Blog da Infomoto

Irmãos Marley na maior viagem pela África

Da esquerda para a direita, os irmãos Ziggy, Rohan e Robbie Marley, cada um com sua Ducati Multistrada

Para vocês que, assim como eu, nunca imaginaram que os filhos da lenda do reggae, Bob Marley, Ziggy, Rohan e Robbie, pilotavam motocicletas, aí vai uma notícia interessante, que mistura música boa com máquinas excelentes. Os irmãos Marley pegaram um esquadrão de Multistradas e fizeram uma viagem pelas belas paisagens da África, afim de refazer os passos de seu pai, quando celebrou o concerto na independência de Zimbabwe em 1980.

O documentário “Marley Africa Road Trip” foi dirigido por David Alexanian, diretor e produtor dos documentários sobre viagens de motocicletas “Long Way Round” e “Long Way Down”, com Ewan McGregor. Patrocinado pela Ducati, o documentário dividido em seis partes foi exibido no canal Discovery Channel no exterior, por aqui foi televisionado pelo canal BIS, da Globosat, e está agora disponível em DVD no exterior.

A capa do DVD que mostra a aventura dos irmãos Marley pela África

A série segue os irmãos desde a África do Sul até as áreas mais remotas do continente. O encanto do local, conhecido há tempos por Bob Marley, é descoberto pelos seus filhos, que compartilham uma aventura pelo coração do país, conhecendo pessoas e convivendo com a natureza selvagem. Além das lições aprendidas, dos pontos altos e baixos da viagem, o documentário contém mais de 25 músicas ao vivo e em estúdio de Bob Marley e Ziggy Marley, juntos com um arquivo de fotos raras, além é claro de os irmãos Marley se divertindo com suas Ducati pelas estradas da África. Assista ao trailer do documentário clicando aqui (por Roberto Brandão Filho)

O documentário contém mais de 25 músicas ao vivo e em estúdio de Bob Marley e Ziggy Marley

As motos foram devidamente adesivadas para participar da viagem

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Honda pode lançar CBR 300R

Imagem de apresentação mostra a suposta novidade de 300cc da Honda

Parece que a Kawasaki Ninja 300 realmente incomodou a Honda no segmento de mini-esportivas mundialmente. Com maior capacidade cúbica e mais potência do que a CBR 250R, a Ninjinha ameaçou o reinado da pequena esportiva da Honda produzida na Tailândia. Tanto a ponto de a Honda planejar lançar uma versão de 300cc da CBR. Ao menos é o que dá a entender a foto publicado pelo site tailândes thayspyphoto.com que mostra uma imagem de powerpoint do modelo com a legenda CBR 300R. E o meu fraco japonês me faz supor que o novo modelo deve chegar em setembro de 2013.

Visualmente a CBR 300R parece ser semelhante ao modelo atual, indicando que as novidades ficam restritas ao motor. Será que ganhou outro cilindro? Ou o monocilíndrico teve sua capacidade aumentada? Aguardemos o segundo semestre, quando acontecem os principais Salões de motos do mundo, como Milão e Tóquio. Lembrando que a CRF 250L foi apresentada no último Tokyo Motor Show, realizado em dezembro de 2011. (por Arthur Caldeira)

A chegada da Kawasaki Ninja 300 fez com que a CBR 250R ficasse para trás

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Triumph Daytona 675R chega por R$ 48.690

A versão mais apimentada da superesportiva chega ao Brasil com preço competitivo

A Triumph acaba de confirmar que a superesportiva Daytona 675R será vendida no Brasil por R$ 48.690. Junto com a devoradora de curvas, a marca inglesa está apresentando hoje,no Autódromo Velo Città, em Mogi Guaçú (SP) a naked média Street Triple 675, que também será comercializada no país por R$ 31.900, ficando abaixo dos R$ 33 mil, conforme nós já havíamos adiantado aqui. Com preços competitivos, ambos os modelos trazem ABS de série e serão montados em Manaus (AM) pelo sistema CKD. De acordo com a Triumph, as motos estarão disponíveis já no mês que vem. (por Carlos Bazela)

