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Harley-Davidson lança novo V2 de 1.753 cm³
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7758Milwaukee-Eight terá eixo balanceiro para reduzir vibrações e quatro válvulas por cilindro 

Há algumas semanas a foto de uma tampa da caixa de ar de um motor com a inscrição “107 Milwaukee Eight'' circularam nas redes sociais, grupos de whatsapp e sites de notícias de moto. A foto deu origem a inúmeras teorias, a principal delas de que se tratava de um novo V2 da Harley-Davidson com 107 polegadas cúbicas, ou seja, 1.753 cm³.

Hoje, a marca norte-americana confirmou o lançamento do “Milwaukee Eight'', um novo motor V2, que irá substituir os atuais Twin Cam 103 e equipará a linha 2017 da família Touring. O nome faz referência à cidade de origem da marca, Milwaukee nos Estados Unidos. O numeral “eight'' (oito) revela uma das novidades do novo V2: as oito válvulas, quatro por cilindro.   7747Novo V2 manteve os dois cilindros a 45 graus

Embora mantenha a clássica arquitetura dos motores Harley, dois cilindros em “V'' dispostos a 45°, o motor traz algumas novidades, além das oito válvulas. A taxa de compressão é 10% maior e deverá produzir mais torque e potência do que os atuais Twin Cam, porém a fábrica não revelou dados de desempenho e nem especificações mais detalhadas. Entretanto, a Harley fez questão de frisar que o Milwaukee-Eight conta com um eixo contra balanceiro para reduzir as vibrações típicas de um V2.

O motor terá três diferentes versões. O motor base será um V2 de 107 polegadas cúbicas, 1.753 cm³, com refrigeração a ar que irá equipar os modelos Street Glide/Street Glide Special, Road King, Electra Glide Ultra Classic e Road Glide.

7309Ula Limited irá ganhar o novo V2 com refrigeração líquida, batizado de “Twin-Cooled Milwaukee-Eight 107″ 

Já os modelos Touring mais top de linha, como a Ultra Limited, receberão o Twin-cooled Milwaukee-Eight 107, ou seja, com arrefecimento líquido no cabeçote. A versão maior e mais potente, chamada de Twin-Cooled Milwaukee-Eight 114, terá 114 polegadas cúbicas ou 1.868 cm³ de capacidade. Esse motor irá equipar os modelos CVO Limited e CVO Street Glideno lugar do atual Twin Cam 110 Screamin´Eagle.

A linha 2017 da Harley-Davidson ainda reserva mais novidades, entre elas, um novo conjunto de suspensão para a família Touring. Nós da INOMOTO embarcaremos para Seattle, Estados Unidos, onde iremos ver de perto as novidades e, claro, ter o primeiro contato com esses novos V2 da Harley. (por Arthur Caldeira)


Estado da Califórnia legaliza a circulação de motos no corredor
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lanesplitting1Andar no corredor agora é lei na Califórnia

O governador da Estado da Califórnia, Jerry Brown, sancionou em 19 de Agosto uma lei que autoriza a circulação de motocicletas entre as faixas de rolamento entre os carros, ou seja, o famoso “corredor''. Além de ser um ótimo argumento para acabar com o velho papo – “se os motociclistas querem ter direitos têm que respeitar a lei e andar atrás dos outros veículos'' ou ainda “em nenhum país do mundo as motos andam no meio dos carros'' – a lei californiana abre um importante precedente no Estados Unidos e em todo mundo ao tornar legal essa prática tão comum – sim, acontece em diversos países europeus e até mesmo no Japão. Até então a Califórnia não proibia, mas também não permitia as motos andarem no corredor legalmente, em um espécie de zona cinzenta (grey area: expressão em inglês para explicar algo que não está na lei, mas que também não é proibido), mais ou menos como acontece aqui no Brasil.

switzerland-on-lane-splitting-no-68091-7Em alguns países europeus também é permitido

Com a lei, proposta pelos representantes Bill Quirk e Tom Lackey, em vigor o departamento de trânsito da Califórnia e a tal California Highway Patrol (lembra dos CHIPs?) agora têm a autoridade de desenvolver e criar regras para o “lane-splitting'' (divisão de faixas na tradução direta) em conjunto com grupos e associações de motociclistas. Porque, convenhamos, é bem melhor regulamentar e instruir a maneira de certa de fazer algo do que simplesmente ignorar algo que acontece.

lane-splitterMelhor no corredor do que alvo estático de motoristas distraídos

Rapidamente, a Associação Americana de Motociclismo (AMA da sigla em inglês) divulgou uma nota apoiando a decisão do governador californiano e ressaltando a importância da medida. De acordo com o comunicado, diversos estudos como o “Hurt Report'' provam que grande parte dos acidentes com motociclistas (cerca de 60%) acontecem em situações de tráfego moderado e pesado (em um congestionamento, por exemplo) quando os motociclistas parados atrás dos carros nas faixas de rolamento ficam vulneráveis a mudanças de faixas de outros veículos, condutores distraídos (ou seja, atualizando suas redes sociais ou respondendo mensagens). O estudo Hurt, sobrenome de um dos autores, conclui que “andar no corredor diminui a exposição dos motociclistas a esses riscos''. Embora muita gente aqui pense o contrário.

