenciar o cuidado e o caráter exclusivista na montagem das motos. Com uma produção anual de 4.000 motos, a MV Agusta está, atualmente, posicionada como uma marca Premium. Com cerca de 160 funcionários, a empresa fabrica cerca de 30 unidades por dia de forma quase artesanal.

As motos são fabricadas quase de forma artesanal por 160 funcionários

Na pequena unidade de Varese são produzidos atualmente as superesportivas F4, F4RR; F3 e quatro versões da naked Brutale: 920, 1090R, 1090RR e 675. Um dos destaques do programa da Nat Geo é, justamente, a mais nova superesportiva da marca. Equipada com motor de três cilindros, a F3 redefiniu o conceito de supersport da fabricante italiana.

“Em 2010 consolidamos o nome Brutale, com os modelos 920, 1090R e 1090RR. Agora queremos ampliar nossa participação no segmento de média cilindrada, com um motor três cilindros e 675 cm³ de capacidade. Este é uma faixa de cilindrada com um grande potencial. Por isso, esperamos dobrar as vendas em dois anos e triplicar em três”, afirma o atual presidente da MV Agusta, Giovanni Castiglioni, de apenas 30 anos, que assumiu o posto após a morte de seu pai Claudio Castiglioni, em agosto do ano passado.

Na pequena, organizada e limpa fábrica da MV em Varese a produção começa pela fabricação do motor. Os processos complexos contam com equipamentos de alta tecnologia, mas há também muitas operações manuais feitas pelos funcionários por meio de ferramentas pneumáticas ou de precisão. Depois de o bloco do motor estar finalizado, é hora de inserir os demais componentes. Este é um dos processos que requer maior atenção por parte da equipe. Com a montagem terminada todos os propulsores vão para as bancadas de testes.

 

Com o “cuore” batendo forte, agora chegou o momento de montar mais uma MV Agusta. Em uma área que mais parece um grande supermercado de motopeças, um funcionário da MV circula, literalmente, com um carrinho separando o quadro (que é fabricado em outra unidade da MV), a balança, suspensões, para lamas, rodas e pneus montados, além de toda a parte elétrica e dezenas de outros componentes. Na linha de montagem, a nova moto vai tomando forma: todas as peças vão se encaixando, como se fosse um grande quebra-cabeça. E a cada duas horas uma nova MV Agusta ganha vida.

Finalizada a montagem, a nova unidade vai diretamente para os testes dinâmicos. O primeiro é no dinamômetro de rolo, no qual a moto fica numa cabine fechada aferindo os parâmetros de potência e torque em um circuito pré-estabelecido, com várias mudanças de marcha e diferentes patamares de rotações por minuto (rpm). Na sequência, os técnicos da marca italiana conferem o nível de emissão de gases e também toda a parte elétrica. No último estágio, as motos são colocadas em bancadas para um check-list final, para reaperto e inspeção de todos os componentes instalados.

No dia em que visitei a linha de produção em Varese, a MV iria produzir 22 unidades da Brutale 1090, de um lote total de 120 motos. “Nossa programação funciona de acordo com a necessidade. Trocamos a linha de acordo com o modelo e suas cores. Fazemos uma versão de cada vez”, conta Raffaele Giusta, diretor de exportações da marca italiana.

Uma nova MV Agusta começa a nascer a partir do motor 

Algo que também fica evidente ao circular pelos corredores da linha de produção da MV Agusta é o orgulho dos funcionários em transformar sonhos em realidade. E é neste mix entre paixão, design e alta tecnologia que a MV faz da motocicleta sua maior expressão da arte da mobilidade, no melhor estilo italiano.

O programa “Mega Máquinas” sobre a MV Agusta será exibido a partir do dia 17 de maio, às 22h30, com reprises nos dias 18 de maio, às 04h00; 19 de maio, às 14 horas e 24 de maio, às 15 horas. No Brasil, única linha de montagem fora da Europa, a marca monta e vende – por meio da parceria com a Dafra –os modelos Brutale 1090R, 1090RR e F4. Para quem é fã das motos italianas, vale a pena conhecer e “curtir” a fanpage da MV Agusta no facebook ou seguir a marca no Twitter (@MVAgustaBR). (Texto e fotos: Aldo Tizzani)

 

 

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Brasileiros aceleram em game de motocross

