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Salões de moto na Europa terão novidades a mais de 300 km/h!
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091516-yamaha-r-world-r6-teaser-4Imagem do vídeo da Yamaha mostra uma esportiva acelerando na pista

Em uma semana, os olhos da imprensa especializada em motocicletas – e dos fãs de motos do mundo todo – estarão voltados para a charmosa cidade de Colônia, na Alemanha, onde acontece o Intermot, primeiro grande salão do setor de duas rodas neste ano, entre 4 e 9 de outubro. Isso porque Honda, Yamaha e Suzuki já deram dicas de que devem lançar novas motos superesportivas no salão alemão.

maxresdefaultReprodução do vídeo ''R World'', no qual a Yamaha promete uma nova integrante da sua família de esportivas. ao que tudo indica, uma nova YZF-R6

A Yamaha publicou em suas redes sociais um vídeo chamado de ''R World'' (O mundo R em uma clara referência à sua linha Racing) em meados de setembro. O vídeo traz imagens de uma esportiva acelerando em uma pista com o ronco de um motor girando alto e os dizeres ''A mais inspiradora do mundo está prestes a se tornar a mais desejada''. Tudo sem mostrar claramente imagens ou o nome do modelo, somente convidando para mais informações em 4 de outubro, dia de imprensa no Intermot. Pelo som e pelas imagens, podemos apostar em uma nova YZF-R6, a esportiva média da marca japonesa que não é renovada há alguns anos. Afinal, a R1 foi completamente reformulada recentemente e a marca, inclusive, já divulgou hoje as cores da esportiva de 1.000 cc para 2017.

cbr1000rr20171O usuário @sRubinic publicou fotos do que seria a nova Honda CBR 1000RR em seu perfil no Twitter

Dias depois, em 20 de setembro, a Honda seguiu a mesma estratégia: divulgou um vídeo, porém ainda mais misterioso. Uma câmera onboard, também em uma pista, com o ronco de uma esportiva ao fundo. No final, um close no pneu traseiro, claramente desgastado pela pilotagem agressiva e derrapagens nas curvas. As palavras ''Total control'' (controle total) pode ser uma indicação de que, finalmente, a marca da asa instalará controle de tração nas suas superesportivas, claramente defasadas perante a concorrência. O slogan ''Sharper than Ever'' 9mais afiada do que nunca) no final do filme deixa claro de que se trata da nova Fireblade (lâmina de fogo), a CBR 1000RR – até porque a Honda já declarou oficialmente que a CBR 600RR irá ser descontinuada em função das novas leis anti-poluição na Europa. Fotos vazadas no Twitter também mostravam a suposta nova Fireblade no que parecia ser uma sessão de fotos no autódromo de Grobinik, na Croácia.

091416-2017-honda-cbr1000rr-spied-cbr_hi-3-563x388 O site americano Motorcycle.com comprou as imagens e publicou algumas exclusivas da nova Fireblade

E um novo vídeo da Honda, publicado hoje , acabou com os rumores (e os sonhos) de que a nova esportiva 1.000 cc teria um motor V4. O novo teaser mostra a saída de escapamento do que claramente é um motor de quadro cilindros em linha esquentando conforme os giros do motor aumentam. No final, o tal slogan ''Total Control'' e ''Sharper than Ever'' com a data de 4 de outubro.

honda_moto2017Em site criado para apresentar as novidades 2017, a Honda promete seis novos modelos – dois já conhecidos

A marca japonesa inclusive criou um site específico para mostrar suas novidades para 2017. No endereço – http://hondamotoglobal.com/ – há seis blocos com as novidades, duas delas já conhecidas: a CRF 450R, feitra para o motocross; e a CRF 1000L Africa Twin, que tudo indica ganhará novidades ou quem sabe uma nova versão. Há, porém, outras novidades ''encobertas'': duas a serem mostradas no Intermot, sendo que uma é a CBR 1000RR e a outra pode ser a nova Hornet de 800cc ou uma nova CBR 600RR; o X-ADV, que será lançado no Salão de Milão, que acontece entre 7 e 13 de novembro na cidade italiana, além de uma quarta moto misteriosa que será mostrada no International Motorcycle Show de Long Beach, nos Estados Unidos em 18 de novembro, e que eu aposto irá na linha retrô-moderna, como as Triumph Bonneville, Ducati Scrabler ou a família XSR 700 e 900 da Yamaha. A ver.