Outro documento, do Departamento de Segurança no Trânsito dos Estados Unidos (NHTSA), publicado como uma agenda para a segurança dos motociclistas estudou o “lane-splitting'' e concluiu: “A largura de uma motocicleta permite o veículo passar entre as faixas de veículos parados ou movendo-se vagarosamente em vias, onde a largura das faixas seja suficiente para proporcionar um espaço adequado. Essa alternativa pode proporcionar uma rota de fuga para motociclistas que pudessem ficar presos ou serem atingidos em uma colisão traseira. Há evidência que rodar entre as faixas de rolamento com os carros em baixa velocidade ou parados em vias de múltiplas faixas reduz a frequência de acidentes com motos se comparado a locais onde as motos ficam dentro das faixas e se movendo com o tráfego''. A agenda recomenda que as autoridades estudem a viabilidade do “lane-splitting'' e as suas implicações na segurança viária.

CORREDOR_4Não dá para andar no corredor a toda hora: só com o trânsito parado ou lento e em baixa velocidade

A boa notícia da regulamentação de motos andarem no corredor na Califórnia também levanta outras questões importantes: quando, como e em qual velocidade devemos andar no corredor? Já fizemos até um post com algumas dicas práticas, como você pode ler aqui.  Mas basta respeitar o bom senso para poder rodar com segurança no corredor. eu mesmo só faço isso quando o trânsito está realmente parado ou muito lento (20, 30 km/h) e em vias onde as faixas são largas o suficiente para fazer isso com segurança. Outra dica é: respeitar o limite de velocidade da via ou até mesmo rodar abaixo dele.

CORREDOR_9Não vale correr, nem ultrapassar pela esquerda ou seguir ambulância no corredor: tenha bom senso

Por exemplo, o corredor Norte-Sul em São Paulo (SP), formado pelas avenidas Tiradentes, 23 de Maio, Rubem Berta e Washington Luís, tem 50 e 60 km/h como limites máximos de velocidade de acordo com o trecho. Sempre que volto para casa pego um trecho dessas avenidas e nunca rodo acima do limite, ainda mais no corredor. Mas o que eu vejo – e com muita frequência – são motociclistas indo a 100 km/h e, o pior, entre os carros! Ou alguns que tentam forçar a barra em trechos onde não há espaço para dois carros e uma moto. Outros motociclistas, mais egoístas, não se contentam em rodar no corredor formado pela faixa da esquerda e a subsequente, querem rodar no corredor entre todas as faixas. O que, além de irritar os motoristas, prejudica os outros motociclistas, uma vez que os motoristas não conseguem dar espaço para passar uma moto de cada lado. Então, não bastam leis que regulamentem é preciso ter bom senso e educação no trânsito e na vida. E agora mais do que nunca aquela música faz sentido: “Garota eu vou pra Califórnia''… (Por Arthur Caldeira)


Harley-Davidson cria motos customizadas para os heróis Marvel
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Você pode não ter a agilidade do Homem-Aranha, a coragem do Capitão América ou a fortuna de Tom Stark para construir sua própria armadura, mas poderá rodar por aí com uma Harley-Davidson customizada com a temática de um dos super-heróis. A fabricante norte-americana decidiu unir a robustez de suas motos com os poderes de 16 heróis da Marvel para criar modelos customizados baseados nos personagens de quadrinhos.

sydney-hq-heroshot-front-001-sml-captainamerica-195168Para a Harley, a Street Glide Special representa a “liberdade'' do Capitão América

Para dar início ao projeto e inspirar os criadores, a Harley preparou uma Street Glide Special comemorativa dos 75 anos do Capitão América, que aparece no vídeo que abre esse post. O modelo da família Touring ganhou pintura na cor azul predominante, asas prateadas no escudo frontal e a estrela do herói estampada no tanque. As rodas e o escapamento foram pintados de preto e, para finalizar, assento e bolsas laterais em couro marrom. “Customizamos essa Capitão América Street Glide Special para inspirar os revendedores da Austrália e da Nova Zelândia a criarem sua própria moto customizada inspirados no personagem Marvel, utilizando a gama de motos H-D. O resultado tem sido fenomenal. Uma verdadeira combinação de super poderes com 16 heróis Marvel representados”, declarou David Turney, gerente de comunicação da marca na Austrália.