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Os 90 anos de inovação da BMW Motorrad

A R 32, primeiro modelo da marca bávara, apresentada em 1923

Inspirados nos modelos de aniversário da BMW, que chegaram ao Brasil há pouco (como nós mostramos aqui e aqui), resolvemos contar um pouco da história da marca bávara aqui no blog. No decorrer dos anos, a fabicante se tornou sinônimo de inovação e tecnologia, como a produção da primeira moto com carenagem integral do mundo e, recentemente, a incorporação dos freios ABS de série em todos os modelos. Presente no Brasil, onde monta quatro modelos (G 650 GS, G 650 GS Sertão, F 800 GS e F 800 R) dentro da fábrica da Dafra em Manaus (AM), a marca apresenta edições comemorativas e deve lançar uma moto totalmente nova ainda em 2013, segundo revelado pelo CEO Stephan Schaller durante apresentação realizada em novembro passado, no Salão de Milão.

Fundada em 1916, a BMW (ou Bayerische Motoren Werke) se consolidou como fabricante de motores para aviões, expandindo sua atuação para barcos e caminhões. Embora seja lembrada pelo público pelos automóveis de luxo, o primeiro carro produzido pela BMW saiu da linha de montagem apenas em 1928. Já a primeira motocicleta a receber o emblema da hélice azul e branca estilizada veio ao mundo cinco anos antes, após o engenheiro chefe Max Friz desenvolver o motor boxer de dois cilindros opostos de 494 cm³.

Em 28 de setembro de 1923, a R 32 foi apresentada ao mundo durante o Salão de Berlim. Equipada com o conjunto de propulsão que se tornou marca registrada da BMW Motorrad (junto com a transmissão feita por eixo cardã), a moto era capaz de gerar até 8,5 cv. Um dos diferenciais do primeiro modelo da marca frente às motocicletas da época é que ela foi concebida para ser uma moto desde o início. Enquanto outros modelos eram construídos levando em conta a base geométrica das bicicletas, a BMW R 32 trazia uma modesta carenagem, bem como quadro reforçado.

O motor boxer de 494 cm³ que equipava a R 32 

As inovações e a guerra
No ano seguinte, a R 32 já recebeu uma evolução, a R 37, cujo detalhe que a diferenciava era o motor com cabeçotes feitos em liga leve. Ainda em 1924, a moto venceu o campeonato alemão na categoria das 500cc, repetindo o feito de 1926 a 1929, quando o número de motocicletas entregues a clientes chegou a 5.680. Na mesma época, a BMW começou a trabalhar em seu primeiro modelo com motor de um cilindro. Em 1925, o modelo, com motor de 247 cm³ capaz de gerar 6,5 cv e batizado de R 39, já era campeão da sua categoria no campeonato alemão de motovelocidade pelas mãos de Josef Stelzer.

A evolução da BMW como fabricante de motos deu um salto em 1934 com a chegada dos modelos R 12 e R 17, ambas equipadas com motor boxer de 750cc. Os modelos introduziram a suspensão com garfo telescópico hidráulico dianteiro e o conceito de chassi feito em aço prensado, que oferecia mais estabilidade. Em 1938, foi a vez da R 51 inaugurar suspensão traseira nas motos da marca, deixando-as mais confortáveis a partir dali. No final da década de 1930, a BMW Motorrad já contabilizava mais de 100 mil motocicletas produzidas.

Linha de montagem da R 24, em 1948

Tudo ia bem para a marca alemã até eclodir a Segunda Grande Guerra. Em 1941, todos os esforços da BMW estavam voltados para a produção de motores para aviões e as plantas da marca se tornaram, inclusive, campos de trabalhos forçados para prisioneiros de guerra. No final do conflito, com a derrota da Alemanha, as fábricas da marca bávara foram ocupadas por tropas aliadas e a que era localizada em Munique foi desmantelada, com suas máquinas sendo enviadas para diversas partes do mundo como forma de reparação pelos danos causados pelo país.