Por último, os visitantes de Colônia ou de Milão serão testemunhas da versão final da nova Suzuki GSX-R 1000, que promete muita tecnologia e potência aprimorada nas pistas da MotoGP, onde a marca tem tido sucesso. Em 2015, a Suzuki apresentou em Milão o que seria o protótipo da nova ''SRAD 1000″, como é chamada pelos fãs brasileiros, mas não era a versão final.

1213_489MUNDOMOTO_SUZUKI_GSX-R1000_1Colônia ou Milão será palco da apresentação da versão final da Suzuki GSX-R 1000 2017

Como se pode ver, o fim de ano deverá ser agitado para o mercado de duas rodas mundial. E isso porque só falamos de esportivas, mas também haverá novidades em outros segmentos, como uma nova S 1000R, a naked da BMW, ou quem sabe uma trail de 700 cc para substituir a Yamaha Ténéré 660, enfim… Fique ligado aqui no nosso blog em UOL Carros para acompanhar todas as novidades dos principais salões de moto da Europa. (Por Arthur Caldeira)


Estreia hoje minissérie que conta a história da Harley-Davidson
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1397_530RPM_Harley_A_SerieA série mostra como o sonho dos irmãos Arthur e Walter Davidson e de Bill Harley deu origem à mais famosa marca americana de motos 

A história da mais famosa fábrica de motocicletas norte-americana virou minissérie: “Harley and the Davidsons”, que estreou em 3 de setembro no Discovery Channel nos Estados Unidos, também será exibida no Brasil. Com o título em português de “Harley-Davidson: a série”, a minissérie vai estrear hoje, 23 de setembro, no canal de TV paga Discovery Channel, às 22h10, no bloco ''Sexta de Motores''.

386_291AOGUIDAO_HD_Museu_03_Harley_01A HD 01, a primeira Harley, está em uma redoma de vidro no museu da marca nos EUA

Composta por três episódios, cada um deles com duas horas de duração e exibidos às sextas-feiras subsequentes, a produção baseia-se em fatos reais para reconstituir o tortuoso caminho rumo ao sucesso percorrido por Arthur e Walter Davidson e o amigo deles, Bill Harley. Nos papéis principais estão os atores Michiel Huisman e Robert Aramayo (ambos atuaram em Game of Thrones) – como Walter Davidson e Bill Harley, respectivamente –, e Bug Hall (de Os Batutinhas) como Arthur Davidson.

386_291AOGUIDAO_HD_Museu_04No museu da Harley em Milwaukee as motos estão divididas por década

A série retrata o nascimento da fábrica de motos durante a virada do século 20, numa época de profundas transformações sociais e também tecnológicas. Neste cenário, os irmãos Walter e Arthur Davidson, e seu amigo, Bill Harley arriscaram todas as suas economias para investir na companhia. Em uma viagem pela história do design, da mecânica de motocicletas e do empreendedorismo, a minissérie narra como eles conseguiram estruturar e viabilizar o sonho de ser a marca número 1 em motocicletas. (Por Arthur Caldeira)

Serviço
“Harley-Davidson: a série”
Discovery Channel
Estreia: 23 de setembro às 22h10 (Episódio 1)


Piloto de moto amputado chega em 19ª lugar no Rally dos Sertões 2016
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cristiano_victor_eleuterioCristiano Teixeira disputou a prova com uma Honda CRF 230F adaptada com os pedais de câmbio e freio do lado direito (foto Victor Eleuterio/Vipcomm)

Em clima de Paralímpiadas do Rio 2016, que provam a todos que os limites estão mais na cabeça do que em restrições físicas de fato, o piloto mineiro Cristiano Teixeira disputou pela segunda vez o Rally dos Sertões com um prótese na perna esquerda e uma Honda CRF 230F adaptada. Aos 43 anos, Cristiano chegou na 3º colocação na categoria CRF 230 e foi o 19º lugar na classificação geral entre as motos – 44 pilotos largaram e somente 33 completaram a prova neste ano.