hero-desktop-1--195146Batizada de “Coragem'', a V-Rod Muscle do Homem de Ferro ganhou guidão ape-hanger

Ao todo foram criadas 27 motos customizadas com os heróis Marvel, entre eles, Viúva Negra, Pantera Negra, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Homem-Formiga, Ultron, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma, Thanos, e até Drax e Groot dos Guardiões da Galáxia. O resultado são modelos exclusivos que trazem características estéticas e da personalidade dos personagens de HQ.

hero-desktop-10--195155A Iron 883 do Homem-Aranha foi batizada de “Agilidade''

Neste projeto, elaborado pelas equipes da H-D na Austrália e Nova Zelândia, foram utilizados modelos de praticamente todas das famílias da H-D, da nova Street 500, passando pelas famílias Sportster, V-Rod e Touring. Todas as 27 motos personalizados estarão em exposição no Comic-Con Oz, que acontece nos dias 10 e 11 de setembro em Sydney, na Austrália. Se você não puder ir ao evento, não lamente muito. Já é possível conhecer todas as 27 motos dos personagens Marvel em um site, no qual somente os consumidores dos dois países poderão votar na preferida para concorrer a diversos prêmios. se você é fã de quadrinhos e de Harley vale a pena dar uma passada no site para ver as curiosas criações. A Low Rider S customizada com a temática do Homem-Formiga foi uma de nossas preferidas. (Por Aldo Tizzani e Arthur Caldeira)

hero-desktop-19--195164A Low Rider S do Homem-Formiga é uma das mais legais, na nossa opinião


Bosch e Gogoro se unem para oferecer scooters compartilhados em Berlim
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scooter_coup1O serviço Coup alugará os scooters eléricos por 3 Euros a cada meia hora

O serviço de compartilhamento de veículos, mais especificamente de scooters, parece que é uma moda que veio mesmo para ficar. Depois de Roma, agora será a vez de Berlim, na Alemanha, a contar com um serviço de compartilhamento de scooters elétricos. Por meio de sua subsidiária Coup, a Bosch se associou à taiwanesa Gogoro, que fabrica o simpático smartscooter elétricos, para oferecer um aplicativo para que os berlinenses possam localizar, reservar e alugar um dos scooters elétricos em qualquer local da capital alemã.

13920110_744904902318981_654365692144018714_oMesmo com diversos modais, a capital berlinense ainda tem espaço para o compartilhamento de scooters

Inicialmente, a Coup terá 200 scooters elétricos da Gogoro disponíveis em Berlim. Para alugá-los, o usuário irá utilizar o app para encontrar um scooter disponível e pagará 3 Euros (R$ 11,00) por 30 minutos de uso, ou 20 Euros (R$ 73,00) pelo dia todo. Para alugar um dos Smartscooters da Gogoro será preciso ter 21 anos e uma carteira de habilitação – seja de carro ou de moto, pois o scooter não atinge mais de 45 km/h e pode ser pilotado por motoristas.

13907103_741585349317603_7306051082681160980_nCom um moderno painel digital scooter Gogoro atinge 45 km/h e sua autonomia chega a 100 km

Berlim é a primeira cidade a contar com os scooters elétricos da Gogoro, fora de Taiwan. Com um visual moderno e uma inteligente solução de trocas de baterias, o Gogoro Smartscooter pode rodar até 100 km com uma carga e a ideia é que haja estações para trocas de baterias espalhados pela cidade. O CEO da Gogoro, Horace Luke acredita que, em breve, outras cidades europeias devem “comparar'' a ideia da empresa e o sistema de compartilhamento de scooters: “a mobildiade urbana em grandes cidades ao redor do mundo irão enfrentar problemas de conveniência e também de energia'', afirmou Luke, referindo-se ao fim dos combustíveis fósseis. (Por Arthur Caldeira)

GOGORO_1A grande sacada da Gogoro foi projetar estações de recarga de baterias para seu smartscooter


Nova Ducati 959 chega em novembro
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959_PanigaleA nova 959 traz motor de dois cilindros em “L'' de 157 cv de potência