Vista como fabricante de armas pelos Aliados, a partir de 1945, a BMW passou a produzir utensílios de cozinha. O sonho de voltar a produzir motocicletas apenas se realizou em 1948 com a R 24, uma monocilíndrica de 250cc com 12 cv de potência máxima. Desenvolvida com base na inacabada R 23 do período pré-guerra, a moto começou a ser produzida em dezembro daquele ano e, em 1949, foram vendidas 9.144 unidades.

A R 24 foi o primeiro modelo da BMW produzido depois da Segunda Guerra

Novos segmentos
Com o sucesso da R 24, a BMW voltou a produzir modelos de alta cilindrada. No início da década de 1950, esse novo momento da marca trouxe ao mercado as duas gerações da R 51, ambas com motor boxer de 500cc e a R 68, também boxer, mas com 600cc de capacidade cúbica. Nos anos que se seguiram, a divisão de motos da marca alemã, como qualquer fabricante que se preze, dedicou-se a oferecer modelos diferentes para atender a diversos segmentos.

Em 1973, quando a BMW Motorrad comemorou 50 anos e ultrapassou a marca das 500 mil motos produzidas, era lançada a radical R 90 S. Com design estilo café racer, a moto contava com um parabrisa integrado ao farol e era equipada com um propulsor boxer bicilíndrico de 900cc, capaz de gerar 67 cv de potência máxima suficientes para levá-la acima dos 200 km/h.

R 100 RS: a primeira moto com carenagem integral do mundo

Três anos depois, chegava ao mercado a R 100 RS, nada menos do que a primeira motocicleta do mundo a contar com carenagem integral desenvolvida em túneis de vento. O motor era boxer como na R 90, porém com capacidade cúbica aumentada para 980 cm³. Em 1978, a moto recebeu conjunto de malas. A carenagem foi levemente redesenhada para oferecer ainda mais proteção e ganhou a nomenclatura RT, que acentuaram sua vocação para longas viagens.

Em 1979, a BMW Motorrad fez sua estreia no Rally Paris-Dakar e iniciou sua trajetória pelo segmento off-road. No ano seguinte, chegava ao mercado a bigtrail R 80 G/S – sim, escrito originalmente com uma barra separando as duas letras. O modelo, equipado com motor boxer de 797 cm³ capaz de gerar 50 cv e pesando 183 kg, foi o precursor das motos com o selo “Gelände/Straße” (off-road/on-road). A R 80/GS deu origem ainda a uma das bigtrails mais desejadas da atualidade, a R 1200 GS, que ganhou uma significativa atualização em 2013: sistema de arrefecimento líquido em seu motor boxer – pela primeira vez na história da fábrica alemã.

R 80 G/S: precursora de uma linhagem que faz sucesso até hoje

Um alfabeto de motores
Por mais que a arquitetura boxer de dois cilindros opostos tenha se tornado sinônimo da BMW, no decorrer dos anos, a marca alemã investiu em outras configurações de propulsor que acabaram fazendo tanto sucesso quanto o primeiro. Assim, todas as motos equipadas com motor boxer receberam a letra “R” no nome.

O ano de 2013 também celebra os 30 anos da família “K”, que designa as motos equipadas com motor de quatro cilindros em linha com duplo comando no cabeçote (DOHC). A primeira moto da família foi a K100, em 1983. Ainda hoje estão em produção a sport-touring K 1300 S e a naked K 1300 R. Em 2011, as grã-turismo K 1600 GT e GTL levaram a linha a um outro patamar com motores de seis cilindros em linha. Foi ainda uma integrante da família, a K1, a primeira moto do mundo com freios ABS, em 1988.

A primeira moto do planeta  produzida em série a contar com freios ABS foi a K 1, lançada em 1988

Já em 1996, a BMW voltou a investir em um modelo com motor monocilíndrico, a trail F 650 GS. Mais tarde, a letra “F” na nomenclatura passou a se referir às motos com propulsores de dois cilindros em linha, que hoje equipa as trails F 700 GS e F 800 GS, além da naked F 800 R, da sport-touring F 800 GT. Os motores de um cilindro, entretanto, continuam fazendo parte do line-up da marca e são indicados pela letra “G” na nomenclatura, como ocorre nas trails G 650 GS e G 650 GS Sertão.