As cores verde e amarela poderão ser vistas no novo game de motocross MUD

Desenvolvido pela Milestone e distribuído mundialmente pela Black Bean Games, o game MUD – FIM Motocross World Championship – foi lançado na Europa e América do Norte no mês passado e traz uma grata novidade para os brasileiros. Antônio Jorge Balbi Júnior, Marcello “Ratinho” Lima e Eduardo Lima aparecem como opção de competidores pela primeira vez na história dos games de Motocross. Os brazucas compõem uma seleta lista de pilotos ao lado de nomes como Tony Cairoli e Ken Roczen, atuais campeões da MX1 e MX2 do Mundial de Motocross, e também Ryan Villopoto, Chad Reed e Ryan Dungey, ídolos do campeonato americano AMA Supercross. Ao todo são 14 motos, 84 pilotos e 12 pistas oficiais.

“É o Brasil ao lado das maiores potências do esporte mundial. É muito emocionante me ver ali na tela, todos os equipamentos são idênticos aos que utilizei”, revela Balbi Jr. O game está disponível para Xbox 360, Playstation 3 e PC. Confira o trailer abaixo! (por André Jordão)

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A incrível história da Vespa paraquedista

A Vespa 150 TAP usada pelas tropas de paraquedistas franceses na Guerra da Argélia

Quem conhece a história da carismática Vespa, que, inclusive, completou 66 anos em abril, sabe que ela foi concebida a partir de uma pequena motoneta que transportava os soldados nas bases aéreas militares. Mas, o que pouca gente imagina é que a própria Vespa já “serviu exército” em 1956, durante a Guerra da Argélia, combatendo as forças de libertação argelinas que lutavam pela independência do país, colônia francesa.

As Vespas eram lançadas de paraquedas no campo de batalha

No conflito, a TAP – tropa de paraquedistas francesa (troupes aéroportées) – saltava com dois scooters modificados (sim, as Vespas também pulavam de paraquedas) sendo que uma delas carregava um canhão M20 de 75mm incorporado e a outra munição. A versão, batizada de 150 TAP, foi adaptada por uma fábrica que montava as Vespas na França. Entretanto, a arma não era disparada enquanto estava integrada ao veículo, que servia apenas para transportá-la até uma posição tática melhor. Quando chegavam ao ponto em questão, o canhão era removido do scooter e armado sobre um apoio para alvejar os inimigos.

Para ser utilizado, o canhão era retirado do scooter

Para você que achou boa a ideia de ter um scooter com um canhão do lado, não perca as esperanças. Uma unidade da Vespa 150 TAP de 1959 em ótimo estado foi encontrada na Sicília, na Itália, recentemente. A moto vai a leilão neste final de semana em Mônaco e os lances iniciais estão entre 12 e 15 mil euros, o que corresponde a cerca de R$ 30 e R$ 38 mil, respectivamente. Alguém se habilita? (por Carlos Bazela)

A Vespa militar vai a leilão neste final de semana, em Mônaco

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Nas revendas, CBR 250R tem ágio de até 16%

Depois de apresentar a CBR 250R no Salão Duas Rodas 2011 e fazer o lançamento oficial para toda a mídia especializada em meados de abril (leia o teste aqui), a Honda começou a distribuir às concessionárias da marca a mais nova mini-esportiva do mercado. O modelo chegou ontem à maioria das revendas nos grandes centros. E é aí que o consumidor deve ficar atento. O preço sugerido pela montadora foi de R$ 15.490 para a versão standard e R$ 17.990 para o modelo com freios C-ABS em seu lançamento, mas parecem que as revendas não estão dispostas a seguir a sugestão da fábrica japonesa.

O ágio cobrado pelas revendas vai de 5% e chega a 16%

Em contato com concessionárias da Honda em Brasília (DF), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), constatamos que o menor preço praticado para a CBR 250R sem freios ABS foi de R$ 15.990, na capital federal. Ficou assustado? Em outras regiões do País, como na zona leste de São Paulo, o preço era de R$ 16.800 e em outra, no centro da cidade, chegaram a pedir, acreditem, R$17.990 pela CBR 250R standard. Isso mesmo: querem vender o modelo sem freios ABS pelo mesmo preço sugerido do modelo com o sistema! Já a versão equipada com os freios anti-travamento será vendida por R$ 18.900 em alguns lugares e R$ 19.400 em outros. Em todas as revendas questionadas a única opção de cor disponível era a tricolor (azul, branca e vermelha) e, em muitos, ainda não há pronta entrega.