cristianoCristiano usa uma prótese na perna esquerda, que foi amputada em um acidente com trator

Natural de Andradas (MG), ele perdeu a perna esquerda em um acidente enquanto trabalhava com um trator na sua fazenda há cerca de sete anos. Como bom mineiro, Cristiano já era praticante de motociclismo off-road e não desistiu de seu sonho de voltar a pilotar. Precisou adaptar seu estilo de pilotagem para compensar sua limitação, mas treinou duro – tanto fisicamente quanto com a moto – para disputar o Sertões. Afinal, a edição deste ano largou de Goiânia (GO) em 4 de setembro e percorreu 3,212 km, sendo que 2.357 do total em trechos cronometrados, ou seja, acelerando para valer, e terminou em Palmas, capital do Tocantins, em 10 de setembro.

cristiano_marcelo_maragniNeste ano o piloto mineiro teve dificuldades no profundo Rio Bagagem em Goiás (Marcelo Maragni/Vipcomm)

Além de se seu novo estilo de pilotagem, Cristiano fez adaptações em sua moto: o pedal do câmbio foi mudado para o lado direito da moto, onde também fica o pedal de freio – dessa forma ele acionava os com a perna direita. Do lado esquerdo apenas um suporte para que ele encaixe a prótese. Segundo Cristiano, ele já se adaptou à pilotagem em curvas para a esquerda, mas sua maior dificuldade neste ano foi o Rio Bagagem, em Goiás. Profundo, o rio fazia com que muitos pilotos descessem e fizessem a travessia ao lado da moto. E foi neste local que Cristiano perdeu muito tempo no Rally dos Sertões 2016. Mesmo assim, conseguiu realizar seu sonho e, pela segunda vez completar a prova. Mas neste ano, sua superação até lhe rendeu um pódio, o terceiro lugar na categoria CRF 230. Um exemplo de amor ao off-road e de superação. (Por Arthur Caldeira)


Versão mais completa da Triumph Tiger Explorer chega por R$ 78.500
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27-tiger-explorer-16-8Versão top de linha conta com cinco modos de pilotagem, sistema de monitoramento da pressão dos pneus e inédito assistente de partida em subidas, chamado de Hill Hold Control

Depois de lançar duas versões da renovada Tiger Explorer em julho passado, a Triumph anuncia agora a chegada do modelo top de linha da família de bigtrails: a versão XCa. Com a mesma base mecânica da XCx, que avaliamos aqui em UOL Carros, a Explorer XCa traz controles eletrônicos extras e outros itens de série a mais por R$ 78.500 – R$ 8.000 a mais do que a XCx.

As rodas têm raios externos como na XCx e as suspensões são ajustáveis eletronicamente, mas o pacote tecnológico é mais completo: tem cinco modos de pilotagem ao invés de três, pois há os modos ''Sport'' e ''Rider'', sendo que este último permite personalizar a moto ao seu gosto; e também o inédito sistema de partida em subidas, que a Triumph chama de Hill Hold Control; um sistema de monitoramento da pressão dos pneus completa a versão top de linha da bigtrail inglesa.

27-tiger-explorer-16-7Aquecedores de manoplas e assentos, além de faróis de neblina em LED e suportes de malas laterais são de série na Explorer XCa

Já no quesito itens de série, a XCa vem com aquecedor de manoplas e assento, além de faróis de neblina em LED e todos os suportes para acoplar as malas laterais (não inclusas). O modelo deve chegar ainda nesta semana às 14 concessionárias da marca em todo o Brasil. (Por Arthur Caldeira)


Nacionalizada, nova BMW F 700 GS chega por  R$ 39.950
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BMW_F700GSA bigtrail será produzida na nova fábrica da BMW em Manaus (AM)