Famosa pelas suas motos esportivas, a Ducati anunciou um reforço para seu time de superbikes no Brasil: a nova 959 Panigale deverá chegar ao País em novembro. A menor esportiva da família Panigale traz o design inspirado na sua irmã maior, a 1299, e está equipada com motor de dois cilindros em “L” que produz 157 cv de potência máxima. A 959 Panigale, a exemplo de outros modelos da marca italiana, conta com uma boa dose de eletrônica embarcada: controle de tração, modos de pilotagem, acelerador eletrônico (ride-by-wire) e sistema de freios ABS. A “Panigalina”, apelido dados pelos italianos para a mini Panigale, usa o motor Superquadro, de dois cilindros em “L” e 955 cm³, que gera respeitosos 157 cv a 10.500 rpm de potência máxima e que 10,9 kgf.m a 9.000 rpm, de torque máximo. E o câmbio é de seis velocidades, com quick shift (DQS). Para conseguir este desempenho, o motor da 959 recebeu várias mudanças: teve seu virabrequim redesenhado, ganhou novas bielas, pistões, sistema de lubrificação e tampas dos cabeçotes em alumínio. Tudo para oferecer máximo de desempenho, reduzir peso e estar de acordo com as normas europeias de antipoluição. Normas que, aliás, obrigaram a Ducati a adotar uma solução estranha no escapamento. A ponteira dupla pode até seguir as regras antipoluição Euro 4 (equivalentes à segunda fase do Promot 4 em vigor no Brasil), mas acabou com a harmonia do design italiano.

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Com design arrebatador, a superesportiva deverá custar cerca de R$ 65 mil

Na parte ciclística, a nova superbike italiana usa quadro monocoque em alumínio. O chassi, espécie de espinha dorsal da moto é compacto, rígido e, ao mesmo tempo leve. Detalhe: a estrutura é derivada das motos que competem na MotoGP e foi desenvolvida em parceria com o piloto Valentino Rossi, que fez parte do time italiano entre 2011 e 2012. O quadro abraça o motor Superquadro e também recebe os conjuntos de suspensão e freios. Na dianteira, a 959 Panigale conta com suspensão invertida (upside-down) Showa com tubos de 43 mm, 120 mm de curso e é totalmente ajustável.

523MUNDOMOTO_959_Panigale_01A “Panigalina” traz o que há de mais moderno em termos de tecnologia

Para garantir um maior controle, a superbike italiana ganhou um eficiente amortecedor de direção. Para completar, discos duplos semiflutuantes, com pinça de fixação radial da grife Brembo e cáliper de quatros pistões. Diferentemente de sua irmã mais velha, a 959 não usa monobraço, mas sim balança tradicional em alumínio e monomartecedor com 130 mm de curso e múltiplas regulagens (Sachs). O sistema de freios traz disco simples, de 245 mm de diâmetro e cáliper de dois pistões. O sistema de freios ABS de última geração – Bosch ABS 9MP – está presente em ambas as rodas. Para completar, a Panigalina adotou rodas de liga leve de dez raios, calçadas com pneus Pirelli Diablo Rosso Corsa nas medidas: 120/70 ZR17 (D) e 180/60 ZR17 (T). A moto pesa 176 kg (a seco).
523MUNDOMOTO_959_Panigale_09O modelo é upgrade para motociclistas donos de motos entre 600 e 750cc

O pacote tecnológico da 959 é bastante completo. O cérebro eletrônico do modelo esportivo italiano faz todo o gerenciamento da tecnologia embarcada, principalmente quando os modos de pilotagem – Race, Sport e Wet (específico para piso molhado) – e o controle de tração com oito níveis de atuação – proveniente das motos de competição – atuam em conjunto para oferecer mais controle e segurança. Todas as mudanças eletrônicas da moto são bastante intuitivas e o piloto pode acompanhar todas as informações via painel de LCD, que fica protegido pela bolha. A nova superbike italiana desembarca no Brasil em novembro, porém o valor não foi divulgado pela Ducati do Brasil. Mas como a 1299 Panigale ABS 2016 tem preço sugerido de R$ 79.900, a 959 deverá chegar na casa de R$ 65.000. (Por Aldo Tizzani)


Indian adota central multimídia na linha 2017 para se igualar a Harley
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Rivais de longa data, Harley-Davidson e a renascida Indian Motorcycles têm travado uma boa briga pela preferência do consumidores de motos custom americanas. O mais novo capítulo dessa “briga'' é o completo sistema de infotainment que a Indian, marca adquirida em 2012 e renovada pela Polaris, adotou em algumas motos modelos 2017.