A mais recente família desenvolvida pela marca bávara debutou em 2009. Identificada pela letra “S”, a nova nomenclatura marcou a estreia da superesportiva S 1000 RR, a primeira do segmento produzida pela BMW. Equipada com um propulsor de 999 cm³ e capaz de gerar 193 cv de potência máxima. Em 2012, a moto ganhou uma versão ainda mais voltada para as pistas com a nomenclatura HP4, que além de ser mais leve, conta com uma inovadora suspensão semi-ativa. (por Carlos Bazela)

A S 1000 RR HP4 é a mais recente superesportiva lançada pela BMW e conta com um inédito sistema de suspensão semi-ativa

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O melhor do rock’n'roll na festa de 110 anos da Harley-Davidson em São Paulo


Capital Inicial é a principal atração da festa de 110 anos da HD

Do classic rock ao pop nacional, passando pelo country e heavy metal. Este será o cardápio musical da festa brasileira dos 110 anos da Harley-Davidson, que acontece na Nova Arena Anhembi, em São Paulo (SP) em 1º de junho (sábado). As principais atrações ficam por conta das bandas Mr. Kurk, Balance Van Halen Cover e Capital Inicial, liderada pelo vocalista Dinho Ouro Preto. Outro convidado ilustre será Bill Davidson, vice-presidente do Museu Harley-Davidson, e bisneto de um dos fundadores da companhia.


Bill Davidson, bisneto de um dos fundadores da HD, já confirmou presença

Os primeiros acordes do dia sairão das guitarras da banda Os Credenciados. A performance apresentará um tributo aos clássicos do rock internacional, entre eles Creedence e os Beatles. Na sequência, Fabulous Bandits apresentará um repertório bastante variado – formado por hits tradicionais da música country americana e versões de bandas consagradas como, por exemplo, AC/DC e Motörhead.


Steppenwolf, Deep Purple e AC/DC são a base do repertório de Mr Kurk

Depois, sobe ao palco a banda Mr. Kurk que, aliás, já se apresentou no Rio Harley Days e no Salão Duas Rodas. Liderada por João Kurk, a banda irá tocar o melhor do classic rock. Entre os hits “Born To Be Wild” (Steppenwolf), “Burn” (Deep Purple) e “Highway To Hell” (AC/DC). Mantende a programação musical em alto nível, a atração seguinte é a Balance Van Halen Cover, umas das melhores bandas cover do Van Halen no mundo, segundo o site americano Halen.com. O grupo tocará as músicas mais cultuadas da banda nas fases de Sammy Hagar e de David Lee Roth.


Balance é considerada umas das melhores bandas cover do Van Halen

Encerrando a festa dos 110 anos da HD, o Capital Inicial promete agitar a Nova Arena Anhembi. Não faltarão os hits como “O Passageiro”, “Natasha”, “A Sua Maneira”, “Depois da Meia-Noite”. Nos intervalos dos shows, o DJ Rodrigo Branco, vai manter o clima da festa com os sucessos do rock’n'roll das décadas de 50 a 80.

O evento terá o tradicional desfile de motos, além do Túnel do Tempo, que apresentará a história da marca por meio de fotos e vídeos. A festa dos 110 anos deste ícone sobre duas rodas oferecerá ainda exposição dos modelos 2013, praça de alimentação e área vip, que será o ponto de encontro dos proprietários de motos da marca. A programação de atividades terá ainda shows de manobras radicais com a equipe Motos em Ação que utilizarão o modelo Sportster XR1200X.