A BMW anunciou a chegada e a pré-venda F 700 GS. A moto estará disponível em novembro, com preço especial de R$ 39.950. A bigtrail será produzida na nova fábrica da BMW em Manaus (AM). Ágil no asfalto e versátil na terra, a nova BMW F 700 GS traz boa dose de tecnologia.  A moto está equipada com motor de dois cilindros e oito válvulas com duplo comando, 798 cc de capacidade cúbica, refrigeração líquida, que gera 75 cv de potência e torque máximo de 7,85 kgf.m. Completa, a F 700 GS será vendida com sistema de freios ABS, manoplas aquecidas e protetores de mãos, controle de pressão dos pneus (RDC), computador de bordo, controle de tração (ASC). Além de rodas de liga-leve, luzes indicadoras de direção em LED e cavalete central. Para os motociclistas de baixa estatura uma boa notícia: o modelo vem com altura do assento menor em relação ao solo (820 milímetros) – ou seja, mais baixo se comparado com a irmã mais velha, a F 800 GS. (Por Aldo Tizzani)

BMW_F700GS_2A BMW F 700 GS está equipada com motor de dois cilindros que gera 75 cv


Yamaha aposenta a CUB Crypton
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Yamaha_CryptonA marca deverá ter novidades em breve, já que a Crypton foi descontinuada

A CUB Crypton 115 não figura mais entre os modelos vendidos pela Yamaha no Brasil, de acordo com o site da montadora. A saída da Crypton do line-up foi confirmada pelo departamento de comunicação da marca no País. Relançada em 2010, a CUB voltou ao mercado para combater o crescimento das motos chinesas e ser uma opção entre as Honda Biz 125, mais cara e completa, e a Honda Pop 100. Segundo dados da Abraciclo – associação que reúne os fabricantes de moto – neste ano não foi fabricada nenhuma Crypton. Já em 2015 foram produzidas 9.713 unidades da CUB. A expectativa é que um novo modelo chegue em breve para ocupar o espaço da Crypton. A marca dos três diapasões não quis comentar o assunto. (Por Aldo Tizzani)

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Venda de motos usadas continua em alta
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1077_456AOGUIDAO_COMPRAR_MOTO_USADA_10Mercado de motos já negociou mais de 1.500.000 unidades em 2016

As vendas de motos zero quilômetro despencaram nos últimos anos. O mercado encolheu tanto que os números de hoje são próximos aos alcançados há uma década. Segundo dados da Fenabrave – entidade que reúne os distribuidores de veículos -, o segmento de duas rodas deve encerrar o ano com 1.120.520 unidades emplacadas, retração de 12% em comparação a 2015 (1.273.250 unidades). Se o mercado de motos novas não vai bem, o de modelos usados apresenta números mais otimistas. Na média dos primeiros sete meses do ano, para cada moto nova vendida, 2,52 usadas foram comercializadas em todo o território nacional. Ano passado, a proporcionalidade entre usadas e novas era de 2,16. No acumulado deste ano, 1.575.153 motos usadas trocaram de mãos. No mesmo período, somente 626.192 motocicletas zero foram licenciadas. As usadas mais procuradas, com 53,07% do total, têm até seis anos de uso. Nesta faixa, quase 836 mil unidades foram repassadas para novos proprietários (veja tabela completa abaixo).

527MOTOMERCADO_NOVAS_USADAS_YamahaUsadas até seis anos são as mais procuradas pelo consumidor

Há alguns fatores que aceleraram o aquecimento das vendas de usadas e seminovas. Por exemplo, o menor preço em comparação com um modelo novo. Outro fator é o baixo índice de aprovação de crédito junto às instituições financeiras para aquisição de um modelo “0KM”. “No mercado de usadas há a possibilidade de uma negociação individualizada, sem intermediários, na qual existe certa flexibilização para fechar o negócio”, afirma Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave. Além da compra à vista e a contratação de um financiamento, muitos lojistas e concessionárias adotaram o cartão crédito como alternativa. Algumas lojas parcelam a moto (nova e até usada) em até 12 vezes direto no cartão.

527MOTOTESTE_XRE300_Tenere250Em tempos de crise o mercado oferece boas oportunidades

Para o consultor de vendas Marcelo Camargo, o mercado de motos usadas é uma oportunidade para o consumidor subir de categoria ou adquirir um modelo com menos anos de uso. “Este motociclista busca uma atualização de seu bem até chegar numa zero. Uma moto mais nova exigirá menor gasto com manutenção”, explica Camargo. O consultor da concessionária Suzuki Nacar afirma que os modelos entre R$ 15 mil a R$ 30 mil estão em alta. Já o vendedor Thiago dos Santos, da loja paulistana Avant Motos, é especializado em motos pequenas e nacionais entre 110 a 500cc. “No primeiro semestre vendemos, em média, 40 motos/mês. Nosso maior volume de vendas está nos modelos street direcionados para o trabalho”, afirma Santos.