Todd Williams PhotographyTela touch e colorida de 7'', sistema de som de 200 W e GPS inclusos nos modelos 2017 da Roadmaster e Chieftain

A Roadmaster e a Chieftain, ambas topo de gama da Indian, virão equipadas com uma central multimídia com tela de 7’’ polegadas totalmente colorida com tecnologia touch e Bluetooth no modelo 2017. O novo sistema, batizado de Ride Command, irá permitir que o motociclista conecte o seu smartphone, faça uma chamada ou ouça música via Bluetooth, como no sistema atual da Harley. Aliás, o sistema de som das Indian também evoluiu. Ainda não chegam aos 300 W da Harley CVO Street Glide , mas agora são 100 watts para a Chieftain e 200 watts para a Roadmaster.

WM1_Indian4Há três telas nas quais o motociclista escolhe as informações que quer visualizar

O sistema conta com três telas personalizáveis, nas quais o piloto poderá escolher as informações que deseja ver em cada uma delas: estado geral da moto (pressão dos pneus, tensão da bateria, horas de uso do motor, próxima troca de óleo); informações sobre a unidade (velocidade, combustível, RPM, indicador de marcha), Trip 1; Trip 2; programação do passeio, configurações de áudio e mapas de navegação. A tela tátil também permite ampliar o zoom como fazemos nos smartphones. Se quiser saber mais sobre o sistema Ride Command, que deverá chegar aos modelos vendidos no Brasil em 2017, assista ao vídeo explicativo (em inglês) que abre o post. Nessa briga de duas lendárias marcas americanas quem ganha é o consumidor. (Por Arthur Caldeira)
Todd Williams PhotographyAlém da Roadmaster (foto), a Chieftain terá o sistema RideCommand para 2017


Sete motos olímpicas
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Os Jogos Olímpicos Rio 2016, que começam hoje (5/8) no Rio de Janeiro (RJ), reunirão mais de 11 mil atletas distribuídos em 42 modalidades e que participarão de 306 provas. Os esportistas buscam vitórias, quebras de recorde e, é claro, a tão cobiçada medalha. Para isso seus corpos foram moldados ao longo dos anos para ter força, velocidade, agilidade e resistência para superar seus limites. Para entrar no clima olímpico, nós, da INFOMOTO, escolhemos sete motos que seriam forte competidoras em sete modalidades. Confira.

524ESPECIAL_YAMAHA_R1M100 metros rasos: A final dos 100 metros rasos será uma das provas mais esperadas da Rio 2016. Quem será o mais veloz: o jamaicano Usain Bolt ou o norte-americano Justin Gatlin? Na categoria das motos superesportivas o páreo também é duríssimo entre a Yamaha YZF-R1M e a BMW S 1000RR. O modelo japonês traz um motor de quatro cilindros de 200 cv e 199 quilos (em ordem de marcha). Já a moto alemã também usa propulsor de quatro cilindros em linha, porém com 199 cv e 204 quilos abastecida e pronta para rodar. Ambas fazem de 0 a 100 metros na casa dos três segundos e ultrapassaram a barreira dos 200 km/h com facilidade. Pura explosão e potência!

524ESPECIAL_DUCATI_XDIAVELHalterofilismo: Nesta modalidade, o que vale é força bruta e resposta imediata. No mundo moto, um modelo que representa bem esta modalidade é a nova Ducati XDiavel, que chega às lojas em setembro a partir de R$ 74.900. Intimidadora e musculosa, a power cruiser está equipada com um motor Testastretta DVT – de dois cilindros e 1.262 cc – , que produz 156 cv de potência máxima e impressionantes 13,35 kgf.m de torque. Força de sobra para tirar os 247 kg da italiana da imobilidade.

524ESPECIAL_YAMAHA_YZ450Hipismo: Nas provas de hipismo, a dupla – homem e cavalo – precisa de muita harmonia para superar os obstáculos. Isso também ocorre nas provas de motocross. Nesta modalidade escolhemos a Yamaha YZ450FM. O bom desempenho desta off-road vem do motor quatro tempos de 449,7cc, aliado ao eficiente conjunto de suspensões e ao bom preparo físico e psicológico do piloto. Esta fusão de características levaram Romain Febvre, francês de 23 anos, ao título mundial da categoria MXGP em 2015.

514ESPECIAL_KTM_SUPER_DUKELuta greco-romana: A naked mais potente do mundo, com 180 cv de potência máxima, a KTM 1290 Super Duke R é uma streetfighter nata. O visual do modelo austríaco é marcado por linhas angulosas e uma aparência musculosa que transmite a impressão de que a moto está pronta para a luta, seja na estrada ou na pista. Esta “besta” também tem muita força: quase 15 kgf.m de torque máximo para dar um verdadeiro soco no estômago!