Ingressos
Os ingressos para a festa já estão à venda e os valores são de R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia-entrada). Os membros do H.O.G. pagam R$ 75,00 por ingresso e podem comprar até duas entradas por pessoa. Informações e compra de ingressos, acesse www.hd110anos.com.br ou www.ingressorapido.com.br. Também haverá bilheteria no local.
Serviço
Celebração de Aniversário de 110 anos da Harley-Davidson
Data: 1º de junho de 2013
Horário: 15h30 às 0h30
Local: Nova Arena Anhembi – Avenida Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo (SP)
Entrada: Portão 29

(Por Aldo Tizzani)

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Triumph Street Triple chega em junho por menos de R$ 33.000

Naked, renovada para 2013, será lançada na próxima semana

Desde novembro, quando chegou oficialmente ao Brasil, a Triumph havia confirmado que os modelos 2013 de suas motos de média cilindrada equipadas com o motor de três cilindros em linha e 675 cm³ viriam para o Brasil. Tanto a naked Street Triple quanto a Daytona 675, reformuladas para 2013, seriam montadas no Brasil. A Triumph anunciou que o novo modelo da Street Triple, que será montado na fábrica da marca pelo sistema CKD em Manaus, estará disponível no País a partir de junho (o lançamento oficial para a imprensa brasileira vai acontecer na próxima semana). Mas isso não é novidade, a “boa” notícia é que a Street Triple já está no Brasil e seu preço deve ser para lá de competitivo. Segundo algumas fontes, a naked Street Triple deverá custar menos de R$ 33.000. A concessionária da marca em São Paulo, inclusive já postou uma foto do novo modelo na cor branca em sua página no facebook.

No Reino Unido, a Triumph Street Triple está disponível em três diferentes cores metálicas: preto, branco e azul. A subsidiária brasileira ainda não informou quais cores irão desembarcar por aqui e nem o preço público sugerido. Mas caso o teto de R$ 33.000 seja mantido, a naked inglesa vai incomodar suas concorrentes como a Honda CB 600 F Hornet (R$ 34.990,00 com C-ABS) e a BMW F 800 R (R$ 36.900,00 com ABS de série).

Nova para 2013

 Escapamento curto é uma das novidades para este ano

Quando foi lançada em 2007, a Triumph Street Triple causou um alvoroço na categoria naked com seu visual “street fighter”. A combinação do estilo e atitude de sua irmã maior, a Speed Triple 1050, com a agilidade da Daytona 675, transformou-a num desejo de consumo de muitos motociclistas. No Brasil,o segmento naked, de motocicletas “peladas”, sem as carenagens, é bastante popular. Proprietários de modelos como a Honda CB 300R, a Dafra Next 250 e a Yamaha YS 250 Fazer sonham em dar um “upgrade” e pular para a categoria das 600cc.
Para 2013, a marca inglesa atualizou sua naked de média cilindrada, a Street Triple. A mudança mais perceptiva entre a nova e a antiga versão foi a substituição da dupla ponteira de escape, que ficava embaixo do banco, por uma de única saída, na lateral direita da motocicleta. Além de deixá-la mais bonita, o novo sistema mais compacto não só reduziu o peso da moto, como também centralizou a massa e baixou o centro de gravidade. Indícios de que sua já elogiada ciclística pode ter ficado ainda melhor.
Motor e equipamentos

Tricilíndrico produz 105 cavalos de potência máxima

O coração da Street Triple não foi modificado. Continua o mesmo tricilíndrico DOHC de 675cc, 12 válvulas e arrefecimento líquido, semelhante ao que equipa a Daytona 675. Este propulsor é capaz de gerar 105 cavalos de potência a 11.850 rpm e 6,9 kgf.m de torque a 9.750 rpm. Diferente de sua “prima” superesportiva, o motor e a caixa de câmbio de seis marchas da Street Triple foram ajustados para ter um melhor desempenho em baixas e médias rotações, características de uma moto urbana.

Opção de entrada na categoria naked da Triumph, a nova Street Triple carrega alguns equipamentos eletrônicos de série, como o sistema de segurança que imobiliza o motor. O painel de instrumentos em LCD inclui cronômetro de volta, luz de troca de marcha programável, medidor de combustível, relógio, indicador de marcha engatada, assim como um grande conta-giros e velocímetro digital.