INFOMOTO testa a CBR 250R em seu lançamento oficial

Na melhor das hipóteses, o ágio cobrado é de cerca de 4%, chegando a até 16%. Entretanto, mesmo com o ágio, em algumas revendas os modelos já estavam vendidos. (por André Jordão)

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A culpa é da educação – ou da falta dela

Entre 1996 e 2010 foram registradas mais de meio milhão de mortes nos diversos tipos de acidentes de trânsito

Pode parecer um pouco forte ou até mesmo piegas colocar a culpa de todos nossos problemas na educação. Afinal, hoje em dia ela é apontada como epicentro de todas nossas desavenças sociais, seja por mortes no trânsito, assassinatos dolosos, ou um entrave durante um jogo de futebol que toma proporções absurdas. No entanto, a educação vira centro de debate toda vez que um assunto não é bem resolvido no País, como é o caso do nosso caótico trânsito. Grandes veículos da imprensa brasileira abordaram o tema trânsito, e principalmente as mortes de motociclistas que nele acontecem, na semana passada, embasados por números do Denatran, um estudo do Instituto Sangari e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – leia aqui.

Muitos de vocês devem ter lido a repercussão destes números. E em cada texto notava-se a frieza dos dados (mortes), a justificava focada no crescimento da frota de motocicletas e nenhuma solução. Devo admitir que não sou o Messias que trará um desfecho para essa trágica história. Mas podemos olhar essa problemática social com outros olhos.

O respeito e a prudência são os aliados dos motociclistas na busca por um lugar seguro no trânsito

Sabiam que o número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceu 79,25% em São Paulo, na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2011 segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado? Ou que o maior estado nordestino, a Bahia, é também o que mais registrou assaltos a banco em 2012: ao todo foram 14 ocorrências até fevereiro, 77% a mais que em 2011, segundo dados do Sindicato dos Bancários do Estado? Ou até que os conflitos em áreas rurais do Brasil aumentaram 15% em 2011, primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff, na comparação com 2010? Os dados foram divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), segundo os quais houve 835 conflitos fundiários em 2010 e no ano passado esse número saltou para 1.035 – um crescimento de 24%.

Se sabiam ou não, pouco importa. O relevante é que o Brasil todo passa por um processo de enfrentamento social. Intolerância gera violência, que por sua vez pauta as atitudes imediatistas dos nossos comandantes (políticos). Por isso não adianta dizer que os motociclistas foram a única categoria que registrou alta no número de mortes entre 2005 e 2011 — saltando de 23% para 38%, enquanto pedestres, ciclistas e motoristas decresceram. O que realmente vale a pena é absorver estes fatídicos números e reconhecer nossa parcela de culpa. Seja em uma derrapada na garagem de casa ou num cruzamento em que não se respeitou a preferência, sempre há uma desculpa. Nós nunca caímos sozinhos, não é mesmo?

Na última década, mortes envolvendo motociclistas cresceram 244% Foto: Joel Silva/Folhapress

Por outro lado, podemos afirmar que, somados, automóveis e ônibus fizeram 341 vítimas por atropelamento em 2011, sendo o número total de vítimas de 1.365. É tudo uma questão de óptica. Mudando um pouco de assunto e trazendo uma boa notícia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacou que a mortalidade infantil no Brasil reduziu praticamente pela metade (47%) na última década. Os dados divulgados estavam dentro das expectativas do Ministério da Saúde e revelam que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acordo internacional.

Porque esse assunto? Pois lembremos que a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou uma Década – 2011-2020 – de Ação pela Segurança Viária em sua Assembléia Geral, realizada em março de 2010. Ou seja, podemos combater esses números frios com ações quentes, a fim de realmente fazer algo para mudar a segurança no trânsito brasileiro. Acredito não haver só um culpado e também não vejo a motocicleta como o maior vilão. Só acho que o povo brasileiro é muito carente de educação. Enquanto atitudes como o primeiro CEPAM – Centro Educacional Paulistano de Motociclistas – não saírem do papel e virarem realidade, continuaremos com saudade de algo que muitos nunca tiveram: a educação.