527MOTOMERCADO_NOVAS_USADAS_NINJA650R_XJ6FMotos de R$ 15 mil a R$ 30 estão em alta para quem quer subir de categoriatabela_usadas

 

Confira dicas para comprar uma usada sem dor de cabeça

Se a documentação da moto que está em seus planos estiver em dia e a numeração do chassi não apresentar nenhum tipo de alteração, o importante agora é verificar alguns itens da parte mecânica e também da estética do modelo escolhido:

527MOTOMERCADO_NOVAS_USADAS_DocumentacaoAlém da documentação, verifique outros aspectos da moto, como vazamentos, barulhos e amassados
1) Com a moto em funcionamento, verifique se há algum barulho estranho no motor, vazamentos nas juntas ou queimando óleo. Se o motor soltar fumaça branca é sinal de problemas sérios.
2) Se a moto ficou parada por muito tempo sem os devidos cuidados pode haver entupimentos ou trincas nas mangueiras, a bomba de combustível (ou de água, se houver) também pode apresentar defeitos. Ou seja, nem sempre a moto que rodou pouco é sinônimo de bom negócio.
3) É fundamental fazer um test-ride. Assim o futuro proprietário poderá avaliar e conferir a estabilidade, o comportamento das suspensões e a eficiência do sistema de freios.
4) Verifique trincas na pintura e pequenos amassados no tanque, paralamas e rabeta. Tais sinais podem indicar quedas. Verifique pontos de ferrugem, condições do kit de transmissão (corrente, coroa e pinhão), parte elétrica e pneus. Preste atenção também às pedaleiras, manoplas e manetes, caso estejam muito gastos podem indicar alta quilometragem. Não confie somente no hodômetro.
5) Se o vendedor apresentar o Manual do Proprietário e a chave reserva é sinal que ele era cuidadoso. Outro sinal de boa manutenção pode ser conferido no uso de componentes originais como os pneus, por exemplo. (Por Aldo Tizzani)


Motociclistas ajudam no resgate às vítimas do terremoto na Itália
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Drone revela estragos em Amatrice após terremoto

O cenário é de destruição total. Como num filme de guerra, a cada minuto mais corpos são resgatados dos escombros, como mostram as imagens do vídeo acima feitas por um drone em Amatrice, um dos locais mais afetados. Mas a realidade ainda é bem mais dura e dolorosa, principalmente para os habitantes dos vilarejos de Arquata del Tronto, Pescada del Tronto, Amatrice e Accumoli, na região central da Itália. As autoridades italianas contabilizaram 278 mortos (218 deles em Amatrice) na última contagem após o terremoto – de 6,2 de magnitude na escala Richter – que atingiu a região montanhosa na madrugada de quarta-feira (24).

Imagem aérea de Pescara del Tronto após o terremoto (foto: Guarda di Finanzia)

Em parceria com a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, a Federação de Motociclismo Italiana (FMI) se mobilizou para prestar um pronto atendimento às vítimas. Rapidamente foi criada uma força tarefa de socorristas-motociclistas que, graças aos modelos off-road – motos e quadriciclos – conseguem chegar até áreas remotas ou de difícil acesso.

O primeiro grupo convocado para esta missão solidária foram os integrantes do Moto Club Comunanza, de Ascoli Piceno. Em menos de uma hora 10 voluntários estavam prontos para atuar nos trabalhos de resgate. Vieram também membros do Moto Clube de Lazio, região central que hoje foi sacudida por tremores de 4,3 graus na escala Richter.Segundo as autoridades italianas, o número de vítimas fatais já atingiu 278 – 218 em Amatrice (foto: ANSA) 

Para Paolo Sesto, presidente da FMI, é nestas horas de extrema necessidade que os motociclistas italianos se unem para ajudar famílias afetadas pelo grave terremoto. “Queremos contribuir de forma efetiva para ajudar às vítimas. Mobilizamos pilotos que se deslocaram rapidamente às áreas afetadas, num sinal de solidariedade”, explicou o dirigente da federação italiana. (Por Aldo Tizzani)