Ciclística

A cor branca já está confirmada para o Brasil

As principais novidades ficam por conta do chassi da Street Triple, totalmente redesenhado para este ano. Agora é de dupla trave de alumínio com um subquadro fundido em alta pressão construído em duas peças. O conjunto fica mais leve por ter menos soldas – são 183 kg em ordem de marcha, seis quilos a menos que o modelo anterior.

Juntamente com o chassi mais leve, o novo escapamento 3 em 1 feito em aço inoxidável foi realocado. O fato contribuiu para a redistribuição do centro de gravidade, graças a esse reposicionamento do sistema de exaustão.

No quesito suspensões, melhorias bem vindas. Na dianteira, a nova Street Triple vem equipada com garfos telescópicos invertidos da KYB (antiga Kayaba) com 41 mm de diâmetro e 110 mm de curso. A suspensão traseira é composta por monoamortecedor com 125 mm de curso. O trabalho de frear essa máquina é feito por discos duplos dianteiros de 310 mm de diâmetro, mordidos por pinças deslizantes Nissin de dois pistões e disco simples de 220 mm com pinça Brembo de um pistão. Segundo a Triumph, há uma versão disponível com freios ABS desligável. Muito provavelmente a versão que deverá vir ao Brasil.  (Por Arthur Caldeira)

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Faixa de retenção para motos e bicicletas deve diminuir “zona de conflito”

Motos e bicicletas ficam à frente dos carros nos semáforos na esquina da Rebouças com a Estados Unidos

Com o objetivo de trazer mais segurança para motociclistas, ciclistas e também motoristas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade de São Paulo inaugurou uma faixa de retenção em alguns semáforos especialmente para motos e bicicletas. Um dos locais escolhidos para os primeiros testes e foi a esquina da Avenida Rebouças, sentido centro, com a Rua Estados Unidos, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. O objetivo desta iniciativa é criar uma área exclusiva para a permanência de ciclistas e motociclistas à frente dos carros, mas antes da faixa de pedestres, quando estiverem aguardando o semáforo abrir.

Essa “linha de frente”, constituída pelas máquinas mais frágeis, diminuirá a “zona de conflito” entre carros e motos na abertura do semáforo, já que os veículos de duas rodas arrancarão 2,5 m a 3 m antes dos automóveis. Para se ter uma ideia, de acordo com os números da CET, em São Paulo os pedestres, ciclistas e motociclistas são as vítimas mais vulneráveis no trânsito. Em 2012, das 1.231 pessoas que perderam a vida em ocorrências nas ruas da cidades, 540 (43,8%) eram pedestres, 438 (35,5%) conduziam motocicleta e 52 (4,2%) estavam pedalando.

A faixa de retenção já foi adotada em uma cidade litorânea do estado paulista, em São Vicente, e é utilizada em outros países há alguns anos, como a Espanha, por exemplo. Segundo dados da autoridade de trânsito de Barcelona, a sinalização diminuiu em cerca de 90% os acidentes com motos nos cruzamentos da cidade.


Benefícios
Além de melhorar a segurança dos motociclistas e ciclistas por aumentar sua visualização à frente dos carros, a medida traz maior conforto também para os automóveis. Não haverá mais aquela aglomeração de motos ao lado dos carros. A largada do semáforo também será mais segura. Com as motocicletas saindo na frente, os motoristas terão mais espaço para fazer mudanças de faixa e não precisarão disputar espaço com as motos e vice-versa. A CET espera que com a nova faixa de retenção especial, motociclistas e ciclistas passem a respeitar mais a faixa de pedestres e a nova sinalização horizontal.

Educação e percepção

Grande parte dos motociclistas e motoristas ainda não entenderam as novas faixas de retenção- multas ainda não estão sendo aplicadas

Por ser um projeto piloto, a prefeitura afirmou que os agentes de trânsito ainda não estão autuando aqueles que não respeitarem a faixa. Nessa fase inicial, a CET está fazendo apenas um trabalho de educação do usuário. Passo todos os dias pela Av. Rebouças a caminho aqui da redação da INFOMOTO e afirmo que esse trabalho educativo deve ser feito. Em primeiro lugar, ontem e hoje de manhã (6 e 7 de maio), quando passei lá por volta das 9 h da manhã não havia um agente da CET auxiliando as pessoas. Muitos motoristas e motociclistas ainda não entenderam a sinalização. Carros avançando a faixa, motos esperando junto com os carros, e ninguém para educá-los.