Se as moto-faixas não ajudaram, novas atitudes precisam ser pensadas por nossas autoridades

Não adianta nada ser a sexta economia do mundo, se nossos problemas estruturais não são combatidos em tempos de calmaria econômica. Por isso vale dizer que as taxas de mortalidade infantil, por exemplo, não só iluminam sobre a quantidade de crianças que estão morrendo. Indicam, também e fundamentalmente, a existência (ou a ausência) de infraestrutura de atendimento infantil, vulnerabilidade a epidemias ou doenças, aleitamento materno, condições de higiene, mecanismos culturais, políticos e sociais de tratamento das crianças, entre outros fatores. Também as taxas de mortalidade no trânsito nos indicam algo além do número de mortes. Apontam os modos de sociabilidade nas vias públicas, a eficiência dos mecanismos de gestão do trânsito, os níveis de segurança dos veículos, das ruas, os mecanismos de fiscalização, as respostas aos acidentados e assim por diante. Até combatermos todos esses problemas, o norte de todas as discussões deverá ser a educação. Somente através dela o Brasil e o trânsito brasileiro têm futuro — e quem sabe até com a motocicleta como solução e não como o maior problema. (por André Jordão)

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Setor de duas rodas apresenta retração em abril

Produção e vendas de motocicletas têm retração em abril

Mesmo com o anúncio de redução na taxa dos juros anunciadas pelos bancos em abril, o setor de duas rodas apresentou uma retração nos emplacamentos de motocicletas no mês passado. Foram emplacadas 132.227 unidades, o que corresponde a uma baixa de 20,2% ante março e 9,5% em relação a abril de 2011, segundo dados compilados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Hoje, a Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motos e bicicletas, divulgou o balanço da produção em abril que também retraiu. As fabricantes produziram 145.697 unidades no mês passado, volume 18,8% menor que o registrado em março (179.451) e 18,4% inferior a abril de 2011 (178.646).

Já as vendas diretas (venda para as concessionárias) de motocicletas no mercado interno totalizaram 138.608 unidades no mês passado. Foram 164.688 unidades em março deste ano – uma baixa de 15,8%. A redução chegou a 20,2% no comparativo com o volume comercializado no mesmo mês do ano passado (173.735 unidades). “As reduções nos juros não se refletem na aprovação do crédito. Na prática, persistem a maior seletividade e o rigor na liberação dos financiamentos, observados desde o final do ano passado. Com isso, grande parte dos consumidores de motocicletas, que pertence às classes socioeconômicas C e D, acaba impossibilitada de concretizar a compra, o que acarreta em quedas nos negócios e, consequentemente, na produção”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo recém-empossado. (por André Jordão)

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Australiano cria R1 de papel

Esta R1 de papel é uma réplica com 60% do tamanho do modelo lançado pela Yamaha em 2007

A internet aproximou o mundo e permite que as maiores bizarrices do planeta fiquem ao alcance de nossas mãos. E foi por meio da rede mundial de computadores que descobrimos o engenhoso Jack Chen.  Este australiano – isso  mesmo, ele não é japonês, nem chinês – teve a brilhante ideia de fazer uma réplica “miniatura” de uma Yamaha YZF-R1 de 2007. Mas esta réplica de miniatura não tem nada!

Chen foi minucioso nos detalhes

Com pedaços de cartão como matéria prima, Chen só precisou de muita cola para dar vida a sua ideia, que ficou com 60% do tamanho original da superesportiva lançada pela fábrica dos diapasões em 2007. Se Chen conseguiu chamar a atenção da Yamaha não sabemos, mas sem dúvida nenhuma este australiano fez um excelente trabalho, não acham? (por André Jordão)

O australiano posa ao lado de sua obra prima

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Motocicleta Ferrari é vendida por R$ 266.800

Batizada de “Ferrari 900″, essa moto é uma obra de arte

Uma motocicleta da Ferrari sancionada pelo próprio Piero Ferrari, filho do fundador da marca Enzo Ferrari, foi vendida em um leilão pela bagatela de £ 85.500, aproximadamente R$ 266.800. A moto começou a ser construída por David Kay, um ex-funcionário da MV Agusta, no inicio da década de 1990. Para ser mais preciso, Kay enviou sua ideia a Piero pedindo para construir uma moto ostentando o emblema do famoso cavalo empinando, tudo em homenagem ao fundador da marca. A resposta veio em uma carta datada de Maranello, 23 de maio de 1990, e assinada pelo próprio Piero Ferrari em que autorizava o projeto e até desejava boa sorte a Kay em sua empreitada.