Harley-Davidson lança novo V2 de 1.753 cc
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7758Milwaukee-Eight terá eixo balanceiro para reduzir vibrações e quatro válvulas por cilindro 

Há algumas semanas a foto de uma tampa da caixa de ar de um motor com a inscrição ''107 Milwaukee Eight'' circularam nas redes sociais, grupos de whatsapp e sites de notícias de moto. A foto deu origem a inúmeras teorias, a principal delas de que se tratava de um novo V2 da Harley-Davidson com 107 polegadas cúbicas, ou seja, 1.753 cm³.

Hoje, a marca norte-americana confirmou o lançamento do ''Milwaukee Eight'', um novo motor V2, que irá substituir os atuais Twin Cam 103 e equipará a linha 2017 da família Touring. O nome faz referência à cidade de origem da marca, Milwaukee nos Estados Unidos. O numeral ''eight'' (oito) revela uma das novidades do novo V2: as oito válvulas, quatro por cilindro.   7747Novo V2 manteve os dois cilindros a 45 graus

Embora mantenha a clássica arquitetura dos motores Harley, dois cilindros em ''V'' dispostos a 45°, o motor traz algumas novidades, além das oito válvulas. A taxa de compressão é 10% maior e deverá produzir mais torque e potência do que os atuais Twin Cam, porém a fábrica não revelou dados de desempenho e nem especificações mais detalhadas. Entretanto, a Harley fez questão de frisar que o Milwaukee-Eight conta com um eixo contra balanceiro para reduzir as vibrações típicas de um V2.

O motor terá três diferentes versões. O motor base será um V2 de 107 polegadas cúbicas, 1.753 cm³, com refrigeração a ar que irá equipar os modelos Street Glide/Street Glide Special, Road King, Electra Glide Ultra Classic e Road Glide.

7309Ultra Limited irá ganhar o novo V2 com refrigeração líquida, batizado de ''Twin-Cooled Milwaukee-Eight 107″ 

Já os modelos Touring mais top de linha, como a Ultra Limited, receberão o Twin-cooled Milwaukee-Eight 107, ou seja, com arrefecimento líquido no cabeçote. A versão maior e mais potente, chamada de Twin-Cooled Milwaukee-Eight 114, terá 114 polegadas cúbicas ou 1.868 cm³ de capacidade. Esse motor irá equipar os modelos CVO Limited e CVO Street Glideno lugar do atual Twin Cam 110 Screamin´Eagle.

A linha 2017 da Harley-Davidson ainda reserva mais novidades, entre elas, um novo conjunto de suspensão para a família Touring. Nós da INFOMOTO embarcaremos para Seattle, Estados Unidos, onde iremos ver de perto as novidades e, claro, ter o primeiro contato com esses novos V2 da Harley. (por Arthur Caldeira)


Estado da Califórnia legaliza a circulação de motos no corredor
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lanesplitting1Andar no corredor agora é lei na Califórnia

O governador da Estado da Califórnia, Jerry Brown, sancionou em 19 de Agosto uma lei que autoriza a circulação de motocicletas entre as faixas de rolamento entre os carros, ou seja, o famoso ''corredor''. Além de ser um ótimo argumento para acabar com o velho papo – ''se os motociclistas querem ter direitos têm que respeitar a lei e andar atrás dos outros veículos'' ou ainda ''em nenhum país do mundo as motos andam no meio dos carros'' – a lei californiana abre um importante precedente no Estados Unidos e em todo mundo ao tornar legal essa prática tão comum – sim, acontece em diversos países europeus e até mesmo no Japão. Até então a Califórnia não proibia, mas também não permitia as motos andarem no corredor legalmente, em um espécie de zona cinzenta (grey area: expressão em inglês para explicar algo que não está na lei, mas que também não é proibido), mais ou menos como acontece aqui no Brasil.

switzerland-on-lane-splitting-no-68091-7Em alguns países europeus também é permitido