524ESPECIAL_KAWA_310Natação: Para as provas na água optamos por uma moto aquática. Ou melhor, um jet ski Kawasaki. Para enfrentar qualquer tipo de mar, o Ultra 310R é considerado um dos mais potentes de sua categoria. Equipado com Supercharger e Intercooler, o motor deste jet ski – quatro tempos, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 1.498 de capacidade cúbica –, gera 310 cv de potência máxima e 29,2 kgf.m de torque máximo. Com certeza o Ultra 310R deixaria Michael Phelps vendo borbulhas!

524ESPECIAL_BMW_R1200GS_ADVENTUREPentatlo: A modalidade reúne esgrima, natação, hipismo, tiro e corrida. Aqui a palavra-chave é versatilidade. A representante do segmento de duas rodas que se enquadra neste requisito é a BMW R 1200 GS Adventure. Versátil, a bigtrail está pronta para encarar qualquer tipo de desafio. A Adventure é capaz de gerar 125 cv de potência e torque máximo de 12,6 kgf.m. Já o grande tanque de 30 litros lhe dá uma autonomia de cerca de 500 quilômetros em condições racionais de uso.

524ESPECIAL_HONDA_CB500_XDecatlo: Força, rapidez, resistência e regularidade. Estas características forjam o atleta que participa desta modalidade, que reúne 10 provas de atletismo. Para esse desafio convocamos a Honda CB 500X, uma crossover racional. Renovada, o conjunto ganhou regulagem de suspensão e manete do freio, além de um visual mais jovial em função das novas cores e grafismo. O motor se manteve o mesmo: um bicilíndrico de 471 cm³ de capacidade com duplo comando no cabeçote (DOHC) e que oferece 50,4 cv de potência máxima. Com boas médias de consumo – em torno de 26 km/l – a CB 500X é bastante regular: pode ser usada no dia-a-dia, viagens dentro e fora da estrada. (Por Aldo Tizzani)


Consórcio lidera venda de motos em 2016
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O consórcio tem se apresentado com uma boa opção para vender motos

O mercado de motos vem sofrendo sucessivas quedas nas vendas nos últimos anos. Motivos não faltam: instabilidade econômica, restrições ao crédito, alto índice de endividamento e medo do desemprego. Entre janeiro e julho deste ano foram emplacadas 626.192 unidades, queda de 16,46% se comparado ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pela Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores de veículos em todo o Brasil.
Apesar do cenário desanimador, o consórcio tem se mostrado uma ferramenta eficaz para a venda de motos zero quilômetro. De acordo com a Fenabrave, 36% das motos emplacadas em 2016 foram vendidas pelo consórcio – contra 34% adquiridas por financiamento e 30% vendidas à vista. São mais de 225 mil unidades adquiridas por meio da compra programada. Só para comparar, as vendas de automóveis nesta mesma modalidade correspondem a apenas 5% do total de carros emplacados no ano.

524MOTOMERCADO_ALARICOAs vendas de cota também são uma fonte de renda para as concessionárias, explica o presidente da Fenabrave

Para Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, o consórcio é fundamental para a manutenção do segmento de duas rodas. “Em momentos de crise, a modalidade resurge como uma moeda forte. Sem dúvida é a melhor composição para comprar uma moto zero, já que dispensa a burocracia do financiamento e o cotista poderá se programar em função de sua saúde financeira ou necessidade de resgatar a moto por meio de um lance”, afirma Alarico.
Diferentemente de um financiamento, o sistema de consórcios não cobra juros, apenas uma taxa de administração. “A modalidade aparece como uma alternativa segura em meio à crise, pois oferece a vantagem de comprometer o cliente apenas com parcelas mensais planejadas e que cabem no seu orçamento”, explica Alberto Pescumo, gerente geral Comercial da Honda Serviços Financeiros. Com 35 anos de existência, o Consórcio Nacional Honda já entregou mais de 5,3 milhões de motos.

524MOTOMERCADO_PESCUMO_HondaHoje, 39% das vendas de motos zero da Honda são via consórcio, afirma Alberto Pescumo, gerente comercial da marca

No acumulado deste ano, a marca, líder do segmento de duas rodas com 69,6% de market share, já entregou 179 mil motocicletas por meio do consórcio, o que representa 39% das vendas de motos zero da Honda no período. Com planos de 12 a 80 meses, o Consórcio Honda ainda oferece a possibilidade de o cliente escolher a melhor data para pagamento da parcela e, desde a adesão, já pode participar do sorteio ou lance e resgatar a sua moto.
Já a Yamaha aposta suas fichas em um novo plano que oferece 15 contemplações mensais, sendo dois sorteios, três lances fixos de 25% e até 10 lances livres para o cotista sair de moto zero quilômetro. O consórcio Yamaha também está há 35 anos no mercado, atualmente com mais de 600 grupos em andamento e uma média de 2.000 contemplações por mês.