As quatro saídas de escapamento emitem um som único, garante Kay

Com a autorização concedida, David Kay passou a pensar o projeto do zero. O motor desenvolvido foi um quatro cilindros de 900cc, transversal, com duplo comando de válvulas e câmbio com cinco velocidades. Um chassi tubular foi escolhido para “abraçar” este motor. Assim como o propulsor, que foi construído exclusivamente para esta moto, outros detalhes desta Ferrari sobre duas rodas impressionam. Painel de instrumentos digital, amortecedor de direção e toda a carenagem em alumínio dão pistas de que Kay realmente gostaria de impressionar a família Ferrari — e claro prestar uma homenagem póstuma a Enzo.

Painel com informações digitais faz parte da “Ferrari 900″

A ciclística também confirma o cuidado com o projeto e traz soluções contemporâneas: garfo telescópico invertido, disco duplo da grife Brembo e rodas de 17 polegadas. Depois de pronta, a “Ferrari 900”nunca foi testada ao limite. No entanto, estima-se uma velocidade final superior a 265 km/h, produzindo 106 cavalos de potência a 8.800 rpm, com um peso seco de172 kg.

O motor, DOHC, ostenta o famoso cavalo empinado da marca italiana

O projeto foi concluído em 1995 e ficou “enclausurado” durante os últimos 17 anos na sala da casa de um colecionador britânico que elegeu, muito sensatamente, a moto como um objeto de decoração. Depois de tanto tempo escondida, a “Ferrari 900” foi a leilão em 29 de abril e acabou adquirida por aproximadamente R$ 266.800 no site de leilões www.bonhams.com . (por André Jordão)

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Senna e as motos, um caso de paixão e paúra

Senna dá um talento em sua Ducati 851 Desmo, um presente da casa de Borgo Panigale

O ano era 1977. O local, kartódromo de Interlagos, zona Sul de São Paulo. Entre uma bateria e outra de kart, dois moleques subiam no muro para ver os treinos e as corridas de moto na pista do Autódromo José Carlos Pace. Um deles, Ayrton Senna da Silva, dispensa apresentações. O outro, Geraldo “Tite” Simões, hoje jornalista e instrutor de pilotagem. Relembrando aquele momento, Tite puxou da memória uma frase do jovem Senna sobre pilotar uma motocicleta: “Tenho muita vontade de acelerar uma moto, porém tenho muito medo”. Com o tempo o medo se transformou em prazer, já que o piloto sempre dava suas voltinhas de Ducati na madrugada paulistana. Depois, a pedido da família, a moto só rodava na pista da fazenda, que fica em Tatuí, no interior de São Paulo. Na Europa, Ayrton circulava de scooter pelo Principado de Mônaco para não chegar atrasado em seus compromissos, principalmente nos dias que antecediam o Grande Prêmio.

Cena do documentário “Senna” mostra o piloto acelerando uma Monster nas ruas de Mônaco com a então namorada, Adriane Galisteu, na garupa

“Mônaco era o local onde o Ayrton era mais visto em duas rodas. No travado circuito de rua, eram várias as curvas que seu carro saia do chão com uma e até duas rodas… Falando sério: para ir do seu apartamento até os boxes e cumprir a apertada agenda de um fim de semana de corridas, Senna usava sempre um scooter vermelhinho. Quem ia na garupa usava, como o Ayrton, um capacete pintado na mesma cor da motinho. Transporte bem discreto e usado nas suas folgas no elegante principado,” conta o jornalista Wagner Gonzalez, ex-assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que por vários anos trabalhou com Senna na F1.