Com a lei, proposta pelos representantes Bill Quirk e Tom Lackey, em vigor o departamento de trânsito da Califórnia e a tal California Highway Patrol (lembra dos CHIPs?) agora têm a autoridade de desenvolver e criar regras para o ''lane-splitting'' (divisão de faixas na tradução direta) em conjunto com grupos e associações de motociclistas. Porque, convenhamos, é bem melhor regulamentar e instruir a maneira de certa de fazer algo do que simplesmente ignorar algo que acontece.

lane-splitterMelhor no corredor do que alvo estático de motoristas distraídos

Rapidamente, a Associação Americana de Motociclismo (AMA da sigla em inglês) divulgou uma nota apoiando a decisão do governador californiano e ressaltando a importância da medida. De acordo com o comunicado, diversos estudos como o ''Hurt Report'' provam que grande parte dos acidentes com motociclistas (cerca de 60%) acontecem em situações de tráfego moderado e pesado (em um congestionamento, por exemplo) quando os motociclistas parados atrás dos carros nas faixas de rolamento ficam vulneráveis a mudanças de faixas de outros veículos, condutores distraídos (ou seja, atualizando suas redes sociais ou respondendo mensagens). O estudo Hurt, sobrenome de um dos autores, conclui que ''andar no corredor diminui a exposição dos motociclistas a esses riscos''. Embora muita gente aqui pense o contrário.

Outro documento, do Departamento de Segurança no Trânsito dos Estados Unidos (NHTSA), publicado como uma agenda para a segurança dos motociclistas estudou o ''lane-splitting'' e concluiu: “A largura de uma motocicleta permite o veículo passar entre as faixas de veículos parados ou movendo-se vagarosamente em vias, onde a largura das faixas seja suficiente para proporcionar um espaço adequado. Essa alternativa pode proporcionar uma rota de fuga para motociclistas que pudessem ficar presos ou serem atingidos em uma colisão traseira. Há evidência que rodar entre as faixas de rolamento com os carros em baixa velocidade ou parados em vias de múltiplas faixas reduz a frequência de acidentes com motos se comparado a locais onde as motos ficam dentro das faixas e se movendo com o tráfego''. A agenda recomenda que as autoridades estudem a viabilidade do ''lane-splitting'' e as suas implicações na segurança viária.

CORREDOR_4Não dá para andar no corredor a toda hora: só com o trânsito parado ou lento e em baixa velocidade

A boa notícia da regulamentação de motos andarem no corredor na Califórnia também levanta outras questões importantes: quando, como e em qual velocidade devemos andar no corredor? Já fizemos até um post com algumas dicas práticas, como você pode ler aqui.  Mas basta respeitar o bom senso para poder rodar com segurança no corredor. eu mesmo só faço isso quando o trânsito está realmente parado ou muito lento (20, 30 km/h) e em vias onde as faixas são largas o suficiente para fazer isso com segurança. Outra dica é: respeitar o limite de velocidade da via ou até mesmo rodar abaixo dele.

CORREDOR_9Não vale correr, nem ultrapassar pela esquerda ou seguir ambulância no corredor: tenha bom senso

Por exemplo, o corredor Norte-Sul em São Paulo (SP), formado pelas avenidas Tiradentes, 23 de Maio, Rubem Berta e Washington Luís, tem 50 e 60 km/h como limites máximos de velocidade de acordo com o trecho. Sempre que volto para casa pego um trecho dessas avenidas e nunca rodo acima do limite, ainda mais no corredor. Mas o que eu vejo – e com muita frequência – são motociclistas indo a 100 km/h e, o pior, entre os carros! Ou alguns que tentam forçar a barra em trechos onde não há espaço para dois carros e uma moto. Outros motociclistas, mais egoístas, não se contentam em rodar no corredor formado pela faixa da esquerda e a subsequente, querem rodar no corredor entre todas as faixas. O que, além de irritar os motoristas, prejudica os outros motociclistas, uma vez que os motoristas não conseguem dar espaço para passar uma moto de cada lado. Então, não bastam leis que regulamentem é preciso ter bom senso e educação no trânsito e na vida. E agora mais do que nunca aquela música faz sentido: ''Garota eu vou pra Califórnia''… (Por Arthur Caldeira)