524MUNDOMOTO_YAMAHA_FACTOR125iCom a modalidade em alta, a Yamaha conta com média de 2.000 contemplações/mês

Além de ser a “salvação da lavoura” para as fábricas, o consórcio também ajuda os revendedores. O presidente da Fenabrave afirma que a venda de cotas é uma ferramenta de suma importância para dar sustentação ao negócio. “Muitas vezes é dali que saem os recursos para cobrir as despesas fixas da concessionária”, explica Alarico Assumpção Jr. Mas a modalidade de compra programada também pode gerar mais negócios. “Os distribuidores podem trabalhar em parceria com grandes empresas para a renovação de frotas e alinhar planos de manutenção”, sugere o executivo da Fenabrave. (Por Aldo Tizzani)


Vencedor de “Rally da Economia” roda 79 km com 1 litro de gasolina
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“Quantos quilômetros uma motocicleta consegue percorrer com apenas um litro de gasolina?'' Essa foi a pergunta que motivou a Yamaha a promover em conjunto com sua concessionária Geração de Florianópolis (SC) o 1º Rally da Economia. Para responder a essa pergunta fui convidado pela fábrica a participar do desafio com outro jornalista e mais nove clientes da marca em 24 de julho, um ensolarado e frio domingo na capital catarinense. A disputa, feita com o modelo YBR Factor 150, era simples: rodar até o combustível acabar em um percurso de 1 km ao redor da concessionária. Confesso que estava bastante curioso para descobrir quanto essa econômica street com motor de um cilindro e injeção eletrônica era capaz de rodar: em nossa avaliação, publicada aqui em UOL Carros, nossa média foi de 40,5 km/l.

11 pilotos enfrentaram o Rally da Economia com a YBR Factor 150 promovido pela Yamaha e a concessionária Geração de Floripa

A mecânica do Rally da Economia era simples: cada motociclista podia rodar da maneira que quisesse sem sair do percurso até a moto falhar. Não valia empurrar a Factor 150, nem dar impulsos com o pé, mas era permitido parar em caso de necessidade e depois voltar a rodar. Para que a disputa fosse justa todas as motocicletas foram vistoriadas. “Os técnicos e mecânicos da própria Yamaha verificaram o filtro de ar, escapamento, vela, as medidas dos pneus e da relação. As calibragens também foram as mesmas, utilizando o padrão indicado pela Yamaha no Manual do Proprietário. Quanto ao combustível, as motocicletas tiveram seus tanques esvaziados, e na sequência abastecemos todas as motocicletas com exatamente 1 litro da mesma gasolina, proveniente do mesmo fornecedor. Ou seja, estava tudo igual para todos”, explicou Ricardo Malaman, supervisor de serviços da Yamaha Motor do Brasil.

Técnicos da Yamaha verificaram todas as motos; drenaram os tanques e abasteceram com a mesma gasolina

A estratégia era livre para cada piloto. Eu acreditava que rodar em terceira, quarta marcha no máximo, e acelerava até que a luz “ECO'' do painel acendesse. Ou seja, os giros estavam em torno de 2.000, 3.000 rpm e a velocidade variava entre 24 e 30 km/h, no máximo. Ainda havia um leve declive na rua, onde eu punha o câmbio no neutro e voltava a engatar a terceira marcha assim que a velocidade caía para menos de 20 km/h. Pensava que assim poderia rodar mais do que os 40,5 km/l que tínhamos conseguido em nosso teste.

Até rodei sem jaqueta para reduzir o peso, mas adotei uma estratégia errada e só fiz 41 km com um litro

Ledo engano. Quando havia rodado cerca de 37 km, a moto começou a falhar. Parei, balancei um pouco a moto para que a gasolina chegasse à bomba de combustível – tudo válido pelo regulamento e conferido de perto por fiscais espalhados pelo percurso – e consegui dar uma nova partida. Mais dois quilômetros e nova falha; outra balançada e consegui rodar somente 41 km/litro. Praticamente o mesmo que em condições normais de uso na cidade de São Paulo.