Ducati Réplica 888
No auge da carreira, Ayrton Senna foi sondado inúmeras vezes pela Scuderia Ferrari. Neste longo namoro que, infelizmente não deu em casamento, ficou um presente: uma Ducati 851 Desmo que, segundo fontes ligadas ao piloto, foi oferecida pela Casa de Maranello com o objetivo de “apimentar” a relação entre o piloto e as máquinas italianas.
De 1991 a 1994, ano em que Ayrton se transformou em mito, só um mecânico trabalhou na rara joia italiana. Antonio Carlos Ferreira Finardi, mais conhecido no meio motociclístico por Spiga. Ele montou o modelo – já que a moto veio em uma grande caixa da Itália – e fez alterações que a deixaram com um melhor desempenho. “Otimizamos o rendimento do motor, sem fazer qualquer alteração interna. O segredo foi a substituição da injeção eletrônica e um ajuste fino. Só nisso ganhamos 26 cavalos de potência”.
Na verdade, a moto foi transformada em uma réplica do modelo 888 usado no Campeonato Mundial de Superbike de 1990, da qual a equipe Ducati sagrou-se campeã com o piloto Raymond Roche. As principais características estéticas desta macchine vestida de vermelho eram o quadro e as rodas pintados de branco, transmitindo um ar mais esportivo e requintado ao modelo italiano.
“O Ayrton era muito técnico, tinha a telemetria na cabeça. Um dia ele chegou para mim e disse: ‘Spiga, a moto perde progressividade entre 6200 e 6300 rpm’. Ele era um gênio. Um apaixonado por motocicletas”, conta o mecânico que já trabalhou no Mundial de Superbike e que hoje tem um oficina especializada em motos importadas em Campinas (SP) – www.spiga.com.br .
Segundo Spiga, Senna pilotava muito bem a Ducati 888 Réplica na pista de seu kartódromo em Tatuí. “O pneu só desgastava na parte externa, no limite entre a banda de rodagem e lateral. Isso prova que Senna adorava contornar curvas em alta velocidade”, afirma Spiga, dizendo que Ayrton Senna “tinha o dom de pilotar qualquer tipo de veículo motorizado, seja ele um carrinho de controle remoto, jet sky, lancha, helicóptero ou até mesmo uma moto superesportiva”, concluí, saudoso, o mecânico Spiga.

Ducati 916 Senna, lançada no final de 1994, ano de sua morte, teve palpites do piloto no seu desenvolvimento

Bellas macchini
Para perpetuar esta extrema e intensa relação com o esportes à motor, duas marcas italianas – Ducati e MV Agusta – homenagearam o piloto com edições especiais e limitadas de suas superesportivas. A primeira foi a Casa de Borgo Panigale. No final de 1994, a Ducati apresentou a 916 Senna, em memória do piloto, mas que havia sido desenvolvida com a aprovação do próprio Ayrton e, é claro, recebeu na fase de projeto alguns “pitacos” do tricampeão mundial de Fórmula 1. Foram fabricadas apenas 300 motos.
A 916 Senna foi equipada com um motor de dois cilindros em “L”, com comando Desmodrômico, 916 cm³ de capacidade e alimentado por injeção eletrônica de combustível. O propulsor gerava 109 cv de potência máxima.

MV Agusta F4 750 Senna foi criada para arrecadar fundos para o Instituto Ayrton Senna

Em 2002, a MV Agusta apresentou a F4 750 Senna, uma obra de arte sobre duas rodas construída com o propósito de arrecadar fundos para o Instituto Ayrton Senna. O modelo trazia o que havia de mais moderno em termos de tecnologia embarcada, além da agressividade de um motor de quatro cilindros em linha que produzia 136 cv de potência máxima.
Em 2006 chegava a F4 1000 Senna, também com motor quatro em linha, mas 174 cv. A moto tinha um novo sistema de injeção eletrônica, freios monobloco Brembo, com pinça de fixação radial, e vários itens construídos em fibra de carbono. A F 4 1000 Senna trazia na suspensão traseira o revolucionário amortecedor Sachs Racing, que pertencia a mesma família dos utilizados nos bólidos de Formula 1. Esta foi a forma da marca italiana homenagear uma lenda.

Cartaz divulga a F4 1000 Senna. Claudio Castiglioni, falecido dono da MV, era amigo pessoal do piloto brasileiro

“Ayrton era uma estrela em um campeonato próprio, como homem e como piloto, um campeão; um amante da velocidade, mas também um grande ser humano que prestou atenção em cada detalhe e que buscava constantemente a perfeição. Ficamos ligados por uma amizade valiosa e sentimentos mútuos de respeito e admiração. Quando nos encontramos, nós não apenas falamos sobre os motores, apesar de Ayrton ser muito atraído por veículos de duas rodas, mas também de como ajudar crianças menos favorecidas”, afirmou Claudio Castiglioni – que faleceu em agosto do ano passado -, dono da MV Agusta, no texto de apresentação da moto que trazia um grande “S” e o sobrenome “Senna” estampado na carenagem lateral. (Por Aldo Tizzani)

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