Pessoalmente, acredito que esta medida fará uma real diferença na vida dos motociclistas, e também dos motoristas. Um dos principais pontos é que aumentará a visibilidade e a distância entre a moto e o carro quando parados no farol. Entre meus maiores medos ao parar no semáforo à frente dos carros é ser atropelado por um distraído, teclando no celular ou apenas mudando a estação de rádio. Sempre tento me manter no “corredor”, mesmo quando sou o único parado no farol para evitar tal colisão. A “zona de conflito” entre os autos e as motos fica bem reduzida quando as motos largam na frente dos carros. Na minha opinião, uma boa iniciativa, que deveria ser implantada em mais vias e mais cidades do país. (por Roberto Brandão Filho)

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Venda de motos cresce 13,76% em abril

 

Finalmente, a venda de motos apresentou um bom resultado em 2013. Em abril foram emplacadas 140.876 unidades, um aumento de 13,76% em comparação ao mês anterior, quando haviam sido comercializadas 123.834 motocicletas. O resultado das vendas do segmento de duas rodas em abril superou até o mesmo mês de 2012 em 6,55% (em abril do ano passado foram 132.219 unidades emplacadas).

O bom resultado em abril confirma a tendência de crescimento tímido apontada pelos fabricantes e distribuidores de veículos para este ano – ambos apostam em aumento do setor em torno dos 3%. Porém, a venda de motocicletas nos quatro primeiros meses de 2013 – com 493.000 unidades emplacadas – ainda estão 14,22% abaixo do mesmo período de 2012. (Por Arthur Caldeira)

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Nova BMW R 1200 GS já tem três recalls na América do Norte

Nova bigtrail alemã já foi alvo de recalls no Canadá e Estados Unidos

Ontem, os sites norte-americanos e até mesmo brasileiros, noticiaram um recall para o modelo 2013 da R 1200 GS nos Estados Unidos. Segundo a fabricante, um parafuso de fixação dos tubos do garfo dianteiro na mesa superior poderia se soltar com o tempo em algumas unidades e causar a separação do tubo do garfo e gerar um grave acidente. De acordo com a marca bávara, o problema foi descoberto durante testes internos da BMW, quando um modelo rodou mais de 60.000 km. Um recall voluntário foi emitido em fevereiro, com todas as unidades potencialmente afetadas (535) ainda na fábrica da BMW na América do Norte. No entanto, registros indicam que 15 unidades não sofreram a inspeção e podem ter sido enviadas para os concessionários, o que levou ao recall. A BMW vai notificar os proprietários e os concessionários irão inspecionar e corrigir o problema de forma gratuita. Se for determinado que o tubo do garfo esteja frouxo, o tubo e o parafuso vão ser substituídos. Esse mesmo recall também atingiu 54 unidades do modelo no Canadá.

Recall nos Estados Unidos e Canadá envolviam problemas com o Telelever

Porém, este não foi o primeiro e nem o único recall sofrido pela bigtrail alemã, que acaba de chegar ao Brasil. Em fevereiro, o modelo já havia sido alvo de dois recalls pelo departamento de transportes do Canadá, logo após seu lançamento mundial. Primeiramente, houve problemas com a pressão do óleo da transmissão final (feita por eixo-cardã), que poderia acarretar em vazamento. Mais tarde foi encontrado um problema com o software do controle de tração (ASC) no modo Enduro Pro. Agora este problema com a suspensão dianteira. Contactada, a assessoria de imprensa da BMW no País afirmou que, segundo a empresa, os recalls não afetam o Brasil. (por Arthur Caldeira)

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Piloto brasileiro vai disputar TT da Ilha de Man