Já outros pilotos adotaram estratégias diferentes e foram bem mais econômicos do que eu. O vencedor, Brando Dutra de Souza, que ganhou um novo capacete Shark, rodou 79 km (isso mesmo, quase 80 km) com somente um litro. “Eu fiquei surpreso com o resultado. Já sabia que a Yamaha era muito econômica, mas fazer 79 km foi uma surpresa. Eu não usei nenhuma técnica especial, só rodei suavemente, mantendo uma marcha alta, quarta, quinta, e variando a velocidade entre 30 e 40 km/h”, explicou Brando, que levou 2h45 min para cumprir o desafio. E para quem duvida, eu garanto: ele rodou tudo isso mesmo. Eu estava lá para ver, afinal quem não gostaria de ganhar um capacete novinho?

Mão-de-vaca: Brando percorreu 79 km com apenas um litro de gasolina!

Mas por que eu rodei tão menos? Primeiramente, poque faltei a algumas aulas de física: minha velocidade média foi muito baixa, o que consequentemente fez eu percorrer uma distância menor, afinal V (velocidade) = Δ s (a variação de espaço) / Δ t (variação de tempo), ou seja, quanto maior a velocidade você vai percorrer uma distância maior no mesmo tempo. A solução seria acelerar tudo, então? Claro que não! O ideal era encontrar uma velocidade média na qual você gastasse o mínimo de combustível e conseguisse percorrer um intervalo de espaço maior… e talvez seja o que Brando encontrou.

Mas meu raciocínio estava errado em outros dois pontos: primeiro que eu deveria ter escolhido uma marcha mais alta, como o vencedor. Em marchas mais altas, o motor gira menos para transferir a mesma “força'' à roda traseira. Meu outro erro foi esquecer que, mesmo no neutro, o sistema de injeção eletrônica injeta certa quantidade de combustível na câmara de combustão para resfriar o cilindro. Isso acontecia enquanto eu perdia velocidade (olha a física aí de novo) e tinha que acelerar mais para retomar, e consequentemente, gastava mais. Agora eu aprendi. E espero que vocês também. (Por Arthur Caldeira)


Novo jogo “Ride 2″ terá pista molhada, supermotos e cafe racers
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Infomoto


Lançado em 2015, como o “Gran Turismo'' das motocicletas, o jogo Ride vai ganhar uma sequência. A da desenvolvedora Milestone lançou nesta semana um trailer de''Ride 2″ e definiu a data de lançamento para 7 de outubro deste ano. O simulador de motocicletas ganhou diversas novidades, entre elas a modalidade Supermoto com três pistas oficiais, além de novos modelos de motos, como a Kawasaki Ninja H2R. “Ride 2″ ainda terá motos customizadas como cafe racers.

Ride2_cafeCafe racers customizadas podem ser pilotadas em novo jogo “Ride 2″

Outra boa novidade alardeada pelos desenvolvedores são as condições de chuva para todas a pistas, que incluem circuitos fechados e estradas famosas. A Milestone afirma também que investiu pesado na captação de som das motocicletas, a pedido dos jogadores. Para isso, as motocicletas foram levadas para um dinamômetro em uma locação especial, onde receberam diversos microfones – no motor, na entrada de ar, na saída de escapamento e até mesmo na embreagem. Tudo para garantir uma experiência de pilotagem virtual ainda mais próxima da realidade.

ride2-supermoto-Honda-CRF-450-Sugo-screenshots-06-26-2016_01 Supermoto e pistas oficiais da modalidade é uma das novidades do game

No restante, “Ride 2″ traz as funcionalidades que fizeram do primeiro jogo um dos melhores simuladores de motocicletas para videogame. Na sequência será possível fazer ajustes no motor, nos freios, nas rodas, nas suspensões e até mesmo na caixa de marchas, com a novidade de uma transmissão “racing'' específica para corridas em circuito fechado e que permite instalar carenagens de fibra de carbono para reduzir o peso da moto nas provas mais extremas.

ride2-screenshots-06-18-2016_05Ride 2 traz novos modelos, como a BMW R nineT

A parte estética da motocicleta, assim como o equipamento de proteção do jogador, podem ser personalizados de acordo com o gosto do jogador. Uma boa diversão para os motociclistas em dia de chuva ou até mesmo para os pilotos de sofá.

Screen_07_-copy-1024x576Será possível pilotar em condições de chuva em qualquer pista

Ride 2″ já está em fase de pré-venda para a África e Europa via download e em determinadas lojas. Quem adquirir o jogo, que estará disponível para PlayStation4, Xbox One e Windows PC/STEAM, antecipadamente receberá um código para um DLC (Downloadable Content) que incluirá a Suzuki Hayabusa 2015, a Aprilia Tuono V4 Factory 2015 e 10 capacetes exclusivos. (Por Arthur Caldeira)

template2-1024x576Desenvolvedores investiram para melhorar o som das motos em Ride 2