Rafael Paschoalin vai disputar o TT da Ilha de Man com uma Ducati Panigale (foto: Rodrigo Zaim)

Pela primeira vez nos 106 anos de história da lendária corrida de rua da Europa, o Tourist Trophy da Ilha de Man, um brasileiro irá se arriscar na prova mais difícil e perigosa da motovelocidade mundial. O piloto paulista Rafael Paschoalin, de 29 anos, tentará completar a prova mais antiga do mundo do motociclismo de rua com uma Ducati Panigale 1199. A prova acontece numa ilha pertencente à Inglaterra, que fica entre o Reino Unido e a Irlanda: a Ilha de Man. É uma corrida de rua, que mescla trechos urbanos e estradas, onde os pilotos atingem uma velocidade máxima em torno dos 340 km/h. São 60 km de circuito, totalizando 360 km ao final de seis voltas e mais de 1.500 curvas. Para se ter uma idéia do perigo desta prova, o recorde de velocidade média foi de 208 km/h, leia bem, velocidade média!!!

A corrida é contra o tempo e é muito difícil, um desafio enorme, principalmente por se tratar de uma prova de rua. Não existem áreas de escape ou qualquer outro tipo de proteção para o piloto depois de uma queda. Não há margens para erro. Prova disso são os mais de 200 pilotos que perderam suas vidas fazendo aquilo que mais amavam: correr de moto. Penhascos, postes, árvores, muros… Os pilotos estão expostos a todos os perigos de uma cidade.

Paschoalin (113) já disputou a North West 200, na Irlanda do Norte, e o GP de Macau (foto: Renato Durães)

O TT da Ilha de Man não é uma prova aberta, ou seja, você não pode simplesmente se inscrever e correr. Tem que estar credenciado para isso. Como não existem provas da modalidade Road Racing no Brasil, Paschoalin teve que participar de duas provas no exterior antes de ser aceito para correr o TT – a North West 200, na Irlanda, e o GP de Macau, na China. Na Ilha de Man, Rafael pretende correr em três das cinco categorias: Superstock, Superbike e Sênior.

Mas ainda falta incentivo para Rafa concretizar seu maior sonho. Como sabemos, o motociclismo esportivo em geral é pouco reconhecido no Brasil. Os gastos para competir em qualquer prova, nacional ou internacional, são exorbitantes e, na maioria das vezes, saem direto do bolso do piloto. Portanto, você pode ajudar o Brasil a entrar na história do motociclismo Mundial. Como? É fácil. Basta entrar nesse link e fazer sua doação, com valor mínimo de R$ 20. O valor total que Rafa irá gastar nessa empreitada é de aproximadamente R$ 150.000,00, mas o financiamento coletivo do “O Pote”, site de crowdfunding, tem que arrecadar R$ 66.000,00 até o dia 18 de maio. Se a soma arrecada não chegar a este valor, o dinheiro que cada um doou para a iniciativa será devolvido integralmente. Até agora, foram doados R$ 22.000,00, 33% da cota total. Então, ainda falta muito para chegarmos aos 100%. Portanto se você puder, ajude o piloto brasileiro, Rafael Paschoalin, a conquistar esse sonho e a carregar a bandeira verde e amarela na mais famosa corrida de rua do mundo.
A prova do TT da Ilha de Man 2013 está agendada para acontecer do dia 25 de maio a 7 de julho. Conheça mais sobre a prova e assista às insanas imagens da corrida de 2012 aqui.

Quem é Rafael Paschoalin?

Motociclista desde os 7 anos de idade, “Rafa” iniciou sua carreira profissional no motociclismo em 2003. Já coleciona diversos títulos na categoria  de Supermoto e também bons resultados na motovelocidade, como o título das 500 Milhas de Interlagos na geral e também na categoria Supersport em 2009. Aos 29 anos Rafa tem como destaque profissional a ampla experiência como piloto de teste de revistas especializadas. É piloto credenciado na Confederação Brasileira de Motociclismo e também na Federação Internacional de Motociclismo. (Por Roberto Brandão Filho